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terça-feira, 31 de maio de 2016

Heróis da Segunda Grande Guerra: Fortaleza Voadora

Década de 30, a ascensão nazista na Alemanha é inevitável. Por isso, o governo dos EUA pede a Boeing para projetar e construir um bombardeiro pesado, fortemente armado, capaz de se defender dos caças inimigos. Então, a Boeing dá início à gênese do B-17 – A Fortaleza Voadora.
Ano de 1941, a Armada Aeronaval japonesa, às seis da manhã, ataca covardemente a base aeronaval americana no Havaí, Pearl Harbor. A repercussão é mundial. Imediatamente,
Winston Churchill declara guerra ao Japão; e Adolf Hitler, aos EUA. Aí o B-17 entra em ação.
Equipado com 13 metralhadoras calibre 50, os EUA acham que a aeronave poderia se defender sozinha, mas logo em sua primeira missão, mais de 50 aeronaves são abatidas nos primeiros 30 minutos de sobrevoo no território inimigo. Mais de 600 baixas. Então, é provado que o B-17, por mais armado que for, não é imbatível como os 109. 

B-17 - Fortaleza Voadora

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Heróis da Segunda Grande Guerra: 109


Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler ordena a operação Leão-Marinho. A Grã-Bretanha se vê diante de uma ameaça aérea que está sendo produzida em massa: o Messerschmitt BF/ME 109.
Durante a preparação da Alemanha de Hitler para a guerra, o Führer pede para o fabricante de aviões Messerschmitt projetar e construir um avião de batalha, de metal, capaz de grandes velocidade, altitude e armamento. Mediante esse pedido, nasce o Messerschmitt 109.
Lutando, inicialmente, na ocupação da Polônia, o 109 mostrou ser um lutador de peso para as aeronaves da época, porque muitas, por mais que fossem de metal, ainda eram biplanas e de cabines abertas.
O 109 era uma aeronave esplêndida, pois possuía duas metralhadoras de calibre 30 e um canhão do eixo da hélice, que podia ser de 20 ou 30 milímetros, blindagem leve e motor Mercedes.
Os defeitos do 109 eram sua falta de sustentação em curvas para a esquerda e trem de pouso muito grande e muito central, fazendo com que o piloto não enxergasse a pista durante a decolagem, causando instabilidade da aeronave na pista.
O 109, apesar de todos os fatores, foi um ótimo adversário para os Supermarine Spittfire*, Mustangs** e Polaris***, sendo assim a aeronave mais fabricada no mundo, com quase mil unidades para países europeus e do Reich.


*Caça britânico
** Caça americano por excelência
*** Principal família de caças russos

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Heróis da Segunda Grande Guerra: “Hellcat”


Grumman F4F Wildcat
Hoje, na série Heróis da Segunda Grande Guerra, vamos voar sobre o Pacífico a bordo dos Hellcat, o terror dos Zeros*.
Em meados dos anos 40, os EUA entraram na guerra em resposta ao ataque a Pearl Harbor**, mas o caça que servia a Marinha, o Wildcat, tinha um motor fraco e, por mais que fosse um bom caça, não fazia frente aos Zeros japoneses.
Grumman F6F Hellcat
Os Wildcats eram abatidos porque tinham motor fraco e era pesado. Então, os Zeros, sendo mais rápidos e mais leves, subiam na vertical o mais alto que eles podiam e os Wildcats tentavam acompanhar, mas, por serem pesados, entravam em stall e caiam em parafuso. Os Zeros davam um meio looping e mergulhavam atacando. Mas isso mudou com os Hellcats que, embora tivessem o desenho parecido com os Wildcats, tinham uma combinação perfeita entre empuxo e peso, fazendo com que fossem rápidos, ágeis e letais, podendo acompanhar o Zero no combate vertical. Com isso, a superioridade da Marinha Imperial Japonesa começou a se desfazer, graças aos engenheiros da Grumman Aircraft, que projetaram e construíram esta lenda.
Com a proximidade do fim da guerra, alguns Hellcats foram substituídos pelo F4U Corsair da Vought. Mas, se não fosse por eles, os Zeros teriam dizimados os americanos.





