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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Sonhos


Sonhos


Glee é uma série musical adolescente que conquistou a galera em 2009 na sua primeira temporada. A história tem seu pontapé inicial com o professor Will, que quer a todo custo retomar o antigo e bem sucedido coral da escola McKinley, onde leciona. O problema é que ninguém quer participar do clube do coral da escola e, quando ele encontra alguns alunos dispostos a participar, digamos que eles não são um grupo muito convencional: Rachel, com complexo de estrela e potencialmente problemática; Finn, o atleta bonito, mas não tão provido de inteligência; Quinn, a líder de torcida infiltrada pra saber como destruir o clube (patético); Mercedes, a garota com personalidade forte que diz a verdade na lata.
Já deu pra perceber que essa mistura não daria muito certo, e esses são só alguns exemplos! Mas, por ironia do destino, as diferenças entre eles fizeram com que esse coral fosse o mais curioso e chamasse a atenção de todos.
Glee teve tanto sucesso que rendeu seis temporadas, e é uma das poucas séries amplamente aclamadas pelo público e pela crítica pelo seu excelente enredo.
Pode-se dizer que essa é uma daquelas séries que você acha ser bem fraquinha e tem aquele preconceito velado, mas quando você assiste se pergunta: "cara, por que não assisti a isso antes?" Sim, colegas, já sabem o que vou dizer, não é?  Assistam a Glee!

Arte

Lucas Otávio de Souza, 3.3


Arte

Gabriella Rayane Silva, 3.2



sábado, 26 de outubro de 2019

Sufoco

Por Priscila Rebeca Siqueira, 2.11

 

Sufoco


As gotas caem
Os olhos marejam
Até quando vou tentar ser
O que querem que eu seja?

Sufocam minha essência
Tiram meu ponto de Fuga
O mundo é doente
Mas ninguém leva a culpa

Escrevo poemas
Com versos reais
Só entende quem quer
Ou quem finge de mais

Já li versos clichês
Já escrevi canções de amor
Mas os versos que escrevo
São os versos da dor.

Despersonalização

Por Vitória Maria Gava Ferreira, 2.14

 

Despersonalização


Tudo estava bem
Mas é assim que as coisas ruins
Começam
Os sentimentos se movem, eclodem, explodem
Se mesclam
E tantas linhas misturadas na confusão da minha cabeça
Me disseram novamente
Não vai entender até que cresça
Cresci?
Porque eu já não sinto nada
A solidão não me indaga
Uma mentira não estraga
E a voz da minha cabeça
Já não me maltrata
Mas fica calada
Então eu não sei
Por quem estou sendo controlada
Corri pela casa, toquei violão pelada
Não me senti envergonhada
Só quando me comove
A água me tocava
No banho que eu tomava
Escorria pelo corpo
A alma não ria de novo
E eu presa nos ladrilhos frios do banheiro
Paralisada, olhando a água jorrar do chuveiro
Naquele momento eu quase entrei em desespero
Mas juro, era só água percorrendo o corpo inteiro
Até me convenci de que eu estava morta
Que vagava pelo mundo como uma remota
Só via preto e branco, esqueci das aquarelas
Talvez eu tenha pensado em realidades paralelas
Depois fiquei orgulhosa, escrevi muito sentindo pouco
E cheguei à conclusão que meu banho é meio louco
Pensei que o monstro fosse “Ser ou não ser?”
Mas passei desta fase
Quando você está programado pra morrer?

Arte

Ariane Nathali de Campos, 3.3


Arte

Washington José dos Reis, 3.3


Arte

Matheus Vinícius Julião, 2.13


Arte

Raísa Estevão de Oliveira, 3.2


Arte

Kamilly Mara dos Santos Lopes, 1.7


Arte

Pedro Henrique Vieira, 1.4


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

A canção humanamente modificada


Por Juliane Camilly Lasnou Costa, 2.13

 

A canção humanamente modificada

Minha terra sem palmeiras,
Onde é extinto o Sabiá;
As árvores que aqui queimam,
Sempre queimaram como lá.

Nossos céus escureceram,
Nossas flores virou pó,
Nossos bosques incendiaram,
Nossa vida deu um nó.

Em  pensamento, sozinha, sempre,
O desgosto eu encontro cá;
Minha terra sem palmeiras,
Onde é extinto o Sabiá.

Minha terra tem agricultores,
Que tais querem a vida ceifar;
Sempre em busca de seus valores
Sem se quer na mãe natureza pensar;
Minha terra sem palmeiras,
Onde é extinto o Sabiá.

Não permitem meus amores,
Que furtem nosso lar;
De graça recebemos primores
E de graça estamos a dar;
À nossa selva Amazônica,
Onde é extinto o Sabiá.