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terça-feira, 16 de abril de 2013

Escola

Muitas pessoas acham que a Escola Estadual Henrique Diniz é uma péssima escola. Quem pensa dessa forma está completamente errado. A escola melhorou muito de uns anos para cá.

Hoje, o Henrique Diniz está em um nível muito alto. Foram muitas reformas na escola. O nível de escolaridade subiu muito e hoje o Henrique Diniz está sendo muito falado, mas como a melhor escola estadual da cidade.

As melhorias foram tantas que não há mais vagas para aqueles que querem estudar aqui. A organização está sendo bem elaborada. Todos os alunos têm vindo uniformizados e até os funcionários costumam vir com o uniforme da escola. Isso traz uma imagem melhor para a escola e incentiva ainda mais os alunos a virem de uniforme.

Até o ano passado, o mínimo para passar de série era de 50%. Neste ano, a média subiu para 60% e quem ficar com a nota vermelha no bimestre poderá fazer uma recuperação paralela. Isso ajudará muito os alunos e a escola. A escola está melhorando cada vez mais.

Ana Paula Longuinho, 3.14

Desértica e incerta, assim me encontro

Cada vez mais perdida, cada vez mais confusa e sem direção. Você me diz um “eu te amo” que parece tão verdadeiro e, no calor do momento, deixa-me levar e entrega-me inteiramente como se o nosso amor fosse o que parece, perfeito, forte e de outras vidas. Um amor descendido de uma era lúdica e estacionada num mundo onde não existe “felizes para sempre”. Longe do mundo real, tudo parece tão fácil, belo e eterno; mas quando a fantasia e os sonhos vão de encontro a esse lugar escuro chamado realidade, as coisas mudam e você se sente cair, cair e cair de onde você pensava estar... Nas nuvens.

A armadilha do amor nos encurrala e nos aprisiona de tal forma que é impossível ver o lado bom quando acaba o encanto. Quando acontece o inesperado, fica difícil se sentir protegido. Do seu lado vivi momentos, sorrisos, lágrimas, ilusões e desilusões, e depois de tudo isso me dei conta de que quanto mais te amava, mais me esquecia de mim e quanto mais me aproximava de você, me afastava de mim, fazendo de você e do amor que existia a minha razão para existir, para te fazer feliz e, ao mesmo tempo, o passe livre para fazer da minha vida um mar negro com nuvens cinzentas nesta escuridão irreversível.

Mas agradeço por ter feito parte de minha vida me dando a experiência de amar, o desprazer da desilusão, o crescimento da minha fortaleza pessoal e agradeço, enfim, por ter me feito mais mulher!

Suellen de Oliveira Fernandes, 2.7

Saber viver

Viver é realmente não ter a vergonha de ser feliz, já dizia a música do Gonzaguinha.

Saber viver é não ter medo de se jogar no escuro.

É não ter medo de arriscar.

O amanhã gera incertezas.

O agora é mais coerente.

Não viver significa ter medo de arriscar.

Risco existe, mas. Por quê?

Enfrentá-los sim, com medos, vícios, mas, ao mesmo tempo, com força e muita garra.

Derrotas, fracassos existem, mas por que não encará-los?

Tentar e tentar.

Por que não?

Marilene Lopes Rodrigues, EJA2.7

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Tribuna Estudantil tem mais de 10.000 visitas na web!

Mais de 10.000 visitas!!!

O site do Tribuna Estudantil atingiu mais de 10.000 visitas! Obrigado a todos que tornam isso possível!

Professores Felipe e Paula

Estatísticas do jornal – 1º Bimestre – Até 15/04/2013

Dados gerais do Tribuna Estudantil (desde sua fundação em 2008) 

Participação por turma (05/02/2013 a 15/04/2013)

Professor Felipe

domingo, 14 de abril de 2013

Texto livre

Aqui, estou protegida?

Dentre os quatro concretos?

O branco da tinta desgastada.

Objetos que observo e penso:

O que são, senão objetos?

Frios, parados, sem vida.

Há pessoas assim, eu sei.

Não agem, não amam

Estão mortas, frias...

Ali, bate um coração?

Talvez esteja congelado.

O que foi? Não sente mais?

O que a dor não é capaz, não é.

Por ela deixa de sentir e viver.

As pessoas...O que são?

Pessoas, objetos, pessoas...

Já me permito pensar:

Qual a diferença?

