Pandemia
Num piscar de olhos o mundo se
afundou nas trevas da morte.
Por André Lucas Antunes Dias, 3.9
Inoportuno
Se um pensamento vem durante a
noite
Devo fazê-lo dormir para sempre?
No cenário atual, muito se tem
discutido acerca do impacto socioeconômico advindo da pandemia do coronavírus.
A expansão dessa pandemia, principalmente nas áreas marginalizadas do Brasil,
vem contribuindo diretamente para a desigualdade social e econômica e expondo
as populações mais carentes à vulnerabilidade. Portanto, é necessária uma
abordagem que garanta a prevenção e controle da Covid-19 e formule estratégias
para os diferentes contextos, atendendo assim a todas as populações
marginalizadas.
Ademais, a crise econômica causada pela
pandemia coloca em pauta muitas preocupações com as populações mais carentes.
Sabe-se que há dificuldades nas famílias no quesito profissional, é claro.
Segundo o site UOL, 71 milhões de trabalhadores não podem fazer Home Office, 18,6 milhões deles são vendedores e trabalhadores do setor de
serviços e os outros 15 milhões de pessoas trabalham em ocupações elementares,
como trabalhadores domésticos, ambulantes, coletores de lixo, etc., e 11
milhões são operários ou trabalhadores da construção.
Além disso, a educação também é
afetada, visto que nem todas as pessoas têm acesso à internet para participar
das aulas remotas. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
no Brasil, cerca de seis milhões de estudantes, desde a pré-escola até a
pós-graduação, não têm acesso à internet banda larga ou 3G/4G em casa. Logo,
são necessárias medidas visando à integração desses alunos, para que os mesmos
não sejam afetados no ensino.
Portanto, para que trabalhadores
e estudantes marginalizados sejam atendidos, é necessário que o governo
institua um seguro ou um pagamento a ser recebido por brasileiros mais pobres
em situações de pandemia, de modo que garanta que essas populações não sejam
afetadas financeiramente. No caso dos estudantes, que consigam participar das
atividades remotas, adquirindo um smartphone, tablet ou notebook e consigam ter
acesso à internet. Além disso,
voluntários podem ajudar com a distribuição de álcool em gel, máscaras e afins,
através campanhas solidárias visando à prevenção e controle da Covid-19.
Por André Lucas Antunes Dias, 3.9
O obviamente intelectual alegra, na mesma medida em que é pedante e vazio
Sentenças breves incomodam
Como um relâmpago
Mas, tal como água
A luz bate
E a superfície esconde
Uma camada infinita de sentidos
Poucos sabem como surgiu o
cuidado paliativo. Historiadores afirmam que na antiguidade, durante as
Cruzadas na Idade Média, encontravam-se "hospices", uma espécie de
abrigo ao longo do caminho, que abrigavam pacientes, famintos, trabalhadoras, órfãos,
pobres e leprosos. Contudo, pouco se tem discutido acerca da assistência de
enfermagem perante pacientes que exigem esses cuidados. Observando o cenário da
assistência em saúde no cuidado paliativo, faz-se necessária a adoção de
medidas para que tal assunto ganhe mais visibilidade.
A medicina paliativa no Brasil
ainda se trata de um processo lento. Muitos profissionais de saúde nem mesmo
entendem o conceito de prestar assistência multiprofissional a pacientes com
doenças, que rapidamente levarão suas vidas. "Vemos o paciente de uma
forma completa, global e trabalhamos com suas necessidades físicas,
psicossociais e espirituais," explica Dr. Marcos Montagnini, que
atualmente é diretor do Programa de Educação em Medicina Paliativa da
Universidade de Michigan (EUA). Além
disso, visa-se à otimização de recursos dispostos no hospital, seja ele público
ou privado, evitando que sejam gastos com tratamentos em pacientes sem um
prognóstico bom. Logo, profissionais que não estão qualificados para um
atendimento voltado para o conforto deixarão a desejar no acolhimento.
Portanto, medidas são necessárias
para resolver o impasse. As ações incluem medidas terapêuticas para o controle
dos sintomas físicos, intervenções psicoterapêuticas e apoio espiritual ao
paciente, desde o diagnóstico até o óbito. Para os familiares, as ações se
dividem entre apoio social e espiritual e intervenções psicoterapêuticas,
também do diagnóstico ao período do luto. Para tentar diminuir essa carência, é
necessário que profissionais de saúde sejam qualificados para exercer tais
cuidados, quebrando o tabu que a morte traz, tornando-a algo mais leve e
natural.
Caros leitores, no último texto
expliquei por que devemos encher o mundo com conhecimento e dedicação, agora
vou tentar dar algumas dicas práticas sobre como/quando ensinar, vamos por
tópicos:
- Atente-se ao momento: Uma vez um amigo meu vegetariano me disse o seguinte, que se ele
quisesse convencer a alguém a se tornar vegetariano, ele nunca deveria começar
falando disso num churrasco de família. O raciocínio é simples: em um churrasco,
a maioria das pessoas vão com intenção de comer carne, elas na maioria das
vezes não vão estar dispostas a abdicar daquela refeição naquele momento porque
um jovem está com pena dos animais; o meu amigo poderia usar todos os melhores
argumentos da face da Terra para convencer o pessoal. O problema não seria o
debate, mas a ocasião, as pessoas não estariam abertas a aprenderem sobre isso.
