Izabele de Paula Oliveira, 1.7
segunda-feira, 8 de abril de 2019
O Grande Final
O
Grande Final
Fala, galerinha! Tudo bom? Hoje
eu não vou falar de nenhuma série, mas de um assunto que todo mundo sabe e para
o qual tenho certeza de que estão todos ansiosos: Avengers – End Game
(Vingadores – Ultimato) estreia neste
mês de abril, dia 26, em todos os cinemas do Brasil e promete o final mais
épico de todos os tempos.
Perguntei a alguns amigos o que
eles acham que vai acontecer no filme e algumas teorias bem legais (ou não)
estão a seguir:
1. E se o Dr. Estranho viu que o único jeito que os
Vingadores podiam derrotar o Thanos era o deixando ganhar? Então, o que aconteceu
na realidade paralela em que Thor acertou o machado na cabeça dele?
2. No filme do Dr. Estranho, ele faz um loop infinito para barganhar. E se no momento em que
ele viu as milhões de possibilidade de o Thor vencer, agarrou-se à última
chance de reverter, deixando Thanos ganhar naquele momento, criando uma espécie
de loop com a joia do tempo e, por isso, o filme se chama “Guerra
Infinita”? #Polêmico
3. O último trailer que foi
lançado mostra um trecho de um funeral. Há quem diga que é Tony Stark sendo carregado
no caixão pelo Capitão América. Tomara que não, né? #TeamIronMan
4. Todo mundo quer que Loki esteja vivo mesmo. Mas tem
um pessoal criando teorias loucas para isso. Uma delas é que Bruce Benner não
consegue se transformar no Hulk, porque, na verdade, é o Loki disfarçado. Haha.
Cada um com suas ideias, né? Kkk
5. Agora, a última: E se o final de Ultimato for igual
ao de Amanhecer – parte 2? Mano, se isso acontecer vou ficar Full Pistola :/
Creio que a Marvel não faria isso, não. Né??? Hahaha.
Isso
não é bem uma teoria, é mais uma curiosidade: End game é um termo em inglês que é utilizado no xadrez,
uma jogada que sacrifica as maiores e mais importantes peças, com o objetivo da
vitória. E isso significa que perderemos grandes personagens.
O
filme é um dos lançamentos mais aguardados do ano e, com toda certeza, será
recorde de bilheteria. O longa terá exatamente três horas e dois minutos de
duração, então, compre o maior balde de pipoca e escolha bem sua companhia. Ah,
quase me esqueci: leve um lencinho também, sei lá, vai que cai um cisco no seu
olho.
segunda-feira, 18 de março de 2019
O TRIBUNA ESTUDANTIL COMPLETA 11 ANOS “É MUITO MAIS QUE UM JORNAL, É CULTURA.”
O Tribuna Estudantil completa 11 anos
“É muito mais que um jornal, é
cultura.”
Por Juliane
Camilly Lasnou Costa
Colaboração: Júlia Luciana Barra
Há 11 anos, o Jornal Tribuna Estudantil da “Escola Estadual Henrique Diniz”, de
Barbacena, no estado de Minas Gerais, foi elaborado pela
professora de português da mesma, Paula Campos. Assim criado, com o intuito de
incentivar os alunos e a comunidade escolar a demonstrarem seus talentos
através da arte de expressão, que engloba desenhos, redações e até mesmo
colunas.
Ao longo de todos esses anos, os alunos demonstram suas opiniões, seus conceitos e
principalmente sua essência. Em cada obra, um detalhe que remete a seu autor. O
Jornal do HD, como é popularmente chamado, é uma linha
que transmite aquilo que todo
estudante gostaria de ter: um porta-voz dentro da escola. Em entrevista, a
professora de matemática Janaína Ribeiro fez questão de dizer “eu o acho muito
informativo, muitas vezes é a melhor forma do aluno se expressar; o aluno tem a
total liberdade de fazer o que gosta.”. E quando questionada
sobre o que mudaria ou acrescentaria na página,
relatou “eu não mudaria coisa alguma,
o apoiaria na divulgação”.
