Google+ Tribuna Estudantil - O Jornal do HD

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Pandemia

 

Por Maria Bernini, 3.15

 

Pandemia

 

Num piscar de olhos o mundo se afundou nas trevas da morte.

Corpo rativismo

 

Por Heleno Júnior Barbosa Siqueira, 3.12

 

Corpo rativismo

 

Nunca me senti tão pequeno quanto no dia em que pedi um aumento.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Inoportuno

 

Por André Lucas Antunes Dias, 3.9

 

Inoportuno


 

Se um pensamento vem durante a noite

Devo fazê-lo dormir para sempre?

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Pandemia e desigualdade - reflexos na sociedade brasileira

 


No cenário atual, muito se tem discutido acerca do impacto socioeconômico advindo da pandemia do coronavírus. A expansão dessa pandemia, principalmente nas áreas marginalizadas do Brasil, vem contribuindo diretamente para a desigualdade social e econômica e expondo as populações mais carentes à vulnerabilidade. Portanto, é necessária uma abordagem que garanta a prevenção e controle da Covid-19 e formule estratégias para os diferentes contextos, atendendo assim a todas as populações marginalizadas.

 Ademais, a crise econômica causada pela pandemia coloca em pauta muitas preocupações com as populações mais carentes. Sabe-se que há dificuldades nas famílias no quesito profissional, é claro. Segundo o site UOL, 71 milhões de trabalhadores não podem fazer Home Office, 18,6 milhões deles são vendedores e trabalhadores do setor de serviços e os outros 15 milhões de pessoas trabalham em ocupações elementares, como trabalhadores domésticos, ambulantes, coletores de lixo, etc., e 11 milhões são operários ou trabalhadores da construção.

Além disso, a educação também é afetada, visto que nem todas as pessoas têm acesso à internet para participar das aulas remotas. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil, cerca de seis milhões de estudantes, desde a pré-escola até a pós-graduação, não têm acesso à internet banda larga ou 3G/4G em casa. Logo, são necessárias medidas visando à integração desses alunos, para que os mesmos não sejam afetados no ensino.

Portanto, para que trabalhadores e estudantes marginalizados sejam atendidos, é necessário que o governo institua um seguro ou um pagamento a ser recebido por brasileiros mais pobres em situações de pandemia, de modo que garanta que essas populações não sejam afetadas financeiramente. No caso dos estudantes, que consigam participar das atividades remotas, adquirindo um smartphone, tablet ou notebook e consigam ter acesso à internet.  Além disso, voluntários podem ajudar com a distribuição de álcool em gel, máscaras e afins, através campanhas solidárias visando à prevenção e controle da Covid-19.


O obviamente intelectual alegra, na mesma medida em que é pedante e vazio

 

Por André Lucas Antunes Dias, 3.9

 

O obviamente intelectual alegra, na mesma medida em que é pedante e vazio


 

Sentenças breves incomodam

Como um relâmpago

Mas, tal como água

A luz bate

E a superfície esconde

Uma camada infinita de sentidos

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

A assistência de enfermagem no cuido paliativo

 

Poucos sabem como surgiu o cuidado paliativo. Historiadores afirmam que na antiguidade, durante as Cruzadas na Idade Média, encontravam-se "hospices", uma espécie de abrigo ao longo do caminho, que abrigavam pacientes, famintos, trabalhadoras, órfãos, pobres e leprosos. Contudo, pouco se tem discutido acerca da assistência de enfermagem perante pacientes que exigem esses cuidados. Observando o cenário da assistência em saúde no cuidado paliativo, faz-se necessária a adoção de medidas para que tal assunto ganhe mais visibilidade. 

A medicina paliativa no Brasil ainda se trata de um processo lento. Muitos profissionais de saúde nem mesmo entendem o conceito de prestar assistência multiprofissional a pacientes com doenças, que rapidamente levarão suas vidas. "Vemos o paciente de uma forma completa, global e trabalhamos com suas necessidades físicas, psicossociais e espirituais," explica Dr. Marcos Montagnini, que atualmente é diretor do Programa de Educação em Medicina Paliativa da Universidade de Michigan (EUA).  Além disso, visa-se à otimização de recursos dispostos no hospital, seja ele público ou privado, evitando que sejam gastos com tratamentos em pacientes sem um prognóstico bom. Logo, profissionais que não estão qualificados para um atendimento voltado para o conforto deixarão a desejar no acolhimento.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. As ações incluem medidas terapêuticas para o controle dos sintomas físicos, intervenções psicoterapêuticas e apoio espiritual ao paciente, desde o diagnóstico até o óbito. Para os familiares, as ações se dividem entre apoio social e espiritual e intervenções psicoterapêuticas, também do diagnóstico ao período do luto. Para tentar diminuir essa carência, é necessário que profissionais de saúde sejam qualificados para exercer tais cuidados, quebrando o tabu que a morte traz, tornando-a algo mais leve e natural.


