Milene Carolina da Silva, 2.13
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Olá, serianáticos!
Olá,
serianáticos!
Olá, serianáticos! Esta coluna é
exclusiva para você que é viciado em séries, como eu. Toda semana, irei falar
sobre uma série diferente, suas curiosidades e também vou dividir minha opinião
com vocês.
Para começar, escolhi a série
norte-americana
Riverdale. O primeiro episódio foi exibido
pela Warner
Bros no dia 26 de janeiro de 2017 e,
desde então, vem conquistando fãs em todo o mundo. O que quase ninguém sabe é
que a série é baseada nos quadrinhos Archie, que
eram febre na década de 60, cujo sucesso foi tão grande que os personagens
viraram animação na TV, conhecida como Archie e sua turma. O rapaz ruivo e seus amigos inseparáveis Betty, Veronica e Jughead,
assim como o trio Josie e as gatinhas foram indispensáveis na série atual, Riverdale.
Ok, mas o que é Riverdale? É uma cidade do interior, com 50 habitantes, onde
ocorrem mais crimes que no Rio de Janeiro. Exageros á parte, se não houver
crimes hediondos, intrigas e reviravoltas, não é Riverdale.
A primeira temporada gira em
torno da família mais rica da cidade, os Blossom. Jason, o filho, morre num
trágico acidente no rio (mais tarde, na verdade, descobrimos que ele foi
assassinado). E, então, quem matou Jason Blossom? Você acha que sabe, depois
fica confuso, cria teorias e, no final, é que menos se espera. A segunda já tem
um suspense mais sombrio, um serial killer, que
se intitula Black
Hood, se revela na cidade. E, mais
uma vez, Archie e seus amigos querem desvendar o mistério “quem é Black Hood?”. Já a terceira temporada começou com uma pegada
sobrenatural e ainda não teve um final solucionado, deixando os fãs se
perguntando quem ou o que é o Rei Gárgula e o que tem de tão surreal no jogo de
RPG Griffos
e Gárgulas.
A série está ativa e recentemente
a CW confirmou a quarta temporada, para a alegria de muitos. As duas primeiras
temporadas estão disponíveis na Netflix e a
terceira deve chegar ao catálogo em outubro.
E aí? Ficou curioso? Poucos
dramas teens tiveram tamanho sucesso num pequeno espaço de
tempo e é provável que você também se renda a ele. Então, não perca tempo,
assista a Riverdale e crie suas próprias teorias.
Irmãos em perigo
Por Stephany Dyovana do Nascimento Dias, 3.1
Irmãos
em perigo
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N
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uma noite chuvosa, em pleno Mar
Mediterrâneo, dois irmãos lutavam contra as ondas. O mais velho, com 12 anos, e
o mais novo, com sete; Peter e Alvim.
As ondas trouxeram um tubarão
enorme. O ser batia a cauda na jangada, quase a derrubando. O tubarão mostrava
os dentes para os meninos e eles não tinham saída; a jangada se partiu, graças
à enorme cauda do animal.
Os meninos caíram na água e se
abraçaram, já imaginando o final; o tubarão se aproximou deles, abrindo a boca,
eles fecharam os olhos, ele iria mordê-los. Mas os meninos abriram os olhos,
perceberam que estavam no quarto, deitados na cama, o colchão estava suado e os
olhos deles, assombrados. Peter se deitou novamente dizendo a seu irmão:
- Ufa, era só um sonho!
Voltaram a dormir e, na porta do
quarto, um par de olhos os observava.
Regulamento 2019
Tribuna
Estudantil – O Jornal do HD – Regulamento
Paula C. F. Campos
1.
Público-alvo: ensino
fundamental II e ensino médio.
2.
Abrangência:
primeiro e terceiro turnos
3.
Formato:
jornal-mural, blog (tribunaestudantilhd.blogspot.com.br)e
Instagram (tribunaestudantil)
4.
Edição e
publicação:
4.1. Jornal-Mural:
4.1.1. Os textos e artigos serão impressos de forma
independente (folhas avulsas) e afixados no mural em espaço pré-determinado
correspondente à seção a que pertencem (informes da escola, texto livre,
colunas, artes, etc.).
4.1.2. Vencido o prazo máximo de publicação, os textos serão
necessariamente retirados do jornal-mural.