O fio de dor que leva

      ao vazio.

O lúgubre e escuro lugar

       da solidão.

Não! Não me deixe ca
                                  ir.

Flor-de-Lis

quinta-feira, 11 de abril de 2013

ENEM: Verdade ou Consequência?

Conexão Tribuna
Andreza Siqueira
Bruna Adriana
Jacqueline Silva
Laila de Souza
Nathália Vitoretti
Patrícia Carvalho



Devido aos acontecimentos ocorridos no ano passado em relação às redações do Enem, com o tema "Movimento imigratório para o Brasil a partir do século XXI", em que alguns candidatos colocaram uma receita de miojo e o hino do Palmeiras nas redações, este ano a correção das mesmas será mais rígida e os candidatos que cometerem esse deboche receberão nota 0 (zero) em sua redação.

"O Enem é o Exame Nacional do Ensino Médio, cuja finalidade é avaliar o aprendizado geral dos estudantes que concluíram o ensino médio, a fim de alcançarem uma vaga nas universidades brasileiras.", relata Nalu T. Martin.

O Conexão tribuna também entrevistou a pedagoga da escola Henrique Diniz.

1)    Andreia, como o Enem contribui para a

aprendizagem dos alunos?

Através das provas do Enem, os alunos conseguem detectar quais conteúdos precisam estudar mais, ou aqueles que ainda restam dúvidas. É o momento de certificar-se do que foi aprendido e necessita-se uma atenção especial. Desta forma, contribui  para os alunos no sentido de direcionar-lhes para um futuro melhor.

2)    Como será feita a correção das redações este ano?

A correção poderá ser corrigida por até três professores, sendo que algumas mudanças ocorrem: a proibição de deboche, a exigência do domínio da norma culta da língua portuguesa. Além do fato de que se houver uma redação com discrepância máxima nas notas, de dois corretores, será preciso a mesma passar pela mão de um terceiro corretor.

3)    Quais os benefícios do Enem para os alunos concluintes do ensino médio?

São muitos os benefícios do Enem para os jovens do ensino médio. Dentre eles, podemos citar o ingresso nas universidades, isto porque muitas delas estão substituindo o vestibular pelo resultado do Enem. O Prouni (Programa Universidade para Todos) que é concedido a alunos que fazem as provas do Exame Nacional, e o Fies (Programa de Financiamento Estudantil), são alguns exemplos de benefícios que os alunos têm ao seu alcance, quando se propõem a fazer as provas do Enem.

Os que se interessarem em participar do Enem 2013, estejam com carteira de identidade em mãos e inscrevam-se. Boa Sorte aos candidatos!

Uma nova oportunidade

Por Conexão Tribuna
Andreza Siqueira
Bruna Adriana
Jacqueline Silva
Laila de Souza
Nathália Vitoretti
Patrícia Carvalho

Vários alunos da escola estadual Henrique Diniz ganharam uma nova oportunidade de se qualificarem ainda mais para o mercado de trabalho. Essa oportunidade se chama Pronatec.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) se originou através de uma lei da presidente Dilma Rousseff, que objetiva expandir o ensino técnico a alunos de escolas públicas do nosso país. As bolsas de estudo oferecidas à escola foram dos cursos técnicos em Eventos e Informática. Para sabermos mais deste assunto, conversamos com a coordenadora adjunta do Pronatec, Maria Aparecida Garcia Pinheiro Goulart.

1. Maria Aparecida, quando o Pronatec foi implantado em Barbacena?

O Pronatec é um programa do governo federal, que foi implantado em Barbacena no ano de 2012 e no Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais - Campus Barbacena, no segundo semestre do mesmo ano.

2. Quais os cursos técnicos que são oferecidos pelo programa?

Os cursos técnicos oferecidos são: Curso técnico em Agropecuária, Informática, Eventos, Recursos Humanos e curso técnico em Química. Os cursos técnicos em Eventos e Recursos Humanos são inéditos na região.

3. Haverá a abertura de novos cursos do Pronatec?

Sim, os candidatos deverão procurar a secretaria municipal de coordenação de programas sociais e levar documentos pessoais e comprovante de residência para fazer sua matrícula. As inscrições vão até o dia 06 de maio de 2013.

O Conexão Tribuna também entrevistou uma das professoras do curso técnico em Eventos, Bianca Alvin, que nos falará um pouco do desenvolvimento dos alunos no mesmo.