Ensinando a ensinar

 

Ensinando a ensinar

 

Caros leitores, no último texto expliquei por que devemos encher o mundo com conhecimento e dedicação, agora vou tentar dar algumas dicas práticas sobre como/quando ensinar, vamos por tópicos:

- Atente-se ao momento: Uma vez um amigo meu vegetariano me disse o seguinte, que se ele quisesse convencer a alguém a se tornar vegetariano, ele nunca deveria começar falando disso num churrasco de família. O raciocínio é simples: em um churrasco, a maioria das pessoas vão com intenção de comer carne, elas na maioria das vezes não vão estar dispostas a abdicar daquela refeição naquele momento porque um jovem está com pena dos animais; o meu amigo poderia usar todos os melhores argumentos da face da Terra para convencer o pessoal. O problema não seria o debate, mas a ocasião, as pessoas não estariam abertas a aprenderem sobre isso. Ao invés disso, é melhor você entrar nesse assunto despretensiosamente, enquanto bebem um refrigerante num passeio no parque por exemplo, pois as pessoas estariam mais abertas àquela conversa. Muitas vezes quando as pessoas começam a debater sobre feminismo, elas não querem realmente aprender, querem xingar, ou se dizerem donos da verdade. É preciso observar esses aspectos para que as pessoas não criem um bloqueio sobre o assunto que você quer debater.

- Por favor, não xingue: Eu sei… É difícil ver um homem dizer que mulher não tem a capacidade de entender sobre futebol sem ao menos pensar na palavra “sexismo” ou ver um homem dizendo que mulher dele tem que lavar, secar e cuidar dos filhos enquanto ele toma a cervejinha de domingo, é muito difícil não dizer “Ah! Que machista!”, mas é extremamente necessário. Principalmente porque as mulheres têm cada vez aprendido mais sobre o feminismo e tudo que se relaciona a ele, logo ela aprende o nome dos movimentos, a estrutura, o nome das atitudes etc. Com isso, é normal no começo, ao ver o que ela aprendeu, nomear, às vezes é até sem querer, faz parte do processo de aprendizado, é igual quando nós aprendemos sobre rimas e quando vemos um slogan na televisão gritamos “olha! Isso rimou!”, mas esse comportamento, de nomear as atitudes das pessoas por mais que sejam incoerentes é um tiro no próprio pé, pois as pessoas que possuem esses comportamentos, na maioria das vezes, não sabem que é errado, não sabem sobre feminismo etc., a única coisa que elas sabem é que o termo “Machista” é algo ruim e então aparece uma moça e a primeira reação dela é dizer “Nossa, que machista!”. E ao invés dessa pessoa que errou aprender algo e não fazer de novo, o que acontece? Ela diz que o feminismo é o inferno na Terra, que as feministas são sujas e peludas, que as mulheres estão cada dia mais chatas, é ataque por ataque. E isso não nos leva a lugar algum, vou contar uma história para exemplificar.

  Uma vez minha mãe e eu estávamos no supermercado, e havia um homem no caixa xingando muito uma moça que também trabalhava no caixa, ele gritava com ela, usava palavrões etc., eu e a minha mãe ficamos do lado da moça, obviamente, que estava calada, nós falamos “Moço, você tá ficando louco? Não pode xingar a menina assim, não, seu machista!”.  Você acha que o moço de repente se tocou dos seus erros e pediu desculpas arrependido? Porque no fundo era o que eu e minha mãe queríamos. Não! Ele começou a xingar a mim e a minha mãe. Você acha que depois disso minha mãe se tocou que havia feito algo errado e pediu desculpas? Claro que não... Ataque por ataque. Naquele dia, não houve conhecimento, debates calorosos de mentes sedentas por saber, não. Todos saíram prejudicados, a moça foi xingada, minha mãe, o moço. Eu e minha mãe ficamos com tanto medo dele partir para a agressão física que saímos do mercado, e aquele dia eu tive a certeza de que o feminismo era algo ruim. Não! Apenas o modo como lidamos com ele. Hoje eu penso que, na hora, poderia chamar o gerente para ele resolver, pegar o número de celular da moça, fazer amizade com ela, procurar saber o que aconteceu, chamar ela para uma roda de conversa entre mulheres, fazer um clube do livro sobre feminismo, voltar ao supermercado, ser gentil com o moço e convidá-lo para um debate sobre feminismo. É meus amigos… mudar o mundo é difícil, mas eu garanto que vale a pena. E agora, mesmo que eu volte àquele mercado e os dois personagens desta história estivessem no mesmo lugar, eu garanto que iria ser três vezes mais difícil convencer o moço de que o feminismo é uma coisa boa. Porque, mesmo sem querer, na visão dele, o feminismo o xingou.

