Por Dayane Aparecida Medeiros, 3.17
Além do que se possa ver
Ela vestiu
seus óculos e, ainda assim, não enxergou o importante.
Por Dayane Aparecida Medeiros, 3.17
Ela vestiu
seus óculos e, ainda assim, não enxergou o importante.
Em menos de um segundo, o que era
sobre duas se torna sobre uma. E me deixa mais vivo em meio a essa arte
proibida.
Ela pensou que ser ela mesma era
a melhor opção, mas lembrou que também é a pior.
Ela saiu ao encontro dos amigos
para se divertir, mas a diversão não a encontrou, estranho.... Os amigos também
não.
A chuva cessou lá fora, mas aqui
dentro não parou de chover, era como se o edredom estivesse
mais frio, com gosto de solidão.
Por André Lucas Antunes Dias, 3.9
Inoportuno
Se um pensamento vem durante a
noite
Devo fazê-lo dormir para sempre?
No cenário atual, muito se tem
discutido acerca do impacto socioeconômico advindo da pandemia do coronavírus.
A expansão dessa pandemia, principalmente nas áreas marginalizadas do Brasil,
vem contribuindo diretamente para a desigualdade social e econômica e expondo
as populações mais carentes à vulnerabilidade. Portanto, é necessária uma
abordagem que garanta a prevenção e controle da Covid-19 e formule estratégias
para os diferentes contextos, atendendo assim a todas as populações
marginalizadas.
Ademais, a crise econômica causada pela
pandemia coloca em pauta muitas preocupações com as populações mais carentes.
Sabe-se que há dificuldades nas famílias no quesito profissional, é claro.
Segundo o site UOL, 71 milhões de trabalhadores não podem fazer Home Office, 18,6 milhões deles são vendedores e trabalhadores do setor de
serviços e os outros 15 milhões de pessoas trabalham em ocupações elementares,
como trabalhadores domésticos, ambulantes, coletores de lixo, etc., e 11
milhões são operários ou trabalhadores da construção.
Além disso, a educação também é
afetada, visto que nem todas as pessoas têm acesso à internet para participar
das aulas remotas. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
no Brasil, cerca de seis milhões de estudantes, desde a pré-escola até a
pós-graduação, não têm acesso à internet banda larga ou 3G/4G em casa. Logo,
são necessárias medidas visando à integração desses alunos, para que os mesmos
não sejam afetados no ensino.
Portanto, para que trabalhadores
e estudantes marginalizados sejam atendidos, é necessário que o governo
institua um seguro ou um pagamento a ser recebido por brasileiros mais pobres
em situações de pandemia, de modo que garanta que essas populações não sejam
afetadas financeiramente. No caso dos estudantes, que consigam participar das
atividades remotas, adquirindo um smartphone, tablet ou notebook e consigam ter
acesso à internet. Além disso,
voluntários podem ajudar com a distribuição de álcool em gel, máscaras e afins,
através campanhas solidárias visando à prevenção e controle da Covid-19.
Por André Lucas Antunes Dias, 3.9
O obviamente intelectual alegra, na mesma medida em que é pedante e vazio
Sentenças breves incomodam
Como um relâmpago
Mas, tal como água
A luz bate
E a superfície esconde
Uma camada infinita de sentidos
Poucos sabem como surgiu o
cuidado paliativo. Historiadores afirmam que na antiguidade, durante as
Cruzadas na Idade Média, encontravam-se "hospices", uma espécie de
abrigo ao longo do caminho, que abrigavam pacientes, famintos, trabalhadoras, órfãos,
pobres e leprosos. Contudo, pouco se tem discutido acerca da assistência de
enfermagem perante pacientes que exigem esses cuidados. Observando o cenário da
assistência em saúde no cuidado paliativo, faz-se necessária a adoção de
medidas para que tal assunto ganhe mais visibilidade.
