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terça-feira, 13 de junho de 2017

Só para não perder o costume...

POR LAÍS FELIPE DE MORAES, 2.5

Abaixem seus braços, coloquem suas mãos sobre outras cabeças e murmurem seus pedidos incessantes em outros ouvidos. Ou construam um círculo permeável e coloquem suas serpentes falantes, seus deuses do mar e seus reencarnados para conviver. Porque em algum dia um filósofo disse "Se Deus não existisse, teria de ser inventado". Aquietem-se ou pasmem: foi apenas isso o que aconteceu.

Nossa ignorância

POR THÉO BERNINI

E assim segue a nossa “querida” pátria: um presidente a cada ano, um presidiário com mais direitos que um trabalhador. Um país que usa o termo “OBRIGATÓRIO” ao se voltar para o alistamento militar, escolas com um ensino defasado e as ruas mais sujas que o próprio aterro de lixo. E o que estamos fazendo? Estamos sentados em frente a uma televisão, bebendo o vômito que sai dela, fazendo das opiniões dos outros a nossa, em vez de lutarmos pelo chão que pisamos.
A cada dia que se passa, milhões e bilhões são tirados de nós, de nossos filhos, família, saúde, enfim, dos nossos direitos. Abrimos mão dos nossos deveres como cidadãos, aceitamos a maré de facilidade que nos oferecem, temos preguiça de acabar com isso e nadarmos sozinhos. Eu e você não dependemos de ninguém para fazermos a diferença e darmos o “grito de basta”. A união faz a força, mas cada um tem os seus motivos para ser forte, então lute pelo que é seu. O Brasil precisa de mudanças!


Minha identidade

POR JULIANE CAMILLY LASNOU COSTA, 9.1


Como começar um texto falando do que você sente? Difícil. Não?
Pois é, eu acho, mas o mais difícil ainda, principalmente, é não saber o que você está sentindo... Eu sou uma pessoa assim, estou meio desgovernada, sem saber onde está o freio. Meio chata, confesso, eu não sei o que está me fazendo ser assim, não sei se é fase ou se está nascendo algo de ruim dentro de mim, mas de uma coisa eu tenho certeza: é pura burrice minha tentar ser o que não sou. Às vezes, para eu me enturmar, canto músicas com letras horríveis só para ter atenção e para todos saberem que eu sei cantar a música do momento. Estou querendo chamar atenção onde não tenho de chamar. Às vezes, falo coisas de que até Deus duvida, só para ser incluída entre os amigos...
No meu caso, eu acho que é o amor, ele que me torna uma pessoa que não tem identidade própria, que tenta ser igual a todos e tal, um amor não correspondido, um amor inexistente... Enfim, um amor que não vale a pena.
É, estou passando por uma fase de transformação e descobertas, em que eu tropeço em todos os obstáculos que vejo pela frente...
Espero que essa fase seja passageira, porque isso está me corroendo por dentro cada dia mais e acabando com as minhas verdadeiras amizades...
Dizem que o tempo e tudo passam, espero que não demore muito, pois a vida é só uma para eu viver infeliz!!!



Arte

Igor César Campos, 3.3


Arte

Marcos Túlio Piva da Silva, 3.2


Arte

Matheus Vinícius Julião, 9.2


Arte

Samuel César de Macedo Siqueira, 9.2


Arte

Jhenyffer Luyse Ferrão Silva, 9.2






quarta-feira, 31 de maio de 2017

Crise Política (III)