Ao invés disso, é melhor você entrar nesse assunto despretensiosamente,
enquanto bebem um refrigerante num passeio no parque por exemplo, pois as
pessoas estariam mais abertas àquela conversa. Muitas vezes quando as pessoas
começam a debater sobre feminismo, elas não querem realmente aprender, querem
xingar, ou se dizerem donos da verdade. É preciso observar esses aspectos para
que as pessoas não criem um bloqueio sobre o assunto que você quer debater.
- Por favor, não xingue: Eu sei… É difícil ver um homem dizer que mulher não tem a capacidade
de entender sobre futebol sem ao menos pensar na palavra “sexismo” ou ver um
homem dizendo que mulher dele tem que lavar, secar e cuidar dos filhos enquanto
ele toma a cervejinha de domingo, é muito difícil não dizer “Ah! Que machista!”,
mas é extremamente necessário. Principalmente porque as mulheres têm cada vez
aprendido mais sobre o feminismo e tudo que se relaciona a ele, logo ela
aprende o nome dos movimentos, a estrutura, o nome das atitudes etc. Com isso,
é normal no começo, ao ver o que ela aprendeu, nomear, às vezes é até sem
querer, faz parte do processo de aprendizado, é igual quando nós aprendemos
sobre rimas e quando vemos um slogan na televisão gritamos “olha! Isso rimou!”,
mas esse comportamento, de nomear as atitudes das pessoas por mais que sejam
incoerentes é um tiro no próprio pé, pois as pessoas que possuem esses
comportamentos, na maioria das vezes, não sabem que é errado, não sabem sobre feminismo
etc., a única coisa que elas sabem é que o termo “Machista” é algo ruim e então
aparece uma moça e a primeira reação dela é dizer “Nossa, que machista!”. E ao
invés dessa pessoa que errou aprender algo e não fazer de novo, o que acontece?
Ela diz que o feminismo é o inferno na Terra, que as feministas são sujas e
peludas, que as mulheres estão cada dia mais chatas, é ataque por ataque. E isso
não nos leva a lugar algum, vou contar uma história para exemplificar.
Uma vez minha mãe e eu estávamos no supermercado, e havia um homem no
caixa xingando muito uma moça que também trabalhava no caixa, ele gritava com
ela, usava palavrões etc., eu e a minha mãe ficamos do lado da moça,
obviamente, que estava calada, nós falamos “Moço, você tá ficando louco? Não
pode xingar a menina assim, não, seu machista!”. Você acha que o moço de repente se tocou dos
seus erros e pediu desculpas arrependido? Porque no fundo era o que eu e minha
mãe queríamos. Não! Ele começou a xingar a mim e a minha mãe. Você acha que
depois disso minha mãe se tocou que havia feito algo errado e pediu desculpas?
Claro que não... Ataque por ataque. Naquele dia, não houve conhecimento,
debates calorosos de mentes sedentas por saber, não. Todos saíram prejudicados,
a moça foi xingada, minha mãe, o moço. Eu e minha mãe ficamos com tanto medo
dele partir para a agressão física que saímos do mercado, e aquele dia eu tive
a certeza de que o feminismo era algo ruim. Não! Apenas o modo como lidamos com
ele. Hoje eu penso que, na hora, poderia chamar o gerente para ele resolver,
pegar o número de celular da moça, fazer amizade com ela, procurar saber o que
aconteceu, chamar ela para uma roda de conversa entre mulheres, fazer um clube
do livro sobre feminismo, voltar ao supermercado, ser gentil com o moço e
convidá-lo para um debate sobre feminismo. É meus amigos… mudar o mundo é
difícil, mas eu garanto que vale a pena. E agora, mesmo que eu volte àquele
mercado e os dois personagens desta história estivessem no mesmo lugar, eu
garanto que iria ser três vezes mais difícil convencer o moço de que o
feminismo é uma coisa boa. Porque, mesmo sem querer, na visão dele, o feminismo
o xingou.