A medicina paliativa no Brasil
ainda se trata de um processo lento. Muitos profissionais de saúde nem mesmo
entendem o conceito de prestar assistência multiprofissional a pacientes com
doenças, que rapidamente levarão suas vidas. "Vemos o paciente de uma
forma completa, global e trabalhamos com suas necessidades físicas,
psicossociais e espirituais," explica Dr. Marcos Montagnini, que
atualmente é diretor do Programa de Educação em Medicina Paliativa da
Universidade de Michigan (EUA). Além
disso, visa-se à otimização de recursos dispostos no hospital, seja ele público
ou privado, evitando que sejam gastos com tratamentos em pacientes sem um
prognóstico bom. Logo, profissionais que não estão qualificados para um
atendimento voltado para o conforto deixarão a desejar no acolhimento.
Portanto, medidas são necessárias
para resolver o impasse. As ações incluem medidas terapêuticas para o controle
dos sintomas físicos, intervenções psicoterapêuticas e apoio espiritual ao
paciente, desde o diagnóstico até o óbito. Para os familiares, as ações se
dividem entre apoio social e espiritual e intervenções psicoterapêuticas,
também do diagnóstico ao período do luto. Para tentar diminuir essa carência, é
necessário que profissionais de saúde sejam qualificados para exercer tais
cuidados, quebrando o tabu que a morte traz, tornando-a algo mais leve e
natural.
Caros leitores, no último texto
expliquei por que devemos encher o mundo com conhecimento e dedicação, agora
vou tentar dar algumas dicas práticas sobre como/quando ensinar, vamos por
tópicos:
- Atente-se ao momento: Uma vez um amigo meu vegetariano me disse o seguinte, que se ele
quisesse convencer a alguém a se tornar vegetariano, ele nunca deveria começar
falando disso num churrasco de família. O raciocínio é simples: em um churrasco,
a maioria das pessoas vão com intenção de comer carne, elas na maioria das
vezes não vão estar dispostas a abdicar daquela refeição naquele momento porque
um jovem está com pena dos animais; o meu amigo poderia usar todos os melhores
argumentos da face da Terra para convencer o pessoal. O problema não seria o
debate, mas a ocasião, as pessoas não estariam abertas a aprenderem sobre isso.
Ao invés disso, é melhor você entrar nesse assunto despretensiosamente,
enquanto bebem um refrigerante num passeio no parque por exemplo, pois as
pessoas estariam mais abertas àquela conversa. Muitas vezes quando as pessoas
começam a debater sobre feminismo, elas não querem realmente aprender, querem
xingar, ou se dizerem donos da verdade. É preciso observar esses aspectos para
que as pessoas não criem um bloqueio sobre o assunto que você quer debater.
- Por favor, não xingue: Eu sei… É difícil ver um homem dizer que mulher não tem a capacidade
de entender sobre futebol sem ao menos pensar na palavra “sexismo” ou ver um
homem dizendo que mulher dele tem que lavar, secar e cuidar dos filhos enquanto
ele toma a cervejinha de domingo, é muito difícil não dizer “Ah! Que machista!”,
mas é extremamente necessário. Principalmente porque as mulheres têm cada vez
aprendido mais sobre o feminismo e tudo que se relaciona a ele, logo ela
aprende o nome dos movimentos, a estrutura, o nome das atitudes etc. Com isso,
é normal no começo, ao ver o que ela aprendeu, nomear, às vezes é até sem
querer, faz parte do processo de aprendizado, é igual quando nós aprendemos
sobre rimas e quando vemos um slogan na televisão gritamos “olha! Isso rimou!”,
mas esse comportamento, de nomear as atitudes das pessoas por mais que sejam
incoerentes é um tiro no próprio pé, pois as pessoas que possuem esses
comportamentos, na maioria das vezes, não sabem que é errado, não sabem sobre feminismo
etc., a única coisa que elas sabem é que o termo “Machista” é algo ruim e então
aparece uma moça e a primeira reação dela é dizer “Nossa, que machista!”. E ao
invés dessa pessoa que errou aprender algo e não fazer de novo, o que acontece?