1. Bianca, para você, o que é dar aula para uma turma do Pronatec?

Atuar como professora no Pronatec é uma experiência ótima, pois só dava aulas para alunos do curso superior. E dar aulas para alunos do ensino médio está sendo um momento único, pois é outra forma de ensino e aprendizagem. Nossos laços são próximos.

2. O que você espera dos seus alunos após se formarem?

Espero que o curso possa fazer a diferença na vida profissional deles e que saibam aplicá-lo bem no mercado de trabalho.

3. Você acompanhou a chegada desses alunos aqui, certo? Você notou algum desenvolvimento profissional e pessoal deles em relação a sua disciplina e o meio em que convivem?

Nos alunos que trabalham nos eventos organizados no próprio instituto, pude perceber que eles têm se mostrado e expressado muito bem. Também notei uma diferença de motivação nos dias de hoje, que é bem maior do que no início do curso.

O Pronatec está sendo bom para todos seus integrantes. Segundo a aluna Kássia do 2°8, o Pronatec é muito bom, pois é uma oportunidade única em que conseguimos ter um futuro melhor. O curso de informática, além de ter o lado teórico, possui momentos de praticar nossos conhecimentos.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) reforça a ideia de cursos técnicos em diversas áreas do país, para que tenha mão de obra necessária, uma vez que esse receberá eventos de grande porte. Tendo em vista este ponto, eu, aluno do Pronatec, percebo de forma clara o quanto é importante para o aperfeiçoamento técnico no país, mas sei que este curso é apenas um “um pano de fundo” para que cada um de nós possa ter uma base e crescer na área de eventos, diz o aluno Parley, do 2°8.

Agradecemos por todos os envolvidos neste projeto e queremos que ele permaneça beneficiando alunos de escolas públicas por vários anos daqui para frente.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Site do Tribuna Estudantil

Acesse o site do Tribuna Estudantil! Nele, além dos textos, colunas, artes e reportagens desde 2008, você poderá encontrar fotos e vídeos da escola, textos de ex-alunos (que ainda escrevem para o jornal), projetos já realizados (como o JCC e o FIT), além de links para os sites e blogs de professores.
O Regulamento completo do Tribuna também está disponível no site.


Grande abraço a todos!
Professores Felipe e Paula

Um lado da sociedade

Vivendo em erros, nota-se que a sociedade é uma rede de pessoas que agem cegamente por dinheiro. Não lutam por direitos alheios, pensam sempre em lucrar totalmente para si mesmos. Essa atitude pode ser refletida no mundo todo. Um exemplo dessa atitude pode desencadear conflitos como guerras, explorações diversas e outras ações maléficas para uma sociedade que, vivendo em erros, não vê a situação que está sendo criada.

Com esses interesses tão egoístas, surgiram fome, miséria, desigualdades sociais, raciais e étnicas, aumentando os problemas que já são existentes em tal sociedade mundial.

A sociedade vivendo em erro não tem olhos abertos para as vítimas dos mesmos erros, causando assim as divisões sociais que distinguem seres da mesma espécie.

Ítalo René Almeida Braz Viveiros, 3.14

Como me organizar

Para me organizar é preciso tempo, esforço e dedicação. Não é uma tarefa fácil de cumprir e alcançar, mas com insistência se consegue.

Organização, primeiramente, pede mudanças internas. Devemos mudar nosso comportamento e nossas atitudes, porque são por meio delas que conseguimos nos diferenciar e nos destacar.

Depois de mudar nosso comportamento, precisamos mudar nossa rotina, ou seja, precisamos ver todas as nossas tarefas e seus horários para fazer um esquema com todas as nossas horas de ocupação e horas livres.

Organização se consegue com o tempo e determinação. As mudanças vêm com o tempo. Tudo necessita de vontade, afinal, não há como mudar se você não tem vontade.

Depois de realizada a organização e estabelecida toda sua rotina, com certeza as mudanças serão notadas pelos outros e, claro, por você. Sem dúvida, sua vida (seja ela pessoal, social ou profissional) irá ficar muito mais simples e prática.

Com o passar dos anos você verá o quanto isso ajudou (e vai continuar ajudando). A organização é semelhante ao ouro: todo lugar tem seu valor. Por isso é preciso que você consiga conviver com ela e entender o quanto ela é importante.

