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terça-feira, 26 de maio de 2026

Dói saber


[Por Martins]

    26 de maio de 2026


 

Dói saber


Às vezes acreditamos em tantas coisas sem querer saber se são verdade, nunca buscamos informações sobre histórias, mas quando descobrimos a verdade sempre jogamos a culpa em Deus, não é mesmo? Mesmo sabendo que os errados somos nós, queremos encontrar alguém em quem jogar a culpa. Dói saber que nós mesmos somos nossos próprios inimigos e, mesmo sabendo que temos um Deus que pode cuidar das nossas feridas, que pode nos acolher e nos chamar de filho(a), mesmo assim, queremos buscar nossos próprios interesses e tentar ir sozinhos, mas sempre chegamos a um lugar que nunca queríamos.

Então, pare de andar sozinho sabendo que ele está do seu lado. Basta conversar com Ele, porque Ele está disposto a te ajudar e te reerguer novamente.


Adoraria continuar participando



          

[Por Senhorita A.]

    26 de maio de 2026

 Adoraria continuar participando


Era uma manhã chuvosa. Eu assistia a um desenho animado, o nome não me recordo, mas lembro que havia um menino voador e uma Terra do Nunca. Sempre quis ir para lá; parecia o lugar adequado para mim.

De repente, o sol saiu. Corri para a janela, esticando os pés ao máximo que podia, e finalmente consegui contemplar minha imagem favorita: as gotas de água nas folhas das árvores brilhavam e os pássaros saíam voando, como se estivessem presos há décadas pelas correntes da chuva. O verde era mais verde, o azul, mais azul, e as nuvens simplesmente sumiram.

Eu me senti viva ali. Lembro perfeitamente daquela sensação de pertencimento, como se fizesse parte de uma comemoração. "Também estou feliz que a chuva passou", pensei.

Fiquei tão radiante que quis contar a alguém. Entusiasmada, me aproximei de minha prima mais velha, a senhorita P. Ela nem sequer tirou os olhos do celular enquanto dizia me ouvir. Contei sobre como pude comemorar com os pássaros e as folhas.

Ela riu. Um deboche só.

— Você é tão criança, senhorita A.

Aquelas palavras me atordoaram. Por muito tempo, não contei para ninguém sobre as coisas de que participava. Olhando para trás, percebo quanta beleza vivi em silêncio, por medo de parecer infantil demais. Mas a verdade é que quase posso ouvir as nuvens se movendo com o vento, e as formigas fazendo cócegas na grama! Apesar de ninguém ter me ouvido na época, e mesmo sabendo que muitos ainda não me ouvirão, decido continuar participando de tudo da mesma forma.

Se ver a vida com um pouco mais de vida é coisa de criança, então eu gostaria de ser como o menino voador.


Ass: senhorita A