*Caça de superioridade aérea da Marinha japonesa
** Base naval americana no Havaí



terça-feira, 5 de abril de 2016

Heróis da Segunda Grande Guerra: “Thunderbolt”

   
   Em meados dos anos 30, os EUA, vendo a Europa retornando totalitária, temia uma nova guerra, então a empresa de aviação Republic, desenhou e projetou o caça pesado P-47 Thunderbolt. Projetada para ser robusta, manobrável e destrutiva, a aeronave foi construída em torno de seu enorme motor, o Pratt and Whitney R-2800, considerado um dos melhores motores de guerra.
O Thunderbolt lutou inúmeras batalhas, principalmente na Europa. Em uma dessas batalhas, um P-47 foi interceptado por um ás alemão de FW-190*. O ás alemão atacou o solitário Thunderbolt, mas sua blindagem de 8 cm aguentou mais de 200 tirou de 30 mm, munição suficiente para destruir um B-17** em quatro rajadas de cinco segundos.
O que tirou o P-47 “do serviço” foi o alto consumo de combustível do seu motor radial. Mas ele não foi totalmente abandonado, foi convertido em caça de ataque ao solo. O P-47 bombardeava e atacava alvos com suas oito metralhadoras de calibre 50. 
Os P-47 não serviram somente na USAF, eles lutaram com pilotos da Força Aérea Mexicana no Pacífico e com pilotos da FAB (Força Aérea Brasileira) na Itália. 
Hoje, ele está em museus, mas estará sempre no coração e na mente dos apaixonados por esse lindo tanque de guerra voador.    

P-47 D - Força Aérea Brasileira - 1944




*Caça a pistão mais avançado do 3º Reich
**Bombardeiro pesado americano

sexta-feira, 18 de março de 2016

Coluna Aviação - Heróis da Segunda Grande Guerra











A Coluna Aviação do jornal Tribuna Estudantil traz agora nos próximos textos a série Heróis da Segunda Guerra, fazendo um tributo a inúmeros aviões. E vamos começar com o lendário P-51 Mustang, avião de guerra preferido do nosso vice-diretor Felipe.
O Mustang foi criado e desenvolvido pelos EUA para os ingleses, mas essa versão “britânica” tinha motor fraco, que só conseguia altas velocidades a baixa altura, fazendo, assim, do Mustang, um avião de interceptação e não um caça.
Com a entrada dos EUA na guerra, iniciou-se uma campanha de bombardeio tanto na Europa, quanto no Pacífico. Só que a USAF tinha apenas caças P-47 Thunderbolt, de autonomia limitada. Com isso, os EUA optaram por escoltar seus bombardeiros com caças Mustang, mas, com a deficiência de potência, os americanos modificaram o projeto, adicionando asas de fluxo laminar (item que aumenta a velocidade e economiza combustível), um canopy em bolha para se ter melhor visibilidade e o motor do Avro Lancaster*, o Rolls Royce Merlin. Isso deu altas velocidades ao Mustang, mesmo a 20.000 pés de altura, estendendo sua autonomia a 2.000km (com tanques externos), podendo, assim, escoltar os bombardeiros da Inglaterra até Berlim e da China até o Japão, ida e volta.
Este é o primeiro texto da série que, em breve, voará pela Alemanha nazista e pela União Soviética.

*Avião de bombardeio pesado inglês

quarta-feira, 2 de março de 2016

Coluna de Aviação - Defasagem operacional


No Brasil, a nossa Força Aérea está com uma defasagem operacional inadmissível, graças aos nossos representantes Eduardo Cunha, Dilma Rousseff e outros envolvidos nas investigações da operação Lava-Jato.
Atualmente, a FAB reduziu seu contingente de soldados e cabos, reduziu o número de vagas para concurso de carreira e está mantendo o máximo possível de aeronaves no chão, para economizar combustível, reduzindo horas de voo de treinamento, dando prioridade apenas para a aviação de caça e de monitoramento de espaço aéreo.
Essa defasagem operacional é crítica, pois a mesma pode atrasar a entrega dos caças JAS 39 Gripen NG Br, enquanto sucatas modernizadas estão responsáveis pela proteção do nosso espaço aéreo. 
Nosso país é defasado pela corrupção e nossas Forças Armadas sofrem com isso.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Tecnologia Stealth


21/10/15 - Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva


A tecnologia de baixa detecção chamada de “stealth” é a nova aposta das superpotências para equipar suas forças aéreas.
Os EUA foram os primeiros a usufruir dessa tecnologia nos dias atuais. Usadas pela primeira vez na guerra do golfo essas aeronaves fizeram estragos na cidade que era considerada uma das mais bem defendidas de todo o planeta: Bagdá. 
Muitos dizem que este conceito surgiu na 2° Guerra Mundial com HO-229 que é bem parecido com o B-2 Spirit americano, mas atualmente conhecemos somente de quatro a cinco desses aviões. 
O stealth tem por missão ser “INVISÍVEL” ao radar, por isso tem o menos corte transversal possível de forma que oculte seu RCS, que é o dispositivo detectado pelo radar.