- Tente incluir os homens: O movimento feminista preza pela igualdade de direitos entre todos os
indivíduos da sociedade, então por que quando há um vídeo falando sobre
feminismo, as mulheres costumam compartilhar somente entre elas? E para essa
pergunta há muitas respostas, mas acho que a principal é: O medo, medo de
descobrir que nossos amigos também são machistas, medo de rirem da nossa cara,
medo de perguntarem ironicamente “Você é feminista?”. Medo de não verem a
indicação com bons olhos, medo, muito medo. Mas o feminismo é em si o desejo de
igualdade entre todos, os homens e principalmente eles, devem ser incluídos nesses
assuntos, nós mulheres nunca vamos conseguir transformar o mundo sozinhas,
muitas de nós estão envolvidas nos assuntos feministas, mas os homens, não. E
esse assunto é pra ontem! Como vamos diminuir o machismo se os homens, que são
os protagonistas dessa história, não sabem direito o que machismo significa, se
eles acham que é normal pedir para a mulher tirar o batom vermelho, ou se eles
se sentem superiores as mulheres de alguma forma. Homem, se você estiver lendo
isso, muito obrigada, de verdade, eu não estou dizendo que todo homem se
comporta de tal jeito ou maneira, estou dizendo que muitos se comportam, eu sei
que existem milhares de homens muito bons, querendo aprender e querendo ver o
mundo também um pouco melhor, nós mulheres precisamos da sua ajuda, se puder,
passe adiante o seu conhecimento e este texto, e assim, suavizamos o amanhã,
nem que seja, leitor por leitor.
Por André Lucas Antunes Dias, 3.9
Horizonte
Procurava por um certificado
Mas isso só certificava a
hierarquia
E eu sempre enxerguei em tons
vermelhos
Vermelhos demais
Para me considerar tão ouro
E não parte do todo
Por Vitória Maria Gava Ferreira, 3.9
Testamento às almas
perdidas
Eu bem me lembro do dia em que
senti vergonha do Sol, das vezes em que me machuquei, para ter certeza de que ainda
sangrava, para saber se ainda estava viva, e na verdade, não estava. Quem
escreve esta carta já esteve morta, não a morte carnal na qual o corpo é
presenteado à terra, mas a pior morte de todas, silenciosa e infinitamente
dolorosa, a morte da alma.
Viver não fazia sentido, viver
era dor, minha respiração me incomodava, e muitas vezes tentei me encontrar com
o anjo da morte. Eu acordava querendo dormir, esperava o dia passar
angustiosamente, e muitas vezes de noite chorava até dormir, alguma delas com uma
sacola na cabeça ou uma corda presa ao pescoço, consequência das minhas
inúmeras tentativas inválidas de acabar com aquilo que sentia, acabar com a
dor, e parecia que ela nunca iria embora, que havia me escolhido para me
perturbar enquanto existisse, eu me sentia como em um inferno pessoal, como se
tudo no mundo existisse para me iludir, e no fundo me causar ainda mais
frustrações.
Eu sei que terão pessoas que
acharão este texto lúgubre demais, mas eu também sei que em algum momento terá
alguém que lerá estas frases com lágrimas nos olhos, triste, se identificando
com cada palavra, e este testamento é especialmente dedicado a você.
Eu não sei muito bem o que falar
para te convencer, pois eu já senti isso e sei que é muito difícil acreditar na
felicidade, acreditar que tudo vai mudar. Eu achava impossível. Eu acreditava
que o mundo era um lugar sombrio, repleto de dor; para mim, todas as pessoas
deviam morrer também, pois as atitudes extravagantes do ser humano não afetavam
incansavelmente a ele, mas também as outras formas de vida, os animais, as
plantas, o homem não é somente o lobo do homem, é também o lobo de tudo.
Mas o homem também pode salvar,
existem pessoas boas, ou ao menos que tentam ser boas e isto já deveria contar,
afinal nascemos, temos consciência de tudo ou boa parte do que está ao nosso
redor, mas não ganhamos nenhum manual de como viver. O homem estraga, mas tem a
capacidade de consertar, o homem também pode deixar melhor. O homem é o ser
mais confuso do universo, a ele pertence a solidão e a perdição, mas também a
solidariedade, o amor e o revigoramento.
E foi com a ajuda do homem que eu
saí deste buraco em que eu estava presa há tanto tempo que parecia não ter fim.
Primeiramente, esta parabenização pertence a mim, eu precisei suportar muito
para chegar até aqui, precisei de paciência, força de vontade, eu não trilhei
um caminho perfeito, retilíneo, não! Como tudo na vida, houve contratempos,
passos à frente, passos para trás, curvas e devaneios, mas depois de um tempo,
já comecei a ver a estrada colorida, comecei a acreditar na felicidade, pois
ela também me acompanhou por alguns momentos, e a dor deixou de me seguir, ela
não desapareceu. Agora eu não a sinto o tempo todo, somente quando ela
realmente deve se apresentar, e tem sido maravilhoso.
Não houve fórmula mágica, ou
algum tipo de ritual religioso, eu apenas comecei a fazer tratamento
psiquiátrico e psicológico, eu tomo alguns medicamentos e tento dar o meu
melhor, me expressar ajuda muito! Principalmente se você tem o hábito de se
machucar propositalmente, experimente desenhar, cantar, dançar, tocar algum
instrumento, não se preocupe com a beleza, tente externalizar o que está
sentindo, mesmo sabendo que é impossível, tente! Praticar exercícios físicos,
conversar com pessoas de que você gosta também ajuda bastante, mas não se cobre
demais, tome seu tempo, faça o que for melhor para você!