- Tente incluir os homens: O movimento feminista preza pela igualdade de direitos entre todos os indivíduos da sociedade, então por que quando há um vídeo falando sobre feminismo, as mulheres costumam compartilhar somente entre elas? E para essa pergunta há muitas respostas, mas acho que a principal é: O medo, medo de descobrir que nossos amigos também são machistas, medo de rirem da nossa cara, medo de perguntarem ironicamente “Você é feminista?”. Medo de não verem a indicação com bons olhos, medo, muito medo. Mas o feminismo é em si o desejo de igualdade entre todos, os homens e principalmente eles, devem ser incluídos nesses assuntos, nós mulheres nunca vamos conseguir transformar o mundo sozinhas, muitas de nós estão envolvidas nos assuntos feministas, mas os homens, não. E esse assunto é pra ontem! Como vamos diminuir o machismo se os homens, que são os protagonistas dessa história, não sabem direito o que machismo significa, se eles acham que é normal pedir para a mulher tirar o batom vermelho, ou se eles se sentem superiores as mulheres de alguma forma. Homem, se você estiver lendo isso, muito obrigada, de verdade, eu não estou dizendo que todo homem se comporta de tal jeito ou maneira, estou dizendo que muitos se comportam, eu sei que existem milhares de homens muito bons, querendo aprender e querendo ver o mundo também um pouco melhor, nós mulheres precisamos da sua ajuda, se puder, passe adiante o seu conhecimento e este texto, e assim, suavizamos o amanhã, nem que seja, leitor por leitor.


Horizonte

Por André Lucas Antunes Dias, 3.9

 

Horizonte

 


Procurava por um certificado

Mas isso só certificava a hierarquia

E eu sempre enxerguei em tons vermelhos

Vermelhos demais

Para me considerar tão ouro

E não parte do todo


terça-feira, 24 de novembro de 2020

Testamento às almas perdidas

 

Por Vitória Maria Gava Ferreira, 3.9

 

Testamento às almas perdidas


 

Eu bem me lembro do dia em que senti vergonha do Sol, das vezes em que me machuquei, para ter certeza de que ainda sangrava, para saber se ainda estava viva, e na verdade, não estava. Quem escreve esta carta já esteve morta, não a morte carnal na qual o corpo é presenteado à terra, mas a pior morte de todas, silenciosa e infinitamente dolorosa, a morte da alma.

Viver não fazia sentido, viver era dor, minha respiração me incomodava, e muitas vezes tentei me encontrar com o anjo da morte. Eu acordava querendo dormir, esperava o dia passar angustiosamente, e muitas vezes de noite chorava até dormir, alguma delas com uma sacola na cabeça ou uma corda presa ao pescoço, consequência das minhas inúmeras tentativas inválidas de acabar com aquilo que sentia, acabar com a dor, e parecia que ela nunca iria embora, que havia me escolhido para me perturbar enquanto existisse, eu me sentia como em um inferno pessoal, como se tudo no mundo existisse para me iludir, e no fundo me causar ainda mais frustrações.

Eu sei que terão pessoas que acharão este texto lúgubre demais, mas eu também sei que em algum momento terá alguém que lerá estas frases com lágrimas nos olhos, triste, se identificando com cada palavra, e este testamento é especialmente dedicado a você.

Eu não sei muito bem o que falar para te convencer, pois eu já senti isso e sei que é muito difícil acreditar na felicidade, acreditar que tudo vai mudar. Eu achava impossível. Eu acreditava que o mundo era um lugar sombrio, repleto de dor; para mim, todas as pessoas deviam morrer também, pois as atitudes extravagantes do ser humano não afetavam incansavelmente a ele, mas também as outras formas de vida, os animais, as plantas, o homem não é somente o lobo do homem, é também o lobo de tudo.

Mas o homem também pode salvar, existem pessoas boas, ou ao menos que tentam ser boas e isto já deveria contar, afinal nascemos, temos consciência de tudo ou boa parte do que está ao nosso redor, mas não ganhamos nenhum manual de como viver. O homem estraga, mas tem a capacidade de consertar, o homem também pode deixar melhor. O homem é o ser mais confuso do universo, a ele pertence a solidão e a perdição, mas também a solidariedade, o amor e o revigoramento.

E foi com a ajuda do homem que eu saí deste buraco em que eu estava presa há tanto tempo que parecia não ter fim. Primeiramente, esta parabenização pertence a mim, eu precisei suportar muito para chegar até aqui, precisei de paciência, força de vontade, eu não trilhei um caminho perfeito, retilíneo, não! Como tudo na vida, houve contratempos, passos à frente, passos para trás, curvas e devaneios, mas depois de um tempo, já comecei a ver a estrada colorida, comecei a acreditar na felicidade, pois ela também me acompanhou por alguns momentos, e a dor deixou de me seguir, ela não desapareceu. Agora eu não a sinto o tempo todo, somente quando ela realmente deve se apresentar, e tem sido maravilhoso.

Não houve fórmula mágica, ou algum tipo de ritual religioso, eu apenas comecei a fazer tratamento psiquiátrico e psicológico, eu tomo alguns medicamentos e tento dar o meu melhor, me expressar ajuda muito! Principalmente se você tem o hábito de se machucar propositalmente, experimente desenhar, cantar, dançar, tocar algum instrumento, não se preocupe com a beleza, tente externalizar o que está sentindo, mesmo sabendo que é impossível, tente! Praticar exercícios físicos, conversar com pessoas de que você gosta também ajuda bastante, mas não se cobre demais, tome seu tempo, faça o que for melhor para você!