Questionamos também a ex-aluna Rafaela Damasceno, que
expressou suas ideias e experiências: “o jornal me abriu espaço para dar valor
ao que eu considero especial; ele me deu oportunidades e me mostrou coisas que a mim são importantes, por me fazer despertar a minha
criatividade, em ciência
de que ela não é banal.”. E
ainda continuou dizendo “assim como o nome propriamente diz, o Tribuna, para mim, é onde eu posso me abrir e ser escutada.
Seja através de textos, desenhos[...]”. Rafaela fez questão de deixar sua
homenagem “por fazer questão da arte, do implícito, do significado e da voz dos alunos, parabéns, TE!”.
A atual aluna Júlia Barra também deixou seus agradecimentos:
“pelo tempo em que estudo no Henrique Diniz, tenho muito a agradecer ao Tribuna Estudantil, por
sempre dar liberdade
de expressão aos alunos; com
tantos talentos ocultos pela escola, não podia haver projeto melhor para
expressá-los. Agradeço também pela oportunidade de sempre participar dos
projetos estabelecidos pelo jornal. Enfim, 11 anos de Tribuna...
Que o jornal nunca deixe de ter essa importância no ambiente escolar, e sempre
esteja repleto de talentos incríveis!”.
Em meio a
tantos alunos, aqui eu estava, cresci dentro do colégio
e acompanhei os primeiros passos do projeto. Cada texto e cada desenho que publico há seis anos têm uma história para lá de especial e este é um deles. A partir da primeira
publicação, tudo se torna prazeroso,
o mural torna-se refúgio para todos os meus sentimentos. Enquanto o mundo
permanece alienado em uma bolha digital, ele se torna um instrumento de
discernimento e é muito mais que um jornal, é cultura. Parabéns, Tribuna Estudantil;
continue a ser o que é para mim, para
gerações que possam desfrutar daquilo que atualmente desfruto!!!
Noite de Lua Cheia
Por Priscila Rebeca Siqueira, 2.11
Noite de Lua Cheia
Lá estava
Observando o luar
Ó quão doce são as ilusões
Que pudesse proporcionar
Uma noite fria
Para um coração gelado
Em um momento de distração
Pôs-se a estar despedaçado
Uma única estrela estava acima da
lua
Era a esperança da alma nua
Despida de amores e sensações
Guardando os versos de todas as
paixões
Paixões as quais não são
compreendidas
É relativo como entram e saem de
vidas
A estrela se torna distante
Percebe que a esperança não é
relevante
Poeta anônimo e sentimental
Se aproveitando de momentos
Colocando no papel o que acham
banal
Mesmo sendo os próprios
sentimentos
Mas qual a relevância?
Quem foi o terceiro homem a pisar
na lua?
Ou a entrar ao coração de alguém?
O que prevaleceu foi a
ignorância.
Ignorância de acreditar que
poderia ser
E não foi
Mas quando será?
Nem a lua pode dizer...
Era um fim ou um começo
Era um ciclo vicioso que prendia
Que levava agonia
Despia sua alma da sensatez...
A fera
Por Yasmin Lopes Rodrigues de Carvalho, 3.1
A
fera
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E
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stava em minha. Já se passava da meia-noite,
mas tinha um barulho um tanto quanto suspeito vindo da parte de baixo. Coloquei
meus chinelos, mas estava um pouco receoso, pois não tinha ninguém em casa.
Quando estou descendo as escadas, sinto um vento frio passar por todo o meu
corpo, mas não consegui ver nada, apesar de ter acendido a luz do corredor.
Quando acabo de descer as
escadas, acendo a luz da sala, olho em volta, mas não tem nada lá. Até que
chego à cozinha, acendo a luz e tenho uma surpresa. Encontro o que,
aparentemente, é a criatura mais temida da minha cidade. Ela está se
alimentando de meu cachorro, com as presas em seu pescoço.
Vou correndo na tentativa de
salvá-lo, pois já estava na minha família há bastante tempo. Corro até aquela
cena horrível, começo uma luta cansativa contra a criatura pela vida de meu
cachorro, até que consigo tirá-lo, jogo meu cachorro em cima do sofá, pois a
sala fica ao lado da cozinha, e começo a lutar contra a criatura pela minha
vida agora. Quando meu pai chega em casa, e se depara com aquela cena terrível,
tira sua arma da cintura, já que é um policial, vem chegando perto de nós dois
e acerta um tiro no coração daquela criatura, que cai no chão. Logo em seguida,
meu pai enfia uma estaca em seu coração e dá fim à vida daquela criatura e também
ao terror daquela cidade.