Mas, por favor, se você sente
parte das coisas que citei acima, não espere! Procure ajuda imediatamente,
converse com pessoas ao seu redor, não precisa dizer muito, fale que sente
necessidade de ter um acompanhamento médico. E, se você já está em algum
tratamento, mas não sente melhoras, ou acha que está piorando, pare! Eu também
já passei por isso, o tratamento é algo muito pessoal e precisa ser feito com
pessoas de sua confiança, pessoas com quem você se sente melhor quando acaba a
consulta, nunca o contrário.
Por favor, não perca as
esperanças, eu digo isso quase chorando porque, se eu tivesse feito esta carta
para mim mesma no passado, muito provavelmente não teria me convencido, a dor é
tão forte que nos cega. Mas hoje eu estou tão bem, finalmente normal! Hoje eu
estou feliz, e tenho certeza de que você também estará! Dê uma chance a você
mesmo, algo incrível te aguarda! Hoje eu tento dar a você, querido leitor, algo
difícil, mas não impossível de se ter, com a minha história, eu tento te dar
esperança...
Por André Lucas Antunes Dias, 3.9
O gênio
O poeta que procura se isolar no
egocentrismo lírico
Se engana ao achar que está
falando somente de si
Dissociado do outro
Porque ele é o outro, ele é sua
época
Caros leitores, hoje trataremos
de um assunto pouco discutido, mas muito importante. Já citamos aqui que nosso
intuito é instruir, passar conhecimento e informação, fazer as pessoas
aprenderem um pouco mais, principalmente sobre o feminismo. Mas hoje não
discutiremos assuntos específicos do feminismo, mas o próprio ensino. Nós, as
garotas do Batom Vermelho, desejamos que você, ao aprender algo conosco, passe
esse conhecimento adiante. Explicarei a importância disso e logo depois
falaremos sobre dicas de como ensinar melhor.
Eu, desde pequena, sempre amei livros, meu sonho era ter uma casa com
uma enorme biblioteca, hoje em dia esse sonho não cabe mais a mim, não pela
falta de entusiasmo ou desinteresse, mas pela filosofia que isso traz. Imagine
eu em uma casa enorme, repleta de livros, um sonho para quem ama ler, mas eu
sou uma pessoa só e, trazendo esse sonho para a realidade, teria que passar um
bom tempo limpando todos os livros da sala, e para quê? Afinal sou uma pessoa
só e demoro para ler um livro inteiro, além disso, leio um por vez, então para
que milhares apenas juntando poeira, sendo que se não estivessem na minha casa
poderiam estar nas mãos de bons leitores, ajudando suas vidas, trazendo lazer,
diversão? Depois que parei para pensar sobre o meu sonho da casa com a
biblioteca, percebi que era um sonho vazio, então decidi doar boa parte dos
meus livros. Não está sendo fácil, mas já me desfiz de alguns que li e, na
contracapa, eu sempre escrevo uma frase simples e poderosa que tem tudo a ver
com este texto “Conhecimento guardado é conhecimento perdido”.
Quanto mais sabemos, menos alienados, mais fortes, mais abertos à
resolução de problemas; quanto mais conhecimento, melhor. Fato! Até mesmo
quando você começa a ler Friedrich Nietzsche, se debruça em cima do niilismo e
chora como se não houvesse amanhã, ainda tem a parte do Übermensch, ou, como
falam aqui no Brasil, o Super Homem de Nietzsche, que na minha opinião é uma
luz em meio ao caos. Até mesmo esse filósofo tem frases deveras otimistas como
“É preciso ter o caos dentro de si para dar à luz uma estrela dançante”. Quando
aprendemos, mesmo ao passar por períodos turbulentos, sempre chegamos a algum
bom lugar, pois mesmo ao perceber o caos do mundo, começamos a pensar em como
lhe trazer no mínimo uma luz.
Leonardo da Vinci fala sobre conhecimento nesta frase: “O conhecimento
torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria.
Armazena suavidade para o amanhã.” É este meu desejo: suavizar o amanhã. Mas
para obter uma melhora é preciso saber primeiro o que melhorar, é preciso saber
o que há de errado, o que podemos fazer para melhorar, como e qual a melhor maneira,
como fazer isso mais rápido. Como fazer com que as pessoas queiram aprender?
Como ensinar? Como convencer pessoas que estagnaram em uma opinião que muitas
vezes nem pertence a elas, apenas não foi questionada? Tudo bem... Respira,
escritora, respira... Até o narrador desse texto sabe como a autora se empolga
ao falar sobre este assunto (conhecimento, no caso).
Um aviso: eu provavelmente vou
dar um nó na sua cabecinha hoje, que espero amenizar depois, quem sabe fazer um
laço? Com certeza, muitos de vocês conhecem a seguinte frase “Só sei que nada
sei.” de Sócrates. Essa frase, por mais inusitada e paradoxal que pareça, é o
início do conhecimento; nós não sabemos, nós devemos questionar absolutamente
todas as coisas, chegar a uma conclusão para depois de ter certeza que sabe,
questionar o que já foi aprendido e aprender que não sabe nada, mas sabe alguma
coisa, e mesmo assim correr atrás para saber mais, e quando souber, descobrir
que não sabe. Confuso? Talvez. Trabalhoso? Demais. E sabe por que fazemos isso?