1° F-177 NIGHTHAWK 
Uma aeronave lapidada que surgiu em meados da Guerra Fria com o intuito de penetrar o espaço aéreo soviético.

2° B-2 SPIRIT
Um bombardeiro estratégico sem cauda (conceito de asa voadora), o qual é o mais moderno bombardeiro da USAF.

3° F-22 RAPTOR 
O Raptor é um caça de dominação aérea, o qual é considerado à frente de seu tempo. Armado com dois mísseis termo-guiados e quatro teleguiados, é um avião para ser temido no ar. 
4º PAK FA – T50
O Sukhoi T-50 é um caça russo, projetado para fazer frente ao F-22, mas como ainda está em fase de testes, oT-50 ainda não pode ser visado como um stealth.    

5º F-35 JSF
O F-35 também está em meio à fase de testes, mas muitos especialistas o consideram já pronto para combate.
Esse é um pequeno resumo do que é o stealth e as aeronaves que tem esse conceito.

F-35

H0-229


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O cavalo selvagem da Segunda Guerra


07/10/15 - Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva

Creio eu que qualquer amante da aviação já assistiu a vídeos, leu textos ou viu fotos do cavalo de guerra de grande autonomia e velocidade: o P-51 Mustang.
Inicialmente projetado para a RAF (Royal Air Force – Força Aérea Real), o Mustang era uma aeronave de grande autonomia a grande altitudes e de grande velocidade a baixas altitudes, superando em economia e autonomia os P-47 e os P-40.
O grande Mustang era adversário de peso para os ME 109 da Luft Waffe (Força Aérea Alemã), mas com a necessidade que os EUA tinham de escoltar os seus B-17 em incursões pela Alemanha, o P-51 foi um pouco modificado. A versão D, a qual tinha um canopi em bolha e motor Rolls Royce Merlin ganhou muito mais velocidade, chegando, aproximadamente, a 850 km/h; e, com tanques externos, tinha uma autonomia de 2000 quilômetros, ou seja, podia ir a Berlim e voltar escoltando e combatendo.
Até hoje, os Mustangs que restaram são considerados relíquias e esse avião é, por muitos, o melhor caça americano já feito até hoje.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ela voltou!



23/09/15 - Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva

No mês de agosto, tivemos o retorno com louvor da Esquadrilha da Fumaça. Após dois anos suspensa por causa da troca de aeronaves, ela fez sua reestreia nos céus em um show no interior do país.
A Esquadrilha da Fumaça ou EDA (esquadrão de Demonstração Aérea) completou seus 61 anos e, como presente, trocou seus amados e lendários T-27 Tucano pelos A-29 Super Tucano.
O EDA começou sua história na década de 60, na escola de aviação de Campos dos Afonsos, no Rio de Janeiro, quando pilotos decidiram treinar acrobacias em grupo. Alguns anos depois, foi reconhecida como divisão da FAB e, anos depois, desativada.
Quando ressurgiu, ainda com os T-6, a Esquadrilha fez sua troca de aeronaves pelos jatos franceses Fouga Magister, mas a Esquadrilha não se adaptou muito bem ao avião.
Após algum tempo, a Esquadrilha migrou para os T-25, de fabricação brasileira, mas voou com eles por apenas um ano.
Após os T-25, vieram os clássicos T-27, que em 2002 receberam as cores da bandeira nacional. Agora, em 2015, os pilotos voam no A-29 Super Tucano, encantando os céus por onde passam.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