4.2. Internet:
4.2.1. Corresponderá obrigatoriamente e exatamente ao conteúdo
do jornal mural impresso, sendo os textos publicados em um site e com espaço a
comentários. Os textos publicados neste veículo, no entanto, não serão
retirados do ar.
4.2.2. Os autores cujos desenhos ou textos forem mais
comentados positivamente na página da internet terão maior espaço no jornal
mural (convite a escrever para uma coluna, abertura para se fazerem
reportagens, etc.).
4.3. Todo material será publicado de acordo com a ordem de
entrega à comissão do jornal. No intuito de favorecer a diversidade do jornal,
não serão publicados dois materiais ou mais do mesmo aluno na mesma categoria
do jornal, salvo no caso de não existir materiais de outros alunos disponíveis
para publicação.
5.
Revisão: os textos
a serem publicados estarão sob revisão de professores ligados ao jornal.
6.
Ideias iniciais
para conteúdo:
6.1. Informes da escola: espaço aberto a comunicados da direção,
da secretaria e dos professores, redigidos pela redação do jornal aos alunos.
6.2. Textos livres:
6.2.1. Serão publicados simultaneamente no jornal-mural e na
internet por um prazo mínimo de sete dias e máximo de dois meses, dependendo da
repercussão dos artigos e do número de publicações.
6.2.2. Os temas livres podem ir além da esfera escolar,
envolvendo assuntos e/ou situações do cotidiano, da História, da Ciência, de
tecnologia, da cidade de Barbacena, do Brasil e do mundo.
6.2.3. Serão vetados textos discriminatórios, ofensivos,
vexatórios e não condizentes com o ambiente instrutivo escolar e familiar.
6.2.4. Também serão vetados textos que incorram em plágio
comprovado, situação esta que, em caso de reincidência, acarretará no banimento
do aluno de todas as atividades do jornal até o final do ano letivo corrente.
6.3. Colunas:
6.3.1. Espaço aberto aos alunos que se interessarem em
escrever textos periódicos sobre determinado tema. Para a publicação de uma
coluna, o aluno deverá contribuir com ao menos um texto a cada 15 dias.
6.3.2. Fica estabelecido que os prazos para publicação das
colunas no jornal-mural serão de no mínimo 15 dias e no máximo 30 dias, sendo a
continuidade da coluna determinada pelo interesse e pelos comentários do
público.
6.3.3. Caso o aluno não entregue novas contribuições para sua
coluna num prazo máximo de 30 dias, sua coluna será reavaliada pela coordenação
do jornal. Os textos das colunas serão submetidos ao mesmo crivo dos textos
livres.
6.3.4. Colunas destinadas a projetos desenvolvidos pela escola
poderão ter participação de diversos alunos envolvidos nos mesmos, mediante
análise prévia da coordenação do jornal.
6.4. Classificados:
6.4.1. Seção de utilidade pública do jornal, na qual os alunos
poderão, sem custo, anunciar compra, troca e venda de produtos do seu
interesse.
6.4.2. Não serão permitidos anúncios de itens proibidos pela
escola (bebidas, cigarro, etc.).
6.5. Reportagens:
6.5.1. O espaço de reportagens será cedido aos alunos que mais
se destacarem no contexto editorial do jornal (maior repercussão em textos livres,
colunas mais comentadas e participativas, etc.) ou em eventos especiais
(torneios, feiras, excursões, etc.).
6.5.2. Serão publicadas por um prazo mínimo de sete dias e
máximo de dois meses. Os textos das reportagens serão submetidos ao mesmo crivo
dos textos livres.
6.5.3. Será incentivada a formação de equipes fixas de
reportagens, formadas por no máximo cinco alunos, com intuito de fazerem as
coberturas de eventos escolares.
6.6. Arte: poderão ser publicadas tirinhas, caricaturas e
manifestações artísticas no jornal, desde que respeitando os critérios já
mencionados para a publicação de textos livres. Os prazos para publicação da
arte no jornal-mural será de no mínimo 7 dias.
7.
Conselho
Editorial: os textos que não forem aprovados pelo jornal por não estarem de
acordo com os critérios estabelecidos para a publicação serão devolvidos.
8.