Mas, por favor, se você sente parte das coisas que citei acima, não espere! Procure ajuda imediatamente, converse com pessoas ao seu redor, não precisa dizer muito, fale que sente necessidade de ter um acompanhamento médico. E, se você já está em algum tratamento, mas não sente melhoras, ou acha que está piorando, pare! Eu também já passei por isso, o tratamento é algo muito pessoal e precisa ser feito com pessoas de sua confiança, pessoas com quem você se sente melhor quando acaba a consulta, nunca o contrário.

Por favor, não perca as esperanças, eu digo isso quase chorando porque, se eu tivesse feito esta carta para mim mesma no passado, muito provavelmente não teria me convencido, a dor é tão forte que nos cega. Mas hoje eu estou tão bem, finalmente normal! Hoje eu estou feliz, e tenho certeza de que você também estará! Dê uma chance a você mesmo, algo incrível te aguarda! Hoje eu tento dar a você, querido leitor, algo difícil, mas não impossível de se ter, com a minha história, eu tento te dar esperança...

O gênio

 

Por André Lucas Antunes Dias, 3.9

 

O gênio

 


O poeta que procura se isolar no egocentrismo lírico

Se engana ao achar que está falando somente de si

Dissociado do outro

Porque ele é o outro, ele é sua época

terça-feira, 17 de novembro de 2020

A importância de ensinar


 

A importância de ensinar

 

Caros leitores, hoje trataremos de um assunto pouco discutido, mas muito importante. Já citamos aqui que nosso intuito é instruir, passar conhecimento e informação, fazer as pessoas aprenderem um pouco mais, principalmente sobre o feminismo. Mas hoje não discutiremos assuntos específicos do feminismo, mas o próprio ensino. Nós, as garotas do Batom Vermelho, desejamos que você, ao aprender algo conosco, passe esse conhecimento adiante. Explicarei a importância disso e logo depois falaremos sobre dicas de como ensinar melhor.

  Eu, desde pequena, sempre amei livros, meu sonho era ter uma casa com uma enorme biblioteca, hoje em dia esse sonho não cabe mais a mim, não pela falta de entusiasmo ou desinteresse, mas pela filosofia que isso traz. Imagine eu em uma casa enorme, repleta de livros, um sonho para quem ama ler, mas eu sou uma pessoa só e, trazendo esse sonho para a realidade, teria que passar um bom tempo limpando todos os livros da sala, e para quê? Afinal sou uma pessoa só e demoro para ler um livro inteiro, além disso, leio um por vez, então para que milhares apenas juntando poeira, sendo que se não estivessem na minha casa poderiam estar nas mãos de bons leitores, ajudando suas vidas, trazendo lazer, diversão? Depois que parei para pensar sobre o meu sonho da casa com a biblioteca, percebi que era um sonho vazio, então decidi doar boa parte dos meus livros. Não está sendo fácil, mas já me desfiz de alguns que li e, na contracapa, eu sempre escrevo uma frase simples e poderosa que tem tudo a ver com este texto “Conhecimento guardado é conhecimento perdido”.

  Quanto mais sabemos, menos alienados, mais fortes, mais abertos à resolução de problemas; quanto mais conhecimento, melhor. Fato! Até mesmo quando você começa a ler Friedrich Nietzsche, se debruça em cima do niilismo e chora como se não houvesse amanhã, ainda tem a parte do Übermensch, ou, como falam aqui no Brasil, o Super Homem de Nietzsche, que na minha opinião é uma luz em meio ao caos. Até mesmo esse filósofo tem frases deveras otimistas como “É preciso ter o caos dentro de si para dar à luz uma estrela dançante”. Quando aprendemos, mesmo ao passar por períodos turbulentos, sempre chegamos a algum bom lugar, pois mesmo ao perceber o caos do mundo, começamos a pensar em como lhe trazer no mínimo uma luz.

  Leonardo da Vinci fala sobre conhecimento nesta frase: “O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.” É este meu desejo: suavizar o amanhã. Mas para obter uma melhora é preciso saber primeiro o que melhorar, é preciso saber o que há de errado, o que podemos fazer para melhorar, como e qual a melhor maneira, como fazer isso mais rápido. Como fazer com que as pessoas queiram aprender? Como ensinar? Como convencer pessoas que estagnaram em uma opinião que muitas vezes nem pertence a elas, apenas não foi questionada? Tudo bem... Respira, escritora, respira... Até o narrador desse texto sabe como a autora se empolga ao falar sobre este assunto (conhecimento, no caso).