30 anos do Pássaro Brasileiro



01/09/15 - Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva

Na década de 80, a Embraer projeta e cria a aeronave mais amada do Brasil e com o nome mais brasileiro de todos: o Tucano.
Criado para ser um treinador militar, o Tucano tem alguns aparatos que o deixam "nervoso".
Podendo levar casulos de metralhadoras de calibre 90, é uma aeronave para impor respeito. Mas hoje, o Tucano, no ramo do combate, está sendo substituído pelo xará Super Tucano, que é bem mais tecnológico.
Na AFA, o Tucano, além de ser usado para treinar os cadetes, também encanta os céus do mundo através da Esquadrilha da Fumaça.
Até hoje, é a aeronave que mais trouxe felicidade ao Brasil.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Gato Tom (Tomcat)




13/08/15 - Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva

Hoje vamos falar de uma maravilha da aviação militar norte-americana, o F-14 Tomcat, o caça mais temido da guerra do Golfo depois do F-15 Eagle.

F-14 Tomcat

O F-14 surgiu de medidas “desesperadas” por causa da guerra fria. A União Soviética estava de posse de mísseis intercontinentais e os Estados Unidos queriam uma aeronave que pudesse interceptar esses mísseis e destruí-los.
Inicialmente, a Grumman Aircraft projetou e construiu o F-111 cujos mísseis eram armazenados em seu compartimento de bombas. Mesmo com suas asas de geometria variável, a qual o permitia voar mais rápido que outras aeronaves supersônicas, o F-111 não era ideal para o combate no qual foi designado, então para isso foi criado o F-14 Tomcat.

F-111

No começo, o projeto era “impossível”, pois a estrutura da asa seria também de geometria variável, mas como o F-111 era maior e mais pesado que o F-14, não se era possível fazer esse tipo de fuselagem, mas graças às pesquisas sobre solda com feixe de elétrons, o projeto do F-14 foi continuado.
Em dois anos, a Grumman entregou o primeiro F-14 à US. NAVY, o qual herdou do F-111 não só as asas, mas também (nos primeiros F-14) os motores da Pratt & Whitney, que posteriormente foram substituídos pelos da GE (General Eletric ) dando maior potencia ao F-14. 
O caça ficou famoso mundialmente após ser a aeronave pilotada por Tom Cruise, protagonista do filme Top Gun.
Até hoje o F-14 é um mito, uma lenda do combate aéreo a jato, tanto no combate fora do alcance visual, quanto no dogfight, visto que sua fama superou a de outros caças navais e de forças aéreas como os F-4, F-8 e Migs.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

JAS 39 Gripen




01/07/15 - Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva

O JAS 39 Gripen NG-BR é o mais novo caça da Força Aérea Brasileira, substituindo os Dassault Mirage 2000. O Gripen é o futuro da aviação de caça de 4° geração.
O Gripen pode facilmente combater, bombardear, reconhecer e vigiar. Seu display colorido e multifuncional permite que o piloto foque no caça inimigo enquanto a aeronave cuida de alvos secundários.
Extremamente manobrável devido ao seu sistema Fly-by-wire, só perde neste ponto para o Eurofighter Typhoon, mas, em compensação, ganha em autonomia.

O Gripen veio para suprir a necessidade de um caça multi função capaz de operar em pistas curtas e não pavimentadas e, com isso, cobrir 70% o espaço aéreo brasileiro.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O Barão Vermelho

12/06/15 - Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva

Amantes de História e de aviação conhecem esta lenda que é, nada mais, nada menos, que Manfred Von Richtophen, o ás alemão da Primeira Guerra Mundial.
Antes Manfred era um piloto de caça habilidoso, mas sem muito reconhecimento. Porém, logo que  suas habilidades foram virando notícia no Império Alemão, foi condecorado e promovido a líder dos combatentes. Mas, logo após a morte de um de seus amigos, ele ordena que seu avião, que era um Albatroz, seja pintado de vermelho. Com isso, os franceses o apelidaram de Le Diablo Rouge e, pelos ingleses, Red Baron (Barão Vermelho).
Depois disso, todos os aviões de sua esquadrilha são pintados de cores diferentes e a mesma passa a ser chamada de Circo Voador.
Manfred, já em seu circo voador, é ferido pelo seu arquirrival britânico Roy Brawn e fica um tempo sem voar. Quando volta, já retorna em seu avião característico, um triplano Fokker Dr I vermelho. 
Mas, em 21 de abril de 1918, o mundo perde essa lenda por três hipóteses diferentes. A primeira, por Roy Brawn, enquanto Manfred atacava outro avião inglês; a segunda, por uma metralhadora canadense; e a terceira, por um atirador com um rifle.
Mas até hoje esse ícone da aviação é lembrado na Alemanha e no mundo.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