Assinatura dos
textos: As colunas, as reportagens e os classificados deverão ser assinados com
o nome completo do aluno e a turma a qual ele pertence, no entanto, os alunos
poderão utilizar pseudônimos (registrados junto à coordenação do jornal) para
assinar os demais textos.
9.
Certificados: os
alunos que participarem do jornal ganharão, ao final do ano letivo, um
certificado de participação assinado pela direção da escola e pela coordenação
do jornal.
9.1. Tipo A: Concedido aos alunos com publicação de, no
mínimo, três textos livres.
9.2. Tipo B: Concedido aos alunos que mantiverem uma coluna
durante todo o ano.
9.3. Tipo C: Concedido aos alunos que atuarem como
repórteres.
9.4. Tipo D: Concedido aos alunos que publicarem, ao menos,
três desenhos, charges, caricaturas ou tirinhas.
10. Contato e entrega de material: O material deverá ser
enviado para o e-mail tribunaestudantil.hd@gmail.com
ou entregue à coordenação do jornal.
11. As situações não previstas neste regulamento serão
avaliadas e divulgadas pela coordenação do jornal e direção da escola.
Comissão
do jornal:
·
Revisão: Profª Paula
e demais professores de Português
·
Edição: Profª
Paula
·
Coordenação: Profª
Paula
·
Apoio: Corpo
docente e direção
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
Boas-vindas
Sejam todos bem-vindos ao ano letivo de 2019! Estamos de volta ao trabalho,
aos estudos e, lógico, ao Tribuna Estudantil! A partir do
dia 12 de fevereiro (terça-feira), a coordenação do jornal já receberá material
novo. Façam seus textos e desenhos e entreguem-nos. Todos os alunos desde o 6º
ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio podem contribuir. Qualquer
dúvida, procurem a professora Paula Campos (turno da manhã) ou o diretor,
Maicon (turno da tarde).
Que seja um ótimo ano para nós!
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
Raísa Estevão, 2.6
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M
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ais um dia que a coragem me
faltou e não consegui; não consegui sentir seu perfume, não consegui ouvir a
sua voz de perto e ver ser sorriso, apreciar a sua beleza. Por quê? Qual o
motivo do meu corpo se arrepiar e meus movimentos não obedecerem ao comando do
cérebro? Não controlo minhas ações e emoções quando o vejo. Nunca houve sequer
uma conversa entre nós, mas, se ele me notasse, perceberia que meu olhar fala mais
que mil palavras...
Verdade oposta
Íris Caroline Rosa,
2.8
Verdade oposta
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F
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ake News são as notícias falsas colocadas em sites, às vezes elas
são modificadas para ganhar eleitores e visualizações. Muitas vezes são para manipular
as pessoas, principalmente em época de eleições.
Hoje o mundo inteiro tem acesso à
internet e muitos a usam como fonte de notícias. Em 2013, eram 47% e aumentou
para 72% em 2016. Fake News são
usadas também para enganar e obter ganhos financeiros ou políticos e estão
ligadas ao sensacionalismo.
Elas foram usadas contra Marielle
Franco e diziam que a mesma era casada com um traficante da maior facção
central da cidade. Esta notícia foi usada contra ela para que ela perdesse
eleitores no meio político.
As notícias falsas não atingem só
as pessoas públicas, mas também atingem cidadãos comuns, que podem ser levados
a consequências graves, como a morte.
Notícias falsas
João Vitor da Silva, 2.8
Notícias falsas
|
H
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Ouve um aumento da comunicação
via internet e a circulação de notícias falsas vem aumentando bastante. Nem
sempre as notícias que as pessoas recebem no seu aplicativo de comunicação são
verdadeiras.
O nome que se dá a essas notícias
falsas é Fake News, como não existe
um meio de fiscalização para ver se essas notícias são falsas ou verdadeiras, o
número vem aumentando.
As pessoas nem se preocupam em
analisar essas notícias e já saem repassando para os demais. Quando se vê,
milhares de pessoas já sabem essas notícias falsas.
Há um grande problema com Fake
News porque é algo inventado e propagado muitas vezes por maldade. É
preciso de esforço das pessoas para detectá-las. Assim que elas receberem essas
notícias, elas devem analisar, pensar, ver se a notícia é falsa, para só então
repassá-las.