Nathaniele Carolina Sobrinho, 2.8

A vida

No dia a dia enfrentamos problemas de todos os tipos. Problemas que a maioria das pessoas têm. Isso é normal; todos passamos por dificuldades em nossa vida social como pessoal.

No colégio aprendemos a lidar com a maioria desses problemas. O colégio ensina a ser alguém, como respeitar, ser criativo e lidar com pessoas de vários tipos. Apesar de muitas pessoas acharem ruim ou chata, sem a escola não aprendemos a viver nesse mundo.

As pessoas são julgadas hoje em dia pelo caráter, e uma pessoa com caráter é aquela que sabe lidar com todos os problemas da vida que se aprende na escola. Mas tem muitas pessoas que são julgadas pelas roupas que vestem. Esses tipos de pessoas podem contar que não têm caráter nenhum.

Quando estamos no colégio por mais chato que seja, tem regras para serem cumpridas, assim como a vida tem. A escola é praticamente a nossa vida, porque assim como na escola existem leis, regras, aprendemos a conversar, lidar com pessoas diferentes e assim é o mundo lá fora, cheio de regras e pessoas diferentes com quem devemos aprender a lidar.

A vida é cheia de surpresas, e o melhor lugar em que podemos aprender á a escola. É o melhor caminho apesar de ser chato. Mas se queremos aprender a viver, ter dignidade e caráter é na escola que devemos está.

Jéssica Carolina de Barros Simão, 2.6

O fundamento de guerrear

A guerra é algo que está presente em vários lugares do mundo, causando mortes, danos à sociedade e à economia mundial. Por isso considero importante falar sobre este assunto.

Durante a Revolução Russa, um filósofo, vivendo os horrores de seu país e vendo o mundo lutar na Primeira Guerra Mundial, fez uma analogia curiosa: “A sociedade é como a fumaça de um cigarro aceso. Se mantêm unida até certo ponto, até começar a se separar e desintegrar”. O que ele quis dizer é que as pessoas toleram umas às outras até onde conseguem e, depois, com um ato natural entram em atrito, em falsa compreensão, e lutam.

Nunca se deve tratar com preconceito e repreensão aquilo que não se conhece. Entender o que é a guerra e por que ela é necessária é algo que a maioria não consegue fazer. Mas entendê-la não é difícil, basta observar com atenção.
Guerrear pode significar milhares de coisas. Não é difícil encontrar aqueles que consideram isto errado e atrasado. Mas, lutar pelos seus direitos, lutar pelo que se acredita, viver honrando seus ideais de forma que não se submeta às leis injustas da sociedade parece que faz mais sentido do que viver se escondendo através de leis falhas e governos corruptos, construídos por pessoas que celebram todos os dias os seus dias de paz.

Muitas vezes é necessário criar o caos e até admirá-lo, porque é melhor viver sob o caos, lutando para ter um futuro de que se tenha orgulho do que viver se escondendo atrás de sonhos fúteis e de futuros feitos de contos de fadas.

Portanto, observa-se que a guerra se faz necessária e que mesmo sendo devastadora, sombria e maléfica, é um mal inevitável.

Eduardo Tonussi Ferreira, 3.14

Insegurança

Quando nada mais importa, descobrimos o valor que damos a cada coisa, o sentido exato daquela caixa de música ou da lembrança mais remota da infância, que teima em voltar cada vez mais nítida. Porém, quanto mais forçava a mente para esquecer, mais me lembrava daquela linda e perfeita imagem. Mas, por muitas vezes minha mente me revelava o quão doce e suave era aquela caixa de música.

Muitas vezes não sabia eu em que acreditar, em minha mente ou em meu agir, em relação àquela lembrança, quão afável aquele salão, coma aquela caixa que tocava como se não houvesse ninguém e não tocasse para ninguém e eu aqui, pobre alma aflita, pensando em como foi a primeira valsa de mamãe. Que junto do papai formava um belo par tão suave... “Menina, acorda, já está na hora da sua primeira valsa”. Eu, que havia pegado no sono, dancei como se fosse aquele casal que dançara diante como se fosse aquele casal que dançara diante daquela caixinha de música, como se não tivesse ninguém naquele salão, assim me lembrei da importância que foi me deixar levar pela lembrança daquela caixa de música. 