Porque o universo não veio com manual de instruções. Se você for parar para
pensar, está todo mundo aprendendo a viver, crianças, idosos, todos os dias,
todas as horas, e o que podemos fazer é tentar melhorar este mundo confuso para
as próximas gerações, com conhecimento. Pense por um segundo se todas as
pessoas do mundo pensassem que já sabem de tudo... Ninguém aprenderia, não
haveria evolução.
Sim, pessoas, eu não sei, a Isabela não sabe,
e o que estamos fazendo aqui nesta coluna, então? Aquela parte trabalhosa: tentando,
questionando, pensando, aprendendo, desaprendendo, aprendendo mais e tentando
fazer outros se juntarem a nós.
Desde o nascimento, nos é
ensinado o que é certo e errado e a partir daí reproduzimos valores impostos
pela sociedade. Isto quer dizer que agimos conforme regras impostas, sendo
recompensados quando seguimos as regras e castigados quando as infringimos.
Mesmo assim, somos livres para
agirmos dentro dos limites impostos pela ética e pela moral. Essa liberdade
parte do princípio do respeito aos direitos alheios. Entretanto, na vida
prática não existe o respeito ao homem em si, o que existe na consciência
humana é o respeito a si mesmo, a busca constante para si próprio. Nossas
decisões são diretamente ligadas a ética e moral, uma vez que, como citado
anteriormente, elas podem afetar positiva ou negativamente na maneira como
somos vistos por outras pessoas.
A citação de Aristóteles é
verídica, somos fruto das nossas próprias escolhas, nosso futuro depende das
nossas ações presentes.
Por Vitória Maria Gava Ferreira, 3.9
INFANTO-JUVENIL
O caos se instala no peito
Eu procuro a estrela dançante
A cor púrpura na veia cava
inferior
Mas o preto encharca os olhos
Escorre
E a pele absorve
Queima
Cicatriza
Eu esqueci qual cor é o roxo
Preto, só enxergo preto
De algum modo me sinto mais forte
Como um café amargo
Relutante
Impaciente
Quente.
Por André Lucas Antunes Dias, 3.9
"KKK não são potássios"
“KKK não são potássios”. Assim o
rapper belo-horizontino FBC consagra sua participação na música Poetas no Topo
2. Apesar de aparentemente inofensiva, essa frase, e seu contexto, diz muito.
Mas, para entender isso, precisamos falar de Karl Marx, Estruturalismo,
Positivismo, Viviane Mosé e Nietzsche.
Você já deve saber que, segundo o
filósofo alemão Karl Marx, a sociedade segue um movimento dialético, ou seja,
em que opressores sobem ao poder e exploram a força de trabalho dos oprimidos
até que esses se voltem contra eles. Todavia, o que você talvez não saiba é
que, posteriormente, Louis Althusser, filósofo estruturalista francês, utiliza
desse conceito de Marx para analisar a Escola. Segundo seu pensamento, essa
instituição é um aparato reprodutor da ideologia burguesa, em outras palavras,
o pensamento dos opressores. Observe: A cada bimestre, estudamos para
conseguirmos a nota máxima nas provas; essa estrutura, reproduz nitidamente a
hierarquia do capitalismo: ou você é eficiente o suficiente para chegar ao Topo,
ou então você está fadado à mediocridade. O aluno nem sequer tem uma educação
individualizada. As turmas são dispostas em, usualmente, fileiras de 10 alunos
cada. Logo, ele precisa acompanhar o ritmo dos outros no mesmo tempo, não
importa se o seu processo de aprendizagem é mais lento, pois esse é o
capitalismo, você não escolhe onde nasce, você apenas nasce e deve trabalhar
para chegar ao status da burguesia. Nos anos finais na Escola, começamos a nos
dar conta de que em breve prestaremos vestibulares e, novamente, precisamos ser
os melhores. A pergunta que fica é: Por que o Estado não se propõe a
proporcionar uma Universidade gratuita para todos? Não somente para quem tem
cotas (importantes, mas não o suficiente), mas para todos. Por que ele não pensa
em um sistema que não se baseia em notas? Ele não o faz porque serve aos
interesses burgueses, do empresariado que ganha cada vez mais força através da
ascensão do neoliberalismo, doutrina econômica surgida nos anos 1980,
principalmente nos Estados Unidos e Inglaterra, que prega a intervenção mínima
do Estado na economia, ou seja, a indústria move a sociedade.
Em face disso, a frase “KKK não
são potássios” começa a ganhar mais substância. KKK é a sigla para Ku Klux
Klan, organização extremista religiosa, reacionária, anti-imigração, de extrema
direita, e que acredita na supremacia do povo branco. Ela surge em 1860 nos
Estados Unidos, isto é, 5 anos antes de abolir-se a escravidão no país.