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Biografia
Laís Felipe de
Moraes, 3.13
Biografia
|
A
|
ristóteles
caminhou despretensiosamente por Atenas centenas de vezes. É ele o dono da
ideia fadada ao esquecimento de que somos seres sociais, políticos,
diferentemente do conceito deturpado de política dos dias de hoje. Aguardando a
deixa perfeita para seu discurso recheado, sim, de pretensões, definira tal
valor como intrínseco em todos os seres humanos.
Em 2016 fui convidada a me
candidatar ao cargo de vereadora jovem. Houve eleições pela escola e ganhei o
primeiro lugar, sendo acompanhada por mais duas pessoas. Nós ganhamos cadeiras
na Câmara Municipal de São João del-Rei e nos reuníamos todas as sextas com o
propósito de criar preposições de lei para a cidade.
Sentados como adultos, nós, treze
adolescentes de diferentes escolas e realidades, desenvolvemos atas, propostas
de lei e discussões vitais para nosso crescimento. Elegemos presidente, vice e
secretário, tivemos cerimônias de iniciação e encerramento, aparecemos na TV e
sentimos na pele o que nossa presença e intervenção poderiam alcançar se fossem
constantes.
A iniciativa não só me fez ver a
complexidade de se formular uma lei, mas também a falta de maleabilidade de um
país emaranhado em burocracia. Diante da infeliz crise vivenciada pelo Brasil,
a falta de compromisso e empenho das personalidades elegidas na cidade é
denunciada quando propostas beirando a inutilidade tomam o espaço de
iniciativas realmente transformadoras.
Em um país onde não se estimula a
produção, o investimento e a autonomia, a política vira crime. O jogo e a
corrida presidencial não envolvem o eleitor, apático, indisposto a se tornar um
criminoso. Porém, garanto que a experiência inesquecível que adquiri ao ceder
curtas horas do meu dia me sentando e encarando a realidade não me tornaram
passível de prisão, e sim de extrema liberdade – sentimento de que todos os
cidadãos deveriam usufruir.
Meu patrimônio: fonte de motivação
Júlia Maria Mendes Oliveira – 3.12
Meu patrimônio: fonte
de motivação
|
A
|
história de cada indivíduo é
marcada e formada através dos vários momentos vivenciados, sejam eles bons ou
ruins, como também por bens materiais e imateriais que nos remetem algum valor
importante. Como exemplo, esta casa é um bem material e patrimônio privado de
meus avós maternos, seus quatorze filhos que ali foram criados e seus netos.
Localizada na cidade de Santa
Bárbara do Tugúrio, no interior do estado de Minas Gerais, foi construída em
meados da década de 1960 e atualmente não há moradores. Traz consigo a sua
grande importância tanto física quanto abstrata e sentimental, visto que marcou
o início da vida de minha mãe e seus irmãos.
Inicialmente era feita de barro e
sapé, depois adquiriu telhas de barro e paredes de tijolos. Embora seja antiga,
humilde, precária e desagradável aparentemente, estão guardadas em cada
centímetro quadrado de sua estrutura lembranças de uma simples família que se
encontrava às margens da sociedade, sobrevivendo aos extremos da pobreza na
zona rural, assim como nas realidades denunciadas em livros naturalistas.
Esta é uma casa onde cresceram
guerreiros, pessoas que superaram das mais difíceis adversidades. Mesmo com as
boas recordações não "pesando" tanto quanto as ruins, ambas são
cicatrizes de experiências que contribuíram com a forte personalidade das duas
gerações originadas: filhos e netos.
O patriarca da família muito
valoriza este edifício e não permite de modo algum que seja destruído, pois é
motivação para todos nas ocasiões em que a vida testa nossas identidades como
vencedores. Este lugar é, para nós, sinônimo de superação.
Biografia
Karine de Oliveira
Gomes, 2.8
Biografia
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A
|
o chegar à adolescência, indo à
fase adulta, "Ele" achava que tudo se resumia ao simples prazer.
Prazer esse que eu diria que seria mais curiosidade. Curiosidade essa que
sairia caro; não só no sentido material, mas também no sentido afetivo e psicológico.
Essa curiosidade não passava de uma mera ilusão. Tudo começa com influências
"negativas". O querer conhecer algo diferente não passava de uma
droga. "Ele" começa pela maconha. Mas antes disso, ao conhecê-lo,
minha mãe sempre falava que "Ele" tinha seu trabalho, mas ao se ver
diante da recompensa do seu trabalho, "Ele" gastava com as drogas.