Um aviso: eu provavelmente vou dar um nó na sua cabecinha hoje, que espero amenizar depois, quem sabe fazer um laço? Com certeza, muitos de vocês conhecem a seguinte frase “Só sei que nada sei.” de Sócrates. Essa frase, por mais inusitada e paradoxal que pareça, é o início do conhecimento; nós não sabemos, nós devemos questionar absolutamente todas as coisas, chegar a uma conclusão para depois de ter certeza que sabe, questionar o que já foi aprendido e aprender que não sabe nada, mas sabe alguma coisa, e mesmo assim correr atrás para saber mais, e quando souber, descobrir que não sabe. Confuso? Talvez. Trabalhoso? Demais. E sabe por que fazemos isso? Porque o universo não veio com manual de instruções. Se você for parar para pensar, está todo mundo aprendendo a viver, crianças, idosos, todos os dias, todas as horas, e o que podemos fazer é tentar melhorar este mundo confuso para as próximas gerações, com conhecimento. Pense por um segundo se todas as pessoas do mundo pensassem que já sabem de tudo... Ninguém aprenderia, não haveria evolução.

 Sim, pessoas, eu não sei, a Isabela não sabe, e o que estamos fazendo aqui nesta coluna, então? Aquela parte trabalhosa: tentando, questionando, pensando, aprendendo, desaprendendo, aprendendo mais e tentando fazer outros se juntarem a nós.

“O ser humano era fruto das próprias escolhas”

 


“O ser humano era fruto das próprias escolhas”

 

Desde o nascimento, nos é ensinado o que é certo e errado e a partir daí reproduzimos valores impostos pela sociedade. Isto quer dizer que agimos conforme regras impostas, sendo recompensados quando seguimos as regras e castigados quando as infringimos.

Mesmo assim, somos livres para agirmos dentro dos limites impostos pela ética e pela moral. Essa liberdade parte do princípio do respeito aos direitos alheios. Entretanto, na vida prática não existe o respeito ao homem em si, o que existe na consciência humana é o respeito a si mesmo, a busca constante para si próprio. Nossas decisões são diretamente ligadas a ética e moral, uma vez que, como citado anteriormente, elas podem afetar positiva ou negativamente na maneira como somos vistos por outras pessoas.

A citação de Aristóteles é verídica, somos fruto das nossas próprias escolhas, nosso futuro depende das nossas ações presentes. 


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

INFANTO-JUVENIL

 

Por Vitória Maria Gava Ferreira, 3.9

 

INFANTO-JUVENIL


 

O caos se instala no peito

Eu procuro a estrela dançante

A cor púrpura na veia cava inferior

Mas o preto encharca os olhos

Escorre

E a pele absorve

Queima

Cicatriza

Eu esqueci qual cor é o roxo

Preto, só enxergo preto

De algum modo me sinto mais forte

Como um café amargo

Relutante

Impaciente

Quente.

"KKK não são potássios"

 

Por André Lucas Antunes Dias, 3.9

 

"KKK não são potássios"


“KKK não são potássios”. Assim o rapper belo-horizontino FBC consagra sua participação na música Poetas no Topo 2. Apesar de aparentemente inofensiva, essa frase, e seu contexto, diz muito. Mas, para entender isso, precisamos falar de Karl Marx, Estruturalismo, Positivismo, Viviane Mosé e Nietzsche.

Você já deve saber que, segundo o filósofo alemão Karl Marx, a sociedade segue um movimento dialético, ou seja, em que opressores sobem ao poder e exploram a força de trabalho dos oprimidos até que esses se voltem contra eles. Todavia, o que você talvez não saiba é que, posteriormente, Louis Althusser, filósofo estruturalista francês, utiliza desse conceito de Marx para analisar a Escola. Segundo seu pensamento, essa instituição é um aparato reprodutor da ideologia burguesa, em outras palavras, o pensamento dos opressores. Observe: A cada bimestre, estudamos para conseguirmos a nota máxima nas provas; essa estrutura, reproduz nitidamente a hierarquia do capitalismo: ou você é eficiente o suficiente para chegar ao Topo, ou então você está fadado à mediocridade. O aluno nem sequer tem uma educação individualizada. As turmas são dispostas em, usualmente, fileiras de 10 alunos cada. Logo, ele precisa acompanhar o ritmo dos outros no mesmo tempo, não importa se o seu processo de aprendizagem é mais lento, pois esse é o capitalismo, você não escolhe onde nasce, você apenas nasce e deve trabalhar para chegar ao status da burguesia. Nos anos finais na Escola, começamos a nos dar conta de que em breve prestaremos vestibulares e, novamente, precisamos ser os melhores. A pergunta que fica é: Por que o Estado não se propõe a proporcionar uma Universidade gratuita para todos? Não somente para quem tem cotas (importantes, mas não o suficiente), mas para todos. Por que ele não pensa em um sistema que não se baseia em notas? Ele não o faz porque serve aos interesses burgueses, do empresariado que ganha cada vez mais força através da ascensão do neoliberalismo, doutrina econômica surgida nos anos 1980, principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra, que prega a intervenção mínima do Estado na economia, ou seja, a indústria move a sociedade.