Desde que o processo de impeachment de Dilma Rousseff começou, em 2 de dezembro de 2015, o cenário político tem sido palco de inúmeras investigações extremamente minuciosas que, juntas, encontraram diversas irregularidades, provocando um rebuliço, ainda maior, no cenário político do Brasil. 
Qualquer pessoa, por mais leiga que seja, tem conhecimento de um conceito simples: A política brasileira enfrenta crise. Diversos processos foram instaurados, “derrubando” do poder políticos extremamente influentes, expondo também, uma parcela do “rombo” enorme causado pelo superfaturamento e propina, bem como as empresas e pessoas responsáveis por tais fatos. Movidas por protestos e um desgosto popular descomunal, as investigações foram caminhando e, a cada dia, mostrando gradativamente a terrível e lastimável quantidade de crimes cometidos pelos vulgos “representantes do povo”. Os roubos tinham uma quantidade de casas decimais incrível e o trabalhador pobre, o vendedor, o pedreiro, o dono de loja, todos os cidadãos honestos e que contribuíam para a arrecadação dos pesadíssimos impostos, foram feridos, apunhalados, arruinados, tragados pela corja de representantes e empresários, extremamente influentes, que, cegos pelo dinheiro, infringiram a constituição e simplesmente roubaram, tomaram para si, algo que deveria ser usado em prol do povo, para que todos tivessem uma condição digna de vida, para que em um hospital público não faltassem medicamentos, que não faltassem médicos e aparelhos para consulta, que não acumulassem filas colossais; para manter uma escola, que forma pessoas aptas para ocuparem os empregos...
A onda de desgosto popular percorre toda a nação e, pelo visto, está longe de acabar. Julgar os maiorais é algo “simples”, porém, nem tudo é tão fácil quando se pensa. Pense no dia a dia, nas pequenas atitudes, seja numa fila “furada”, num troco errado não devolvido, no cancelamento de uma infração de trânsito em troca de dinheiro, nos pequeninos furtos de materiais de um funcionário para com sua empresa... É necessário que haja uma revolução, não só na política, na sociedade, mas também nos conceitos do popular “jeitinho brasileiro”. A justiça deve ser aplicada imparcial e efetivamente, para que haja a condenação de ricos e pobres, fazendo então o julgamento entre certo e errado. “Que esse cenário hipotético e mágico, onde a lei e a justiça sejam efetivas, esteja próximo da nação brasileira!” 

Dê mais uma chance

POR AUGUSTUS YOUNG


Amizades falsas, amores perdidos, friendzone, pressão familiar, pressão escolar, pressão para um futuro tão longe, porém, tão perto; tudo isso, e mais alguma coisa, é um prato cheio para a depressão e, consequentemente, em alguns casos: o suicídio.
Recentemente, assistindo a uma série e lendo alguns artigos e livros sobre o assunto, me deparei com números que alarmam e assustam pela frequência e pela idade e, às vezes, motivos desmotivadores para se viver. Torna-se mais comum, mais fácil também dizendo, se entregar a problemas sem nem ao menos lutar para enfrentá-los, para ganhá-los e, junto com isso, dar a volta por cima e seguir em frente. É bem mais comum se sentar e reclamar, beber, se trancar num quarto e adorar tonalidades frias e sem vida, como se fica ignorando os problemas esperando que se tornem uma grande bola de neve. É muito mais fácil, prazeroso, bater no peito e dizer que se tem uma doença patológica vivendo em si, sendo alimentada até, do que se disponibilizar todos os dias a procurar por ajuda em lugares adequados e com pessoas especializadas, (não se enquadra o amiguinho que pode saber de toda a sua vida e de suas loucuras do final de semana passado, mas que não vai estar sempre com você).
Um psicólogo, talvez um psiquiatra, pode ser o melhor começo para se salvar. Ou não. Um problema não pode ser enfrentado se não for considerado como tal. As coisas não podem tomar forma quando ignoradas e jogadas debaixo do tapete, tapado pela cama em que está o seu travesseiro de pesos desnecessários bem durante o seu repouso. Procurar ajuda não é feio, não vai te fazer pior na roda de “amigos” (com todo respeito, venho dizer que amigo de verdade não irá zombar de quem procura por ajuda e muito menos te taxar de alguma outra coisa da qual nunca foi taxado pela sociedade). Procurar ajuda é o primeiro passo para uma vida longa.
Não desistir de si é a melhor parte e a mais difícil também. A vida é composta de altos e baixos, com toda clareza sempre estarão mais visíveis os baixos; os altos são tão intensos que se tornam mais fáceis de não notar, mais susceptíveis ao esquecimento, mas todas as histórias, todos os fatos, têm sempre mais de um lado. E quem hoje chora, amanhã sorri.