Um minuto
Por Letícia Costa Nunes Pereira, 2.12
Um
minuto
|
E
|
le só via a traseira do ônibus
enquanto corria desesperado atrás dele. Um minuto. Esse foi o tempo que definiu
toda a vida dele. Por “um minuto” ele não pegara o ônibus. Por “um minuto” ele
teria que esperar o outro transporte, que demoraria quarenta e cinco minutos
para chegar. Por “um minuto” chegaria atrasado à escola e por “um minuto” ele
conheceu o amor da vida dele.
Ela era linda, parecia um anjo no
meio do inferno. Seus cabelos loiros e sua pele clara eram peculiares no meio
de cabelos escuros e peles queimadas de sol. Parecia uma miragem. Mais tarde,
no mesmo dia, ele descobriu o nome dela. Fernanda, ou melhor, Nanda, como ela preferia.
Ficou sabendo também que ela era voluntária de uma ONG que atuava na comunidade
em que ele morava.
A surpresa maior foi na
segunda-feira. O dia parecia normal, Dinho, como sua avó o chamava, andava
pelos corredores da escola, na qual tanto batalhou para entrar, e no meio do
fluxo de pessoas lá estava ela, entre peles claras e cabelos loiros se
contrastando com seu cabelo escuro e pele queimada pelo sol. Mas essa diferença
não o abalou. No intervalo, ele foi até ela e Nanda, para a surpresa de Dinho,
foi simpática. Conversaram de tudo um pouco, até o intervalo acabar.
Um sorriso bobo estampou o rosto
de Dinho o resto do dia. E assim foram passando dias, semanas, meses, com eles
ficando cada vez mais próximos. Para ele, foi amor à primeira vista. Para ela,
demorou um pouquinho mais.
Quando ele foi contar para sua
avó, nossa!, foi uma alegria. Quando ela foi contar para seus pais, eles a
proibiram de ficar com ele. “Ele é negro, pobre e mora em uma comunidade”,
essas foram as exatas palavras de seu pai. Ela ouviu tudo calada, inconformada
com a forma preconceituosa de seu pai. Sua mãe nada disse, só observou o marido
gritar aos quatro ventos que sua filha nunca namoraria um favelado. Mas a
menina era teimosa e continuou o relacionamento. Afinal, estava apaixonada.
Dinho estava nas nuvens. Sua avó
ficou tão feliz pelo neto que convidou Nanda para almoçar na humilde casa
deles. Ela foi. E só Deus sabe o quanto eles se divertiram naquelas horas.
Ele, sabendo da violência do
lugar onde sempre morou, caminhava junto a ela para o ponto de ônibus, o mesmo
daquele dia em que ele se atrasou.
Um minuto. Esse foi o tempo que
tudo durou. Ele olhou para o lado e lá estava ela, com um sorriso tão brilhante
no rosto! “Um minuto” para ele se apagar. Seu olhar tão sincero, “um minuto”
ara se fechar. “Um milésimo de segundo” para o projétil perfurar sua linda
pele. “Um minuto” para dois pais perderem a única filha. “Um minuto” para ser
apenas mais um número. “Um minuto” para Dinho perder o amor da vida dele.
Por Pedro Augusto Amaro Dias Rodrigues, 1.7
Será?
Será que realmente somos
racionais?
Já que matamos o que nos dá vida
Incluindo os outros animais
Como pode? Como podemos?
Conseguimos deixar um paraíso nas
chamas do inferno
Será que não vemos?
A natureza e sua beleza,
O homem e sua tristeza,
Uma flor de fogo,
Uma pétala de cinza,
A morte ganha vida
E a vida ganha morte.
O choro da Mãe-Terra,
As lágrimas que matam causando dor,
Os rugidos que ecoam causando
medo,
A ira que queima cortando os céus
E a vingança contra a própria
criação
O inferno na terra
Foi provocado por nós!
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