AF-447

27/05/15 – Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva

Na madrugada de 1 para 2 de julho de 2009, um Airbus A320 desaparece no meio do Oceano Atlântico com 258 passageiros.
Na noite de 1de julho de 2009, o voo 447 da Air France decola do Rio de Janeiro com destino a Paris, aproximadamente às 0h01min, os pilotos fazem o último contato com o sistema de controle de tráfego aéreo brasileiro.
O avião é de ultima geração e altamente tecnológico, com sensores por toda aeronave, os quais monitoram desde o nível de combustível até a velocidade com que o avião corta o ar. Por toda essa automação, o A330 manda relatórios de funcionamento para o setor de manutenção da Air France e relatórios de posicionamento e outros para o fabricante.
Após transferir seu tráfego para o controle do Atlântico, o voo entra numa área na qual o rádio falha e, aproximadamente, às 1h58min, a aeronave some.
Durante um período, a área de manutenção da companhia e o controle de Senegal tentam contato com o avião, sem sucesso.
No dia seguinte, aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) e aviões da Armee del Air (Exército do Ar da França, ou Força Aérea Francesa) e navios da Marinha dos mesmos países iniciam uma busca pelo avião. Após cinco dias, os primeiros destroços (algumas poltronas flutuando na superfície do oceano) e começam as investigações por parte da BAE, que é o órgão de investigação de desastres aéreos francês. No meio de 2011, um submarino de busca encontra os gravadores de dados e voz da cabine e se descobre que houve erro humano.
Durante o voo, a aeronave entra numa tempestade e suas sondas Pitot congelam. Dois homens "inexperientes" guiam o avião e, com a leitura errada pelo computador, desativam o piloto automático e os pilotos sobem 2000 pés, fazendo o avião gerar um "atol" e a aeronave cair de barriga no meio do oceano, matando todos os seus 258 passageiros.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Antonov AN-225


12/05/15 – Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva

O Antonov AN-225 detém o recorde de maior avião do mundo, medindo 43 metros de comprimento, sete andares de altura e 80 metros de envergadura. Ele é o campeão Peso Pesado dos ares.
Medindo quase duas vezes mais que um A380 (o super Jumbo), o AN-225 tem uma capacidade de, aproximadamente, 250 t, ou seja, leva em uma viagem três vezes a capacidade do C-17 Globemaster e duas vezes a de um C-5 Galaxy, ou seja, põe no chinelo qualquer cargueiro.
Projetado originalmente para transportar o Buran, que é o ônibus espacial soviético, após o mesmo ter cumprido seu objetivo, a URSS cai e esse gigante é aposentado e “canibalizado” durante oito anos.
Com a crise econômica pós-queda do muro de Berlim e pós-queda da União Soviética, a empresa Antonov faz parceria com uma empresa francesa para transporte de cargas no seu Antonov AN-124, que é considerado o irmão menor do 225. Mas a empresa de cargas passou a ser contratada para cargas maiores e mais pesadas do que a capacidade do AN-124. Então, depois de mais de oito anos morto, o AN-225 é ressuscitado, levando pelo mundo as cargas mais pesadas.
O renascimento do 225 é comparado ao da Fênix, que ressurge das cinzas. O que antes era símbolo da Guerra Fria ressurgiu como solução máxima de transporte capitalista.

terça-feira, 28 de abril de 2015

F-15 Eagle


28/04/15 – Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva - 2.4

O F-15 Eagle foi até hoje um dos melhores caças já projetados e construídos. Foi tão bom que nunca foi abatido nem por AA e nem por nenhum outro caça, nem mesmo o lendário P-51 Mustang conseguiu tamanho feito durante a Segunda Grande Guerra!
Durante a Guerra do Golfo o F-15 abateu todo tipo de caça iraquiano, sendo eles: Mirage F1, Mig 25, 23 e 29, os quais tinham tudo, menos o radar, para serem vitoriosos.
O radar do F-15 era assustadoramente potente, pois o mesmo detectava um alvo a cerca de 150 km de distância, podendo atirar seus mísseis Aim-7 Sparrow a cerca de 130 km do alvo.
Atualmente, o F-15, mesmo estando em uso, perdeu seu título de Caça por Excelência para o F-22 Raptor, que é um caça de 5ª geração e superioridade aérea.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Mirage III E BR (O mito da asa em delta)