Falo drogas, porque não ficou só na maconha, passando pela cocaína e chegando
ao crack. Droga essa que fez com que afetasse o convívio entre eles. Ficamos então eu e minha mãe. O que fazer
agora? Minha mãe, muito especial - quando digo especial não é só no sentido de
ser mãe, mas no sentido de ser mãe-pai, trabalhando para que não deixasse
faltar o mínimo para nós - sempre foi muito correta em relação as suas
atitudes. Não posso me esquecer de falar de Deus, que sempre esteve conosco e
junto de minha avó paterna. Avó essa que nunca desistiu de seu filho. Filho que
se desviava cada vez mais, deixando que a vida lhe escapasse entre os dedos,
mas novamente Deus estava presente. Foi quando surgiu um lugar que para
"Ele" era uma prisão, mas, para sua família, e principalmente sua
mãe, era o lugar que poderia ajudá-lo a se libertar dessa dependência e sair
dos prazeres mundanos que havia destruído não só sua vida, mas a vida das pessoas
que o amavam. Um lugar ao qual "Ele" decidiu ir por conta própria
depois de muitas tentativas. Esse lugar era uma clínica para dependentes
químicos. O tempo passou... Permanecera lá por nove meses, tempo esse que
simbolizou para nós um renascimento. Foi quando o nomearam para monitor da
clínica, ficando na cidade de Juiz de Fora monitorando essa clínica por dois
anos. Então decidiu recomeçar sua vida ao lado de sua família, aos meus 12 anos
"Ele" me procura para que eu possa ajudá-lo a se reconciliar com
minha mãe, conversaram e assim "Ele" voltou para junto de nós. Essa
atitude da minha mãe fez a diferença em nossas vidas. Iríamos recompensar o
tempo que ficamos afastados. Hoje voltou com seu trabalho e está junto de nós.
Esteve presente em minha festa de 15 anos, pois havia perdido muitas datas
importantes. O “Ele” citado é meu pai. A clínica que citei, que para muitos é
um lugar visto como prisão, foi o passaporte para liberdade do meu pai e um
lugar de extremo significado para mim. Esse é meu bem histórico.
Biografia
Karen Letícia
Ferreira Neto
Biografia
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M
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eu nome é Karen, moro em
Barbacena – MG e o maior bem que possuo em minha vida é a casa de minha
falecida e saudosa avó.
Meus pais construíram nossa casa
no mesmo terreno, nos fundos da casa de meus avós paternos. Eles trabalhavam o
dia todo e, com isso, eu e minha irmã ficávamos com nossos avós. Com meu avô
convivi pouco tempo, pois ele faleceu quando eu tinha quatro anos de idade. Já
com a minha avó, tinha contato todos os dias, praticamente o dia todo.
Senhorinha de oitenta e poucos anos de idade, com muita fé e amor
incondicional, minha avó manteve a família sempre unida. A casa dela sempre
foi, além de abrigo de boas lembranças, a nossa base de ensinamentos. Sempre,
apesar de toda e qualquer dificuldade, lá estava ela, feliz e carinhosa... Às
oito horas da manhã, lá estava ela, trajando pijaminha flanelado de cores
meigas, com cheirinho de café fresco sendo passado no coador de pano na
cozinha, e, enquanto isso, ela tratava de seus bichinhos de estimação com o
mesmo afeto com o qual tratava nós, humanos. Ao longo do dia, sua rotina não
muito agitada devido à idade: fazer almoço, organizar a casa, “crochetar” na
varanda, ver TV (mais precisamente terços e novelas), cafezinho às dezessete
horas, banho, um pouquinho mais de TV, e depois dormir. Uma vida tranquila,
pacata, porém, muito boa.
E lá estava eu, acompanhando tudo
de perto, participando de grande parte de sua rotina.
Sextas-feiras e domingos eram
seus dias preferidos. Tinha prazer em deixar a casa toda arrumadinha para
receber a parte "mineira" da família. Era tradição: sexta tinha a
macarronada especial – receita feita pelo meu avô anos e anos, e depois pelas
minhas tias, minha mãe e minha irmã, como uma forma de manter meu avô ali
presente e a família unida, como ele sempre gostