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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Uma amante qualquer



[Por Senhorita A.]

    23 de abril de 2026

 

Uma amante qualquer


Eu não serei mais “qualquer uma” que fala sobre amor! 

Não quando existem tantos sentimentos por aí, esperando serem descritos por algum “alguém” qualquer. 

Por favor, não me entenda mal, não odeio o amor, apenas sinto um desprezo por seu protagonismo na vida…

Então, hoje descrevi sentimentos que não consigo - ou talvez nem queira - nomear adequadamente!

Me deparei olhando para o nascer do sol, vinda de uma noite mal dormida, não havia barulho nenhum, e por alguns segundos daquele silêncio, senti que podia viver de verdade mais uma vez.

E aquela sensação de não ter controle nenhum do dia, me conforta.

E então, vendo passar por mim tantos rostos, consequentemente tantas histórias interessantes, me senti figurante…mas não era triste de forma alguma. Apenas queria perguntar para aquele garoto solitário, o porquê do chapéu de russo. Ou ainda, àquele grupo de meninas rindo, qual era a graça, afinal, parecia engraçado. 

Pensava, enquanto meus colegas falavam sobre trabalho e namoro, no quanto crescemos, quero dizer, daqui 10 anos seremos adultas, talvez mulheres preocupadas com tudo, ou mães superprotetoras, quem sabe?! Essa é a graça imagino, o destino é desesperador…mas o final não é surpresa, não para mim. Tudo, provavelmente, ficará bem. Assim como tem sido.

Por último, respirando fundo por alguns instantes antes de entrar na sala, ouvindo vozes para todos os cantos, reparei na cratera que se formaria no meu coração quando tudo isso acabasse, o fim está próximo, é isso dói.

Seria saudade?! 

No final das contas, apesar de não querer admitir minha “autoderrota” eu…sou uma “qualquer uma”. Eu amo as manhãs, amo como tantas vidas coexistem, e caramba…como eu amo estar viva! 

O que posso fazer? O que posso fazer se tudo se resume ao famigerado amor?

PS: Senhor 0, melhor tirar esse chapéu.

Ass: Senhorita A