Em face disso, a frase “KKK não são potássios” começa a ganhar mais substância. KKK é a sigla para Ku Klux Klan, organização extremista religiosa, reacionária, anti-imigração, de extrema direita, e que acredita na supremacia do povo branco. Ela surge em 1860 nos Estados Unidos, isto é, 5 anos antes de abolir-se a escravidão no país. Contrário a essa medida, o grupo utilizava-se de ataques terroristas ao povo negro. Na música, ela, KKK, aparece como um significante: Um símbolo que ainda não ganhou significado e que, por isso, cabe ao sujeito atribuí-lo. O eu lírico, ataca um desses significados que alguém poderia imprimir nela: potássio. Elemento de número atômico 19 da tabela periódica, ele é representado pela letra K. Assim, ele afirma que o K da sigla ligada a um movimento sociocultural teria sua maior associação pelos ouvintes a um mero símbolo do conhecimento científico. Análogo a isso, o sociólogo Auguste Comte, considerado até mesmo o “pai da sociologia”, no século XIX, afirmava que a evolução das civilizações segue uma linha reta, passando pelo estado metafísico, no qual o ser humano não desenvolveu um conhecimento bem estruturado e, por isso, recorre a explicações de correlação entre causa e efeito falsas; assim como pelo estado teológico, no qual, os indivíduos já atribuem a razão dos fenômenos naturais a entidades místicas, ligadas à religião; por último, o estado positivista seria o estágio final e mais perfeito dessa evolução, no qual, com o método científico, o ser humano é capaz de explicar tudo o que acontece na natureza. Essa visão linear da história levou a, no mesmo século, se popularizar a ideia de “Ordem e Progresso” presente na bandeira do Brasil. O país havia acabado de passar pela República da Espada, comandada por militares e que, influenciada pelas ideias positivistas da Europa, já via a hegemonia das elites como inevitável, a qual levaria a sociedade para o estado de plenitude positivista. Então, durante a República Oligárquica, contrário a esse idealismo, ocorre a Revolta da Vacina. O pensamento positivista havia influenciado o higienismo, concepção de utilização da ciência para melhoramento das condições sanitárias de uma população a qualquer custo, levando a uma vacinação forçada contra a varíola na população, composta em sua maioria por ex-escravos que viviam no centro do Rio de Janeiro, e, negando essa violência, começou a se deslocar para a periferia, o que hoje conhecemos como Favelas.

Logo, o pensamento cientificista extremista, responsável por negar qualquer manifestação cultural para dar destaque ao “progresso”, ou seja, desenvolvimento tecnológico para aprimoração do capitalismo e, consequentemente, da força de trabalho proletária, por mais que não pareça, ainda está muito presente na instituição Escola. Segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, o Ocidente, desde Platão e o seu “Mundo das Ideias”, valoriza excessivamente a racionalidade, fazendo com que o indivíduo não realize seus desejos carnais, não ligados somente ao sexo, mas a tudo aquilo que define “vontade de potência”, em outras palavras, a capacidade do indivíduo de deixar seus pensamentos fluírem baseado em sua subjetividade. A filósofa Viviane Mosé, muito inspirada nas ideias de Nietzsche, diz que a educação incorpora esse culto ao racionalismo quando, na era da informação, da revolução da memória, ainda prepara os alunos para decorarem fórmulas e conceitos que seriam muito mais bem aproveitados se inseridos no armazenamento cibernético e utilizados apenas quando o aluno sentisse necessidade de consultá-lo, enquanto ele estaria desenvolvendo um pensamento crítico de fato ao aprender sobre seu campo cultural de forma mais aprofundada e livre, individual, sem hierarquia. Mas como realizar esse ensino individual? Uma escola para cada aluno? Evidentemente que não. Você já reparou que a escola possui funções muito bem definidas ligadas a uma divisão do trabalho? O faxineiro faxina, o professor ensina, a cozinheira cozinha, o diretor dirige, a professora leciona. Contudo, todos esses indivíduos vivem diariamente no mesmo espaço e observam o comportamento alheio, mas, por estarem presos nessa divisão, não opinam quanto o que sabem sobre o outro. Através de uma Gestão Participativa da Escola, esses funcionários poderiam se tornar agentes diretos do aprendizado, desenvolvendo ideais de empatia e compaixão com os alunos, se relacionando de forma mais próxima com eles, fato discutido com mais profundidade na palestra “O Contemporâneo e a Educação” da pensadora. Dessa forma, “KKK não são potássios” faz crítica ao sistema que prepara os cidadãos para o reconhecimento de símbolos (K) que não dizem nada a respeito de sua história e cultura (KKK como Ku Klux Klan e o apagamento da memória negra). E ainda, logo em seguida, o rapper fala “nos deram negócios, voltamos com S cifrado”, indicando que ele aderiu a essa concepção competitiva do capitalismo, contudo, “falam de negócios, já que são eles o produto a ser negociado, estão na promoção”, ele faz crítica ao trabalhador que se aliena dessa condição, ou, nos termos de Karl Marx, o lumpemproletariado, o proletariado que não tem consciência de classe e não se reconhece como oprimido, devido a reprodução da ideologia burguesa nas esferas da sociedade, como a Escola. A partir disso, seu “S cifrado” foi conquistado não por uma submissão ao modelo produtivo, e sim através do Rap, afirmando sua cultura, frustrações e reivindicações, negando o sistema ao mesmo tempo que participa dele, sendo agente ativo do processo dialético da história. Toda essa substância em poucas linhas, linhas fortes e angustiantes.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Movimentos antivacina