Contrário a essa medida, o grupo utilizava-se de ataques terroristas ao povo
negro. Na música, ela, KKK, aparece como um significante: Um símbolo que ainda
não ganhou significado e que, por isso, cabe ao sujeito atribuí-lo. O eu
lírico, ataca um desses significados que alguém poderia imprimir nela:
potássio. Elemento de número atômico 19 da tabela periódica, ele é representado
pela letra K. Assim, ele afirma que o K da sigla ligada a um movimento
sociocultural teria sua maior associação pelos ouvintes a um mero símbolo do
conhecimento científico. Análogo a isso, o sociólogo Auguste Comte, considerado
até mesmo o “pai da sociologia”, no século XIX, afirmava que a evolução das
civilizações segue uma linha reta, passando pelo estado metafísico, no qual o
ser humano não desenvolveu um conhecimento bem estruturado e, por isso, recorre
a explicações de correlação entre causa e efeito falsas; assim como pelo estado
teológico, no qual, os indivíduos já atribuem a razão dos fenômenos naturais a
entidades místicas, ligadas à religião; por último, o estado positivista seria
o estágio final e mais perfeito dessa evolução, no qual, com o método
científico, o ser humano é capaz de explicar tudo o que acontece na natureza.
Essa visão linear da história levou a, no mesmo século, se popularizar a ideia
de “Ordem e Progresso” presente na bandeira do Brasil. O país havia acabado de
passar pela República da Espada, comandada por militares e que, influenciada
pelas ideias positivistas da Europa, já via a hegemonia das elites como
inevitável, a qual levaria a sociedade para o estado de plenitude positivista.
Então, durante a República Oligárquica, contrário a esse idealismo, ocorre a
Revolta da Vacina. O pensamento positivista havia influenciado o higienismo,
concepção de utilização da ciência para melhoramento das condições sanitárias
de uma população a qualquer custo, levando a uma vacinação forçada contra a
varíola na população, composta em sua maioria por ex-escravos que viviam no
centro do Rio de Janeiro, e, negando essa violência, começou a se deslocar para
a periferia, o que hoje conhecemos como Favelas.
Logo, o pensamento cientificista
extremista, responsável por negar qualquer manifestação cultural para dar
destaque ao “progresso”, ou seja, desenvolvimento tecnológico para aprimoração
do capitalismo e, consequentemente, da força de trabalho proletária, por mais
que não pareça, ainda está muito presente na instituição Escola. Segundo o
filósofo Friedrich Nietzsche, o Ocidente, desde Platão e o seu “Mundo das
Ideias”, valoriza excessivamente a racionalidade, fazendo com que o indivíduo
não realize seus desejos carnais, não ligados somente ao sexo, mas a tudo
aquilo que define “vontade de potência”, em outras palavras, a capacidade do
indivíduo de deixar seus pensamentos fluírem baseado em sua subjetividade. A
filósofa Viviane Mosé, muito inspirada nas ideias de Nietzsche, diz que a
educação incorpora esse culto ao racionalismo quando, na era da informação, da
revolução da memória, ainda prepara os alunos para decorarem fórmulas e
conceitos que seriam muito mais bem aproveitados se inseridos no armazenamento
cibernético e utilizados apenas quando o aluno sentisse necessidade de
consultá-lo, enquanto ele estaria desenvolvendo um pensamento crítico de fato
ao aprender sobre seu campo cultural de forma mais aprofundada e livre,
individual, sem hierarquia. Mas como realizar esse ensino individual? Uma
escola para cada aluno? Evidentemente que não. Você já reparou que a escola
possui funções muito bem definidas ligadas a uma divisão do trabalho? O
faxineiro faxina, o professor ensina, a cozinheira cozinha, o diretor dirige, a
professora leciona. Contudo, todos esses indivíduos vivem diariamente no mesmo
espaço e observam o comportamento alheio, mas, por estarem presos nessa
divisão, não opinam quanto o que sabem sobre o outro. Através de uma Gestão
Participativa da Escola, esses funcionários poderiam se tornar agentes diretos
do aprendizado, desenvolvendo ideais de empatia e compaixão com os alunos, se
relacionando de forma mais próxima com eles, fato discutido com mais
profundidade na palestra “O Contemporâneo e a Educação” da pensadora. Dessa
forma, “KKK não são potássios” faz crítica ao sistema que prepara os cidadãos
para o reconhecimento de símbolos (K) que não dizem nada a respeito de sua
história e cultura (KKK como Ku Klux Klan e o apagamento da memória negra). E ainda,
logo em seguida, o rapper fala “nos deram negócios, voltamos com S cifrado”,
indicando que ele aderiu a essa concepção competitiva do capitalismo, contudo,
“falam de negócios, já que são eles o produto a ser negociado, estão na
promoção”, ele faz crítica ao trabalhador que se aliena dessa condição, ou, nos
termos de Karl Marx, o lumpemproletariado, o proletariado que não tem
consciência de classe e não se reconhece como oprimido, devido a reprodução da
ideologia burguesa nas esferas da sociedade, como a Escola. A partir disso, seu
“S cifrado” foi conquistado não por uma submissão ao modelo produtivo, e sim
através do Rap, afirmando sua cultura, frustrações e reivindicações, negando o
sistema ao mesmo tempo que participa dele, sendo agente ativo do processo
dialético da história. Toda essa substância em poucas linhas, linhas fortes e
angustiantes.