08/04/15 – Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva - 2.4


Começo esta homenagem a este magnífico caça dizendo que eu o considero um mito, pois foi projetado para interceptar, mas combateu Migs e outros caças russos e venceu. Mas vamos homenageá-lo aqui no Brasil.
Década de 50. A Força Aérea Brasileira estava à procura de caças supersônicos para substituir seus T-33 (F-80) e seus F-8 (Gloster Meteor). Na busca por esse tipo de caça, o Brasil opta pelos caças F-4 Phantom, mas, com medo de uma corrida armamentista na América do Sul, os EUA vetaram a venda ao Brasil que também tenta adquirir caças Mig 21 também sem sucesso.
Então o governo brasileiro descobre um fabricante de caças e outros aviões no interior da França e, ao analisar os modelos, é escolhido o Mirage III E, cujos escolhidos pelo Brasil recebem a sigla BR e se tornam os primeiros supersônicos da FAB.
Esses novos aviões, por serem extremamente rápidos, ganharam um presente: uma base, a qual foi projetada única e exclusivamente para eles, a 150 km de Brasília.
Infelizmente, aqui no Brasil eles nunca combateram, mas chegaram a interceptar uma aeronave do governo argentino que estava em espaço aéreo brasileiro sem autorização.
Em 2005, esse lindo legado no Brasil chega ao fim, após mais de 30 anos de serviço para seu magnífico país adotivo. Atualmente o primeiro Mirage monoposto chegado ao Brasil está na BAAN (Base Aérea de Anápolis), junto de outro monoposto. E um biposto, no qual Ayrton Senna voou, está no Museu Asas de Um Sonho, em São Carlos, no interior do estado de São Paulo.


quarta-feira, 25 de março de 2015

A-4 Skyhawk: Sucata aérea ou ainda em condições de combate?

25/03/15 – Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva - 2.4

A-4 Skyhawk é um caça naval extremamente versátil, utilizado, principalmente, durante a Guerra do Vietnã como caça bombardeiro, pela Marinha dos Estados Unidos. Com a chegada dos caças F-4 Phantom à mesma, o A-4 foi lentamente substituído, juntamente com os F-8 Crusader.
Na Marinha Brasileira, o A-4 é usado como caça de combate, operando no porta-aviões A12 São Paulo e na base aeronaval de São Pedro da Aldeia, no estado do Rio de Janeiro, pelo Esquadrão UF1.
O A-4 é considerado por muitos uma "sucata", mesmo sendo atualizado e modernizado pela Embraer, juntamente com os F-5 da Força Aérea. Eu concordo com os que votam pela substituição desses A-4, tendo em mente que se forem substituídos, deveriam ser feitos por caças de alta tecnologia, como o F/A-18 Super Hornet ou os Su 30 e Mig 29 navais, que são, ambos, caças de superioridade aérea. Outra boa opção para essa substituição seriam os Dassault Rafale, mas, se os próprios pilotos da FAB o recusaram, certamente a Marinha não os escolheria.
O A-4, apesar de velho, ainda tem lá seus trunfos, mas agora a decisão é sua, leitor: você votaria por substituí-los ou atualizá-los?

quarta-feira, 11 de março de 2015

KC-390 - Tecnologia 100% nacional



11/03/15 – Por Rodrigo Sávio Modesto da Silva - 2.4

O KC-390 é o mais novo cargueiro da Força Aérea Brasileira e irá substituir os C-130, atualmente em uso. Vamos falar mais sobre esse magnífico avião.
O KC-390 voou pela primeira vez em fevereiro deste ano. Projetado para Revo (reabastecimento em voo), transporte de tropas e apoio logístico, é equipado com duas turbinas a jato e pode operar também em pistas não pavimentadas e, por isso, foi um projeto q chamou a atenção e participação de outros países como Portugal e Argentina.
No mercado dos transportadores militares, compete com gigantes como o Boeing C-17 Globemaster, cuja capacidade de carga é equivalente a de um UH-60 Black Hawk e dois tanques de combate.
Por fim, o KC-390 tem aviônica e tecnologia da Embraer, defesa e segurança de última geração, podendo ser um avião exemplar e ideal para uso na Amazônia.