Ela diz que o feminismo é o inferno na Terra, que as feministas são sujas e
peludas, que as mulheres estão cada dia mais chatas, é ataque por ataque. E isso
não nos leva a lugar algum, vou contar uma história para exemplificar.
Uma vez minha mãe e eu estávamos no supermercado, e havia um homem no
caixa xingando muito uma moça que também trabalhava no caixa, ele gritava com
ela, usava palavrões etc., eu e a minha mãe ficamos do lado da moça,
obviamente, que estava calada, nós falamos “Moço, você tá ficando louco? Não
pode xingar a menina assim, não, seu machista!”. Você acha que o moço de repente se tocou dos
seus erros e pediu desculpas arrependido? Porque no fundo era o que eu e minha
mãe queríamos. Não! Ele começou a xingar a mim e a minha mãe. Você acha que
depois disso minha mãe se tocou que havia feito algo errado e pediu desculpas?
Claro que não... Ataque por ataque. Naquele dia, não houve conhecimento,
debates calorosos de mentes sedentas por saber, não. Todos saíram prejudicados,
a moça foi xingada, minha mãe, o moço. Eu e minha mãe ficamos com tanto medo
dele partir para a agressão física que saímos do mercado, e aquele dia eu tive
a certeza de que o feminismo era algo ruim. Não! Apenas o modo como lidamos com
ele. Hoje eu penso que, na hora, poderia chamar o gerente para ele resolver,
pegar o número de celular da moça, fazer amizade com ela, procurar saber o que
aconteceu, chamar ela para uma roda de conversa entre mulheres, fazer um clube
do livro sobre feminismo, voltar ao supermercado, ser gentil com o moço e
convidá-lo para um debate sobre feminismo. É meus amigos… mudar o mundo é
difícil, mas eu garanto que vale a pena. E agora, mesmo que eu volte àquele
mercado e os dois personagens desta história estivessem no mesmo lugar, eu
garanto que iria ser três vezes mais difícil convencer o moço de que o
feminismo é uma coisa boa. Porque, mesmo sem querer, na visão dele, o feminismo
o xingou.
- Tente incluir os homens: O movimento feminista preza pela igualdade de direitos entre todos os
indivíduos da sociedade, então por que quando há um vídeo falando sobre
feminismo, as mulheres costumam compartilhar somente entre elas? E para essa
pergunta há muitas respostas, mas acho que a principal é: O medo, medo de
descobrir que nossos amigos também são machistas, medo de rirem da nossa cara,
medo de perguntarem ironicamente “Você é feminista?”. Medo de não verem a
indicação com bons olhos, medo, muito medo. Mas o feminismo é em si o desejo de
igualdade entre todos, os homens e principalmente eles, devem ser incluídos nesses
assuntos, nós mulheres nunca vamos conseguir transformar o mundo sozinhas,
muitas de nós estão envolvidas nos assuntos feministas, mas os homens, não. E
esse assunto é pra ontem! Como vamos diminuir o machismo se os homens, que são
os protagonistas dessa história, não sabem direito o que machismo significa, se
eles acham que é normal pedir para a mulher tirar o batom vermelho, ou se eles
se sentem superiores as mulheres de alguma forma. Homem, se você estiver lendo
isso, muito obrigada, de verdade, eu não estou dizendo que todo homem se
comporta de tal jeito ou maneira, estou dizendo que muitos se comportam, eu sei
que existem milhares de homens muito bons, querendo aprender e querendo ver o
mundo também um pouco melhor, nós mulheres precisamos da sua ajuda, se puder,
passe adiante o seu conhecimento e este texto, e assim, suavizamos o amanhã,
nem que seja, leitor por leitor.
Por André Lucas Antunes Dias, 3.9
Horizonte
Procurava por um certificado
Mas isso só certificava a
hierarquia
E eu sempre enxerguei em tons
vermelhos
Vermelhos demais
Para me considerar tão ouro
E não parte do todo