A questão da vacinação atrelada à
sociedade não se trata de uma intervenção atual, uma vez que a primeira vacina
foi criada no século XVIII, por Edward Jenner, pesquisador inglês, que dedicou
20 anos de sua vida para o estudo da Varíola. Em 1796 a experiência feita por
ele permitiu a descoberta da vacina e a divulgação do seu trabalho dois anos
depois. O que alterou completamente a ideia de prevenção contra doenças e
tornou a Varíola a primeira doença infecciosa erradicada por meio da vacinação.
A vacinação é importante para a
sociedade, porém, atualmente, têm surgido muitos movimentos antivacina, sendo
caracterizados segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos dez
maiores riscos à saúde global. Isso porque ameaçam reverter o progresso
alcançado no combate a doenças evitáveis por vacinação, como o sarampo e a
poliomielite. Entretanto, os movimentos antivacina vêm crescendo no mundo todo,
inclusive no Brasil, que sempre foi exemplo internacional.
O que impede tal problema ser
solucionado é a desinformação ou a veiculação de fake news, por meio de plataformas digitais, redes sociais, dentre outros. Uma
parcela dos cidadãos, sob influência de argumentos errôneos, passa a
negligenciar as vacinas, resultando em um problema para toda sociedade. Segundo
a pediatra Eliane Matos, da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, “Quando
uma pessoa é imunizada, protege, de forma indireta, as que não foram”. Por isso
a vacinação é algo tão importante a ser discutido.
Portanto, medidas são necessárias
para resolver o impasse, tais como ações envolvendo os órgãos públicos,
relacionados à saúde e a educação, provendo conscientização à população,
através de palestras, trabalhos sociais, verificação do cartão vacinal nas
escolas, uso de folders informativos, etc. Cabe à população ser mais seletiva
perante as notícias veiculadas na internet, buscando sempre pesquisar a
veracidade das informações para não replicar informações errôneas.
"O
verão está chegando pra praia desce geral". Parafraseando MC Davi, começo
esse texto dizendo que, para muitos estudantes, janeiro não é mês de praia (até
porque estamos em isolamento social) mas sim, de Enem. Que maravilha!
Como em toda prova de vestibular, existem,
além de muito estudo e dedicação, ansiedade e sentimentos negativos, que não
devem ser romantizados. Como assim, "romantizados"? Aquele aluno que
passa doze horas por dia estudando e abre mão da sua vida social para estudar
não deve ser visto como um símbolo primordial de dedicação, qualidade de estudo
e desenvolvimento pessoal. Pelo contrário, essa atitude pode causar inúmeros
transtornos mentais e físicos para esse estudante. Por isso, sempre digo que
quantidade é diferente de qualidade. Preze sempre pela qualidade dos seus
estudos, colocando pausas e praticando aquilo que aprendeu nas aulas.
Mas, o tema desse texto é sobre como se
concentrar e manter a calma durante a prova. Antes de tudo, nunca seja negativo
quanto ao resultado final. O pessimismo só trará mais ansiedade. Prepare o seu
corpo para o "grande dia" enquanto faz simulados e provas anteriores.
Nessa edição do Enem, será obrigatório o uso de máscara. Então é melhor ir se
acostumando com a ideia de ficar horas com essa coisa no rosto.
Na hora da prova, sempre pause para
respirar. Isso tem uma explicação biológica: Ao inspirar profundamente, ocorre
as trocas gasosas, e o oxigênio será enviado para o sangue, onde penetrará a
célula. A partir disso, uma organela chamada de mitocôndria, produzirá energia
(ATP) a partir do oxigênio. Em resumo, respirar garante que o nosso cérebro
continue funcionando normalmente.
Finalmente, busque se concentrar olhando
apenas para a sua prova. Deixe as questões difíceis para o final. E uma dica
bônus: o Enem possuí um sistema chamado de TRI, que preza que o aluno acerte
questões fáceis. Do contrário, interpreta-se que esse aluno colou. Confie no
seu potencial e sempre tenha o seu sonho em mente, pois ele te dará a motivação
necessária.
Bom dia, boa tarde ou boa noite a você que se comprometeu a ler este
texto, sejam todos muito bem vindos! No último texto da coluna Batom Vermelho,
nós falamos um pouco sobre rivalidade feminina e como ela surgiu, hoje nós
vamos falar por que isto acontece até hoje, afinal, grande parte do mundo não
vive mais no contexto em que a rivalidade feminina começou, então por que isso
se perpetua?
