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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Era só ter pedido ajuda?!

 

Por Maria Eduarda Teles, 1.4

 

Era só ter pedido ajuda?!

 

Já era noite, chego em casa cansada depois de um turno de trabalho de 9h, assim que entro encontro minha casa um caos. O meu marido já tinha chegado e estava na sala jogando algum tipo de jogo. Eu então começo catando algumas coisas no chão e no caminho encontro roupas para guardar e lavar, olho pro relógio e percebo que já está ficando tarde e preciso dar comida para as crianças, chego na cozinha e encontro uma zona, então começo ajeitar tudo enquanto peço para os meus filhos irem tomando banho.

 Depois de horas me desdobrando para arrumar e cuidar de tudo, consigo finalmente me deitar e me preparar para mais um dia com a mesma rotina exaustiva. Meu esposo depois de notar meu extremo cansaço me faz o seguinte comentário: “Era só ter me pedido ajuda! “.

Era só ter pedido ajuda? Será mesmo? A bagunça não apareceu só quando cheguei, já estava lá. O fato de sempre eu ter que pensar no trabalho que precisa ser feito, nas contas que precisam ser pagas, nas roupas que precisam ser compradas..., é desgastante! Quando meu marido me pede para mostrá-lo o que fazer, ele na verdade só se recusa em estar se responsabilizando por uma parte dessa “carga mental”. A rotina é tão cansativa e corrida que no final das contas prefiro fazer tudo sozinha do que perder tempo brigando com meu esposo para que ele faça sua parte.

Me falam muito para deixar as coisas de lado. Já experimentaram fazer isso?  Tudo se descontrola! Meu marido no final acaba fazendo algumas coisas como, por exemplo, lavando louça, e se enaltece por isso. Mas em compensação ele não guarda as compras, não sabe o que fazer para as crianças comerem, não consegue colocar elas na cama no horário.... Resumindo, sempre sobra para mim. Mas não é culpa dele se vivemos em uma sociedade em que é normal as meninas brincarem de boneca e casinha, e é considerado vergonha um menino com esse mesmo tipo de brincadeira.

Não é só pedir ajuda! Vai muito além disso...

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Um sexo nada frágil

 

Por Pablo Willian Moura, 1.10


Um sexo nada frágil

 

                  São sete da manhã: as pessoas estão indo trabalhar. Uma mulher sobe no ônibus e se senta, enquanto espera a partida do coletivo. Um homem sobe e após se sentar, observa a mulher. Ela se sente incomodada, porém, ignora. Após a partida, o homem inconveniente começa a provocar a mulher com piadas e comentários machistas. A princípio, ela ignora.

                  No dia seguinte, por acaso ou destino, a mulher vendo que o mesmo homem entra no ônibus, se senta mais distante. Ele então faz piadas e comentários com intuito de menosprezá-la. Irritada, se levanta e questiona ao homem, o porquê dos assédios e comentários. Ele assustado, não esperando a reação da mulher, abaixa a cabeça, fica em silêncio e se senta novamente. Outra passageira que observava a cena, vai conversar com a mulher sobre o que viu.

                - Eu não entendo os homens. Fazem piadas e comentários nos diminuindo, nos assediam e nos ofendem. Porém, quando não aceitamos e nos defendemos, eles se calam, envergonhados.

                  A mulher com tom irônico, responde:

                - Sabe como os homens são: durões, até que uma mulher fique frente a frente com eles.

Dia Internacional das Mulheres: homenagem ou hipocrisia? Parágrafo 2

 

Por Jaderson Nascimento, 3.15

 

Dia Internacional das Mulheres: homenagem ou hipocrisia? Parágrafo 2

 

O dia da Mulher é uma grande hipocrisia, pois a maioria das pessoas, principalmente homens, presenteia suas esposas, mães, mas, passa essa data, volta a tratar todas mal como sempre. Para mim, essa data é para mascarar o machismo implantado na sociedade.

Dia Internacional das Mulheres: homenagem ou hipocrisia? Parágrafo 1

 

Por Pedro Henrique Henaut Ferreira de Souza, 3.16

 

Dia Internacional das Mulheres: homenagem ou hipocrisia? Parágrafo 1

 

O que era para ser um dia de comemoração, não passa de uma grande hipocrisia. Todos os dias devemos respeitar e amar as mulheres, sejam elas mãe, irmãs, primas, namoradas ou desconhecidas. Porém todos os dias, uma mulher, sofre, apanha, é morta... E no dia 8 de maio, muitos que abusam das mulheres e as oprimem fazem gestos bonitos na internet.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Além do que se possa ver

 

Por Dayane Aparecida Medeiros, 3.17

 

Além do que se possa ver

 

Ela vestiu seus óculos e, ainda assim, não enxergou o importante.