 

Movimentos antivacina

 

A questão da vacinação atrelada à sociedade não se trata de uma intervenção atual, uma vez que a primeira vacina foi criada no século XVIII, por Edward Jenner, pesquisador inglês, que dedicou 20 anos de sua vida para o estudo da Varíola. Em 1796 a experiência feita por ele permitiu a descoberta da vacina e a divulgação do seu trabalho dois anos depois. O que alterou completamente a ideia de prevenção contra doenças e tornou a Varíola a primeira doença infecciosa erradicada por meio da vacinação.

A vacinação é importante para a sociedade, porém, atualmente, têm surgido muitos movimentos antivacina, sendo caracterizados segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos dez maiores riscos à saúde global. Isso porque ameaçam reverter o progresso alcançado no combate a doenças evitáveis por vacinação, como o sarampo e a poliomielite. Entretanto, os movimentos antivacina vêm crescendo no mundo todo, inclusive no Brasil, que sempre foi exemplo internacional.

O que impede tal problema ser solucionado é a desinformação ou a veiculação de fake news, por meio de plataformas digitais, redes sociais, dentre outros. Uma parcela dos cidadãos, sob influência de argumentos errôneos, passa a negligenciar as vacinas, resultando em um problema para toda sociedade. Segundo a pediatra Eliane Matos, da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, “Quando uma pessoa é imunizada, protege, de forma indireta, as que não foram”. Por isso a vacinação é algo tão importante a ser discutido.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, tais como ações envolvendo os órgãos públicos, relacionados à saúde e a educação, provendo conscientização à população, através de palestras, trabalhos sociais, verificação do cartão vacinal nas escolas, uso de folders informativos, etc. Cabe à população ser mais seletiva perante as notícias veiculadas na internet, buscando sempre pesquisar a veracidade das informações para não replicar informações errôneas. 


Dicas para o dia da prova

 


Dicas para o dia da prova

       "O verão está chegando pra praia desce geral". Parafraseando MC Davi, começo esse texto dizendo que, para muitos estudantes, janeiro não é mês de praia (até porque estamos em isolamento social) mas sim, de Enem. Que maravilha!

      Como em toda prova de vestibular, existem, além de muito estudo e dedicação, ansiedade e sentimentos negativos, que não devem ser romantizados. Como assim, "romantizados"? Aquele aluno que passa doze horas por dia estudando e abre mão da sua vida social para estudar não deve ser visto como um símbolo primordial de dedicação, qualidade de estudo e desenvolvimento pessoal. Pelo contrário, essa atitude pode causar inúmeros transtornos mentais e físicos para esse estudante. Por isso, sempre digo que quantidade é diferente de qualidade. Preze sempre pela qualidade dos seus estudos, colocando pausas e praticando aquilo que aprendeu nas aulas.

       Mas, o tema desse texto é sobre como se concentrar e manter a calma durante a prova. Antes de tudo, nunca seja negativo quanto ao resultado final. O pessimismo só trará mais ansiedade. Prepare o seu corpo para o "grande dia" enquanto faz simulados e provas anteriores. Nessa edição do Enem, será obrigatório o uso de máscara. Então é melhor ir se acostumando com a ideia de ficar horas com essa coisa no rosto.

      Na hora da prova, sempre pause para respirar. Isso tem uma explicação biológica: Ao inspirar profundamente, ocorre as trocas gasosas, e o oxigênio será enviado para o sangue, onde penetrará a célula. A partir disso, uma organela chamada de mitocôndria, produzirá energia (ATP) a partir do oxigênio. Em resumo, respirar garante que o nosso cérebro continue funcionando normalmente.

       Finalmente, busque se concentrar olhando apenas para a sua prova. Deixe as questões difíceis para o final. E uma dica bônus: o Enem possuí um sistema chamado de TRI, que preza que o aluno acerte questões fáceis. Do contrário, interpreta-se que esse aluno colou. Confie no seu potencial e sempre tenha o seu sonho em mente, pois ele te dará a motivação necessária.

Rivalidade Feminina, Parte 2 – Por que acontece e como superar

 


Rivalidade Feminina, Parte 2 – Por que acontece e como superar

  Bom dia, boa tarde ou boa noite a você que se comprometeu a ler este texto, sejam todos muito bem vindos! No último texto da coluna Batom Vermelho, nós falamos um pouco sobre rivalidade feminina e como ela surgiu, hoje nós vamos falar por que isto acontece até hoje, afinal, grande parte do mundo não vive mais no contexto em que a rivalidade feminina começou, então por que isso se perpetua?