Luan Felipe de Oiliveira Conceição, 3.13

O valor de um objeto

Quando nada mais importa, descobrimos o valor que damos a cada coisa, o sentido exato daquela caixa de música ou da lembrança mais remota da infância, que teima em voltar cada vez mais nítida. Algum objeto, o mais inútil que seja, tenha um valor sentimental tão grande que começamos a protegê-lo a todo custo, como se aquele ganhasse vida por um segundo e começamos a apreciá-lo ainda mais, observando cada detalhe que para nós é extrema importância.

Criado para ser usado, mas pode ser esquecido por um tempo indeterminado, em qualquer canto da casa, esperando que alguém o encontre, se é que vai encontrar, de tão pequeno que é.

Então, no momento em que mais precisamos, aquele objeto vem a ser precioso para nós, e queremos encontrá-lo a todo custo, pois não há nada que possa substituí-lo (não com a mesma facilidade e rapidez de uso).

E cada tempo que passa, queremos mais e mais encontrá-lo. E no momento em que o encontramos, após seu uso, é claro, guardamos com tanta segurança e em um lugar fácil de ser encontrado novamente para ser usado.

É surpreendente a falta que um apontador de lápis faz a todos nós. Ele pode ser substituído por uma faca, mas todos nós sabemos que não é fácil manusear uma faca para apontar lápis.

Ricielle Augusto do Nascimento Assis, 3.13

Saudades

Quando nada mais importa, descobrimos o valor que damos a cada coisa, o sentido exato daquela caixa de música ou da lembrança mais remota da infância, que teima em voltar cada vez mais nítido. Embora o tempo só passe, o tempo leva e ao mesmo tempo deixa saudades, saudades daquela vida normal que eu tenho, saudades até das palavras que eu dizia em temor. Eu tenho saudades, bom, todo mundo sente saudades de algo que passou.

Um, dois, três, quatro, começo a contar de novo os azulejos da parede de uma casa. Cada vez que eu conto, saudades vêm devorando meu pensamento. Saudades daquela época em que eu não contava nenhum azulejo. Saudade daquela época em que eu não soletrava ou repetia algo, saudade e mais saudade.

O relógio desperta, já são cinco horas da manhã, hora de me levantar. Quando me levanto, aquela vontade louca de pisar em todos os pisos da casa, mas não; eu não posso fazer isso. Eu tenho que me controlar; será que adianta? Quase nunca. Ouço uma voz em meu pensamento me dizendo que eu devo pisar em todos os pisos da casa; mas não. Eu insisto em me deslocar de um lado para o outro sem ao menos pisar em algum piso que me deixe ansioso. Já está na hora de trocar de roupa, tomas café e ir ao colégio, mas os pensamentos persistem cada vez mais nítidos. Terei eu forças? Penso, mas o tempo passa; não, melhor dizendo, o tempo voa. Finalmente, já estou no colégio.

Toca a sirene, a primeira aula é de Português. A professora entra, abre o livro e começa a explicar. Eu mal consigo abrir o livro e o caderno juntos, mas a professora insiste com os olhos vidrados em mim. Eu tento explicar por telepatia que eu não consigo, pois há uma voz dentro da minha mente pedindo-me para que eu mantivesse o livro e o caderno fechados. Eu tento explicar através dos meus olhos que sou portador do TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), mas parece que ela não entende ou não quer entender.

Bate o sinal, ufa, que alívio! Findou a aula, mas ela volta no quarto e último horário. Ela volta sem entender nada.
Entretanto, o TOC persiste no portador, sugando as energias, tornando-o mais cansado. Mas, a cada dia que passa eu sinto melhorar. Ele vai sair da minha mente. O que talvez nunca sairá são as saudades que se instalam no meu ser.

Leandro Marques de Moura, 3.13

Deus

Como é bom poder falar de Deus. Existem milhões de palavras para defini-lo. Amor, paz, fraternidade, alegria, sabedoria, etc. Tantas outras.

Por que não pensamos na melhor forma de lhe homenagear? Será nosso egoísmo que nos impede? Será a falta de tempo? Ele merece gestos lindos e ficamos pensando em como quebrar o gelo.

Amar e amar, tão simples. Te amo, te amo, te amo. Meu Deus. Te amo, te amo. Às vezes, na solidão é que sentimos o 

quanto és maravilhoso: meu Deus.

                Dom

                Esperança

                União

                Sabedoria

Marilene Lopes Rodrigues, EJA2.7

Arte


Alan Presotti Menezes, 7.3

Arte


Lucas  José da Silva Paiva, 2.8

Arte


Charles Samuel Silva de Melo, 3.14