Como vimos no último texto, a sociedade, tempos atrás, era totalmente
diferente da nossa, não havia tanto conhecimento da ciência, medicina, não
havia tecnologias como a internet, celulares, isso tudo é muito novo. Então,
apesar do contexto ter mudado, vários comportamentos e pensamentos continuam
sendo reproduzidos como se fossem uma verdade absoluta, a rivalidade feminina
não tem a ver com brigas, puxões de cabelo ou algo do tipo, ela é muita das
vezes sutil, mas poderosa, às vezes nem percebemos quando dizemos alguma coisa,
mas sem querer estamos incentivando essa rivalidade.
E, inclusive, os homens, por muitas vezes não se interessarem pelo
assunto feminismo ou ao menos não terem conhecimento sobre, acabam sendo
grandes propagadores das “Fake News Femininas”. Esse é um termo inventado por
mim (uma das autoras da coluna) para designar alguma frase, mensagem que parece
ser real, parece ser boa, às vezes, mas na verdade incentiva a rivalidade
feminina, um exemplo dessas Fake News é quando um homem diz “Você não é como as
outras!” Xii... ALERTA Fake News Feminina, sim eu sei que a intenção é muitas
vezes elogiar, mas você não precisa diminuir todas as outras mulheres para
elogiar alguém, certo?
Veja outro exemplo que aconteceu com a Isabela Andrade, uma das autoras
da coluna. Certa vez, ela foi a um evento de arte junto com um grupo de Hip-Hop
de que ela participava. Ela estava na plateia e uma menina de cabelos cacheados
subiu no palco e estava preparando para se apresentar, quando um integrante do
grupo que estava ao lado dela disse: “Vai lá jogar seus cachos na cara dela!”
com o intuito de “elogiar”, claro. No momento, Isabela até riu, mas depois de
chegar em casa e repensar a situação, ela percebeu que era um exemplo de
rivalidade feminina, algo sutil, mas capaz de colocar as mulheres umas contra
as outras.
Não pense que são somente homens que incentivam isso, acontece com
praticamente todos uma hora ou outra, é algo que veio de muito tempo, é
estrutural, e é difícil mudar, mas não impossível. As pessoas que reproduzem esse
comportamento, na maioria das vezes não tem culpa, muitas vezes não percebem o
que estão fazendo, às vezes, não sabem que a rivalidade feminina existe e, se
essas pessoas reproduzem esse comportamento/pensamento, é porque elas já foram
ensinadas a isto.
É triste viver num mundo semeado de ódio e desconfiança estrutural. Por
isto é que tive o trabalho de escrever estes textos, acredito que informando as
pessoas sobre esses problemas, conversando com elas, falando sobre a história,
os comportamentos, as pessoas podem mudar, podem perceber, assim como eu, que
algo está errado, descobrir o que, ficar atento a essas falhas e tentar não
repeti-las. É assim que evoluímos.
Para terminar, gostaria de apresentar a vocês um termo feminista lindo
chamado “sororidade”. Não, eu não escrevi errado e não tem a ver com som, é
SO-RO-RI-DA-DE, que significa uma união entre as mulheres apoiada na empatia e
companheirismo que busca alcançar e manter relacionamento e atitudes positivas
entre elas. Dessa forma, as mulheres se juntam e se apoiam sem julgamentos a
favor da igualdade de gêneros. É uma relação de união, de afeição e de amizade
entre mulheres.
Eu não sei você, mas eu prefiro um mundo espalhado de amor e confiança,
onde as pessoas podem ser quem elas são, sem julgamentos, e com muita
compreensão. Sim, eu sou uma sonhadora, uma sonhadora colocando a mão na massa
tentando construir um mundo melhor, tentando transformar sonhos em realidades,
nem que seja uma pessoa de cada vez. O que você acha de ser a próxima pessoa,
caro leitor?
Por Vitória Maria Gava Ferreira, 3.9
QUERIDA INFÂNCIA
Castelos feitos de barro, com
baldes
Colheres e a mangueira,
A roupa toda suja
E o sorriso radiante, mesmo com
poucos dentes,
Os que visitam sentem a energia
A euforia, a alegria
Há muito o que aprender,
Muito o que tocar, sentir, viver
Por enquanto,
O pequeno só se preocupa em
brincar,
Faz bagunça em casa, deixa
pegadas no chão
Rola na areia e dá e finge que é
um leão,
Gosta de ouvir histórias, e
assistir televisão
Vai para a escolinha, e canta uma
canção.
As primeiras palavras,
descobertas,
Uma vida cheia de emoção
Porém também os primeiros
espantos
E muita, muita imaginação.
Por Priscila Rebeca Siqueira, 3.11
PARA ELE
Éramos as estrelas.
A música.
O tempo.
Éramos o Sol.
A lua.
O vento.
Éramos assim
Sem início nem fim
Um fluxo perfeito
Que o prendia a mim.
Éramos o ciclo
A rua vazia
A jazida.
Que jaz ia
encontrar em mim.
Éramos o eco
O arco reflexo
Que refletia a mim.