  Como vimos no último texto, a sociedade, tempos atrás, era totalmente diferente da nossa, não havia tanto conhecimento da ciência, medicina, não havia tecnologias como a internet, celulares, isso tudo é muito novo. Então, apesar do contexto ter mudado, vários comportamentos e pensamentos continuam sendo reproduzidos como se fossem uma verdade absoluta, a rivalidade feminina não tem a ver com brigas, puxões de cabelo ou algo do tipo, ela é muita das vezes sutil, mas poderosa, às vezes nem percebemos quando dizemos alguma coisa, mas sem querer estamos incentivando essa rivalidade.

  E, inclusive, os homens, por muitas vezes não se interessarem pelo assunto feminismo ou ao menos não terem conhecimento sobre, acabam sendo grandes propagadores das “Fake News Femininas”. Esse é um termo inventado por mim (uma das autoras da coluna) para designar alguma frase, mensagem que parece ser real, parece ser boa, às vezes, mas na verdade incentiva a rivalidade feminina, um exemplo dessas Fake News é quando um homem diz “Você não é como as outras!” Xii... ALERTA Fake News Feminina, sim eu sei que a intenção é muitas vezes elogiar, mas você não precisa diminuir todas as outras mulheres para elogiar alguém, certo?

  Veja outro exemplo que aconteceu com a Isabela Andrade, uma das autoras da coluna. Certa vez, ela foi a um evento de arte junto com um grupo de Hip-Hop de que ela participava. Ela estava na plateia e uma menina de cabelos cacheados subiu no palco e estava preparando para se apresentar, quando um integrante do grupo que estava ao lado dela disse: “Vai lá jogar seus cachos na cara dela!” com o intuito de “elogiar”, claro. No momento, Isabela até riu, mas depois de chegar em casa e repensar a situação, ela percebeu que era um exemplo de rivalidade feminina, algo sutil, mas capaz de colocar as mulheres umas contra as outras.

  Não pense que são somente homens que incentivam isso, acontece com praticamente todos uma hora ou outra, é algo que veio de muito tempo, é estrutural, e é difícil mudar, mas não impossível. As pessoas que reproduzem esse comportamento, na maioria das vezes não tem culpa, muitas vezes não percebem o que estão fazendo, às vezes, não sabem que a rivalidade feminina existe e, se essas pessoas reproduzem esse comportamento/pensamento, é porque elas já foram ensinadas a isto.

  É triste viver num mundo semeado de ódio e desconfiança estrutural. Por isto é que tive o trabalho de escrever estes textos, acredito que informando as pessoas sobre esses problemas, conversando com elas, falando sobre a história, os comportamentos, as pessoas podem mudar, podem perceber, assim como eu, que algo está errado, descobrir o que, ficar atento a essas falhas e tentar não repeti-las. É assim que evoluímos.

  Para terminar, gostaria de apresentar a vocês um termo feminista lindo chamado “sororidade”. Não, eu não escrevi errado e não tem a ver com som, é SO-RO-RI-DA-DE, que significa uma união entre as mulheres apoiada na empatia e companheirismo que busca alcançar e manter relacionamento e atitudes positivas entre elas. Dessa forma, as mulheres se juntam e se apoiam sem julgamentos a favor da igualdade de gêneros. É uma relação de união, de afeição e de amizade entre mulheres.

  Eu não sei você, mas eu prefiro um mundo espalhado de amor e confiança, onde as pessoas podem ser quem elas são, sem julgamentos, e com muita compreensão. Sim, eu sou uma sonhadora, uma sonhadora colocando a mão na massa tentando construir um mundo melhor, tentando transformar sonhos em realidades, nem que seja uma pessoa de cada vez. O que você acha de ser a próxima pessoa, caro leitor?


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

QUERIDA INFÂNCIA

 

Por Vitória Maria Gava Ferreira, 3.9

 

QUERIDA INFÂNCIA


 

Castelos feitos de barro, com baldes

Colheres e a mangueira,

A roupa toda suja

E o sorriso radiante, mesmo com poucos dentes,

Os que visitam sentem a energia

A euforia, a alegria

Há muito o que aprender,

Muito o que tocar, sentir, viver

Por enquanto,

O pequeno só se preocupa em brincar,

Faz bagunça em casa, deixa pegadas no chão

Rola na areia e dá e finge que é um leão,

Gosta de ouvir histórias, e assistir televisão

Vai para a escolinha, e canta uma canção.

As primeiras palavras, descobertas,

Uma vida cheia de emoção

Porém também os primeiros espantos

E muita, muita imaginação.

PARA ELE

 

Por Priscila Rebeca Siqueira, 3.11

 

PARA ELE


 

Éramos as estrelas.

A música.

O tempo.

Éramos o Sol.

A lua.

O vento.

Éramos assim

Sem início nem fim

Um fluxo perfeito

Que o prendia a mim.

Éramos o ciclo

A rua vazia

A jazida.

Que jaz ia

encontrar em mim.

Éramos o eco

O arco reflexo

Que refletia a mim.