Corpo: templo e lar

POR LAÍS FELIPE DE MORAES, 2.5

Seu corpo é sua primeira casa. Ele carrega fragmentos de todo seu passado. É o primeiro a lhe avisar quando algo está errado e o único que sabe todos os seus fetiches mais bizarros. Ele guarda segredos por todas as suas entranhas e é a fronteira que o protege de todo caos exterior.
Se seu corpo é seu lar, que não só abriga sua alma, como também toda sua existência, seja, pelo menos, um bom morador. Não seja um parasita opressor que nega prazeres como nega a dor. 
Se seu corpo é um templo, permita que se curvem diante dele para não necessariamente uma oração; deixe que vandalizem e beijem suas paredes; permita-se receber visitas e manter suas portas apertas. Permita-se sentir, porque sentir é a melhor forma de acessar a alma.

Arte

Mariana Silveira Souza e Silva, 3.2


Arte

Isabelly Cristina Pontes, 3.2


Arte

Isaías Pereira de Campos, 3.1


Arte

Jhenyffer Luyse Ferrão Silva, 9.2


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Às vezes vai

POR AUGUSTUS YOUNG


Às vezes você vai chorar, oh se vai.
Às vezes você vai cair, às vezes com frequência
Às vezes você vai precisar parar e pensar se realmente está certo e mesmo na dúvida você vai fazer.
Às vezes você vai se humilhar, pedir de joelhos mesmo; se preciso, vai até lamber os pés
Às vezes você vai pensar, vai ser o gênio oculto e, por mais oculto, disso você sempre vai se lembrar
Às vezes você vai morrer, simples assim.
Às vezes você vai renascer, apenas pra morrer anos depois
Às vezes, mas só às vezes mesmo, você vai ser um herói, aproveitar o momento e chamá-lo de seu, mas não é
Às vezes você vai cair na ilusão, sabendo que é ilusão, mas vai amar e adorar cada centímetro daquele incrível lugar
Às vezes a realidade vai te atormentar, querido, isso vai doer numa força alarmante.
Às vezes você vai chorar, desabar, se iludir e se apaixonar para só então se encontrar.
Às vezes você vai precisar de se perder para se reencontrar numa nova fase.
Às vezes, você vai conhecer pessoas, e as pessoas vão querer te conhecer, mas elas não serão para sempre
Às vezes, você vai cair na madrugada e levantar a noite, com uma ressaca moral pior que a alcoólica
Às vezes você vai ser iludido na sua realidade por quem você menos espera
Às vezes você será um perdedor para só então saber que era um vencedor e não dava o valor
Às vezes você vai vencer, e será apenas mais um na vida, com valor momentâneo e depois sem importância alguma
Às vezes você vai se comprometer a ajudar e, por mais que seus esforços sejam milagrosos, você não será o Mestre da cura.
Mas, em alguma vez, há você de se apaixonar; não seja tolo, você é incrível e sabe disso de uma forma ou outra,
E, talvez, nessa vez mágica, você desista de tudo, mas não de viver a cada segundo, não de lutar por quem quer que seja que te faça feliz
Porque, às vezes, a sua felicidade será uma droga tão viciante que lutar por ela será pouco pelo quanto você a quer.

Amor: desejo de muitos, habilidade de poucos

POR LAÍS FELIPE DE MORAES, 2.5

Mais raras que a presença de lirismo e poesia em nosso cotidiano conturbado, apenas as pessoas dotadas de coragem para explorá-los quando eles brotam diante de nós. Não é fácil alimentar as borboletas e sustentar as esperanças. Amar dói. E mesmo que a mesma dor tenha gerado uma epidemia de corpos à beira de um precipício um dia, se permita sentar sobre este penhasco sem censurar o ar bucólico dos pensamentos que te alcançam. Não tema as carícias dessa brisa. Não se acanhe quando notar que se encontra na gaiola mais libertadora que o mundo já conheceu.

Parágrafo

POR KETLEN CRISTINA DA SILVA, 2.4

Ultimamente, nota-se que o ser humano vive com pressa, ocupado, atarefado, e que, diante das correrias do dia a dia, ele não repara o que é realmente importante para a sua vida. Devemos sempre nos adaptar de modo que não prejudiquemos a nossa rotina e não comprometamos a nossa saúde mental e emocional, pois, afinal de contas, a vida é para ser vivida e não cronometrada desenfreadamente.

Arte

Aline da Silva Rocha, 3.3


Arte

Paola Fidélis Freitas, 3.3