Um morto vivo

 

Por Letícia Gabrielly de Oliveira, 3.16

 

Um morto vivo

 

Em todas as vezes que você me disse que, mesmo ausente, seria presente, eu duvidei, até você realmente ir e eu te sentir comigo em todos os momentos.

COVID-19

 

Por Vinícius Dias, 3.15


COVID-19

 

Só criticava pessoas com depressão. Um ano preso e descobriu a verdade.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

244

 

Por Ruan Henrique, 3.17

 

244

 

Em menos de um segundo, o que era sobre duas se torna sobre uma. E me deixa mais vivo em meio a essa arte proibida.

 

Por Yara Silva, 3.16

 

 

Quando de seu conta, já estava sozinha. Talvez seja tarde demais.

Cadeado

 

Por Rafael Augusto dos Santos, 3.15

 

Cadeado

 

Vida sem chave, amor trancado. Ir a Paris, trancar meu amor para perdurar até a liberdade e amor prevalecerem, sem o ódio se envolver.

A pseudo rede social

 

Por Maria Clara Vidal 3.12

 

A pseudo rede social

 

Ela pensou que ser ela mesma era a melhor opção, mas lembrou que também é a pior.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Um mundo de medos

 

Por Geovana Larissa, 3.17

 

Um mundo de medos

 

Ela saiu ao encontro dos amigos para se divertir, mas a diversão não a encontrou, estranho.... Os amigos também não. 

O jardim

 

Por Júlia de Souza Dias, 3.17

 

O jardim

 

Aquilo que com cor se era, sem cor se é hoje.

As aparências enganam!

 

Por Nicole Loschi, 3.17

 

As aparências enganam!

 

Elas surpreendem, blefam, mentem, mas não esclarecem.

Tempestade

 

Por Lorena Barros, 3.16

 

Tempestade

 

A chuva cessou lá fora, mas aqui dentro não parou de chover, era como se o edredom estivesse

mais frio, com gosto de solidão.

Pandemia

 

Por Maria Bernini, 3.15

 

Pandemia

 

Num piscar de olhos o mundo se afundou nas trevas da morte.

Corpo rativismo

 

Por Heleno Júnior Barbosa Siqueira, 3.12

 

Corpo rativismo

 

Nunca me senti tão pequeno quanto no dia em que pedi um aumento.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Inoportuno

 

Por André Lucas Antunes Dias, 3.9

 

Inoportuno


 

Se um pensamento vem durante a noite

Devo fazê-lo dormir para sempre?

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Pandemia e desigualdade - reflexos na sociedade brasileira

 


No cenário atual, muito se tem discutido acerca do impacto socioeconômico advindo da pandemia do coronavírus. A expansão dessa pandemia, principalmente nas áreas marginalizadas do Brasil, vem contribuindo diretamente para a desigualdade social e econômica e expondo as populações mais carentes à vulnerabilidade. Portanto, é necessária uma abordagem que garanta a prevenção e controle da Covid-19 e formule estratégias para os diferentes contextos, atendendo assim a todas as populações marginalizadas.

 Ademais, a crise econômica causada pela pandemia coloca em pauta muitas preocupações com as populações mais carentes. Sabe-se que há dificuldades nas famílias no quesito profissional, é claro. Segundo o site UOL, 71 milhões de trabalhadores não podem fazer Home Office, 18,6 milhões deles são vendedores e trabalhadores do setor de serviços e os outros 15 milhões de pessoas trabalham em ocupações elementares, como trabalhadores domésticos, ambulantes, coletores de lixo, etc., e 11 milhões são operários ou trabalhadores da construção.

Além disso, a educação também é afetada, visto que nem todas as pessoas têm acesso à internet para participar das aulas remotas. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil, cerca de seis milhões de estudantes, desde a pré-escola até a pós-graduação, não têm acesso à internet banda larga ou 3G/4G em casa. Logo, são necessárias medidas visando à integração desses alunos, para que os mesmos não sejam afetados no ensino.

Portanto, para que trabalhadores e estudantes marginalizados sejam atendidos, é necessário que o governo institua um seguro ou um pagamento a ser recebido por brasileiros mais pobres em situações de pandemia, de modo que garanta que essas populações não sejam afetadas financeiramente. No caso dos estudantes, que consigam participar das atividades remotas, adquirindo um smartphone, tablet ou notebook e consigam ter acesso à internet.  Além disso, voluntários podem ajudar com a distribuição de álcool em gel, máscaras e afins, através campanhas solidárias visando à prevenção e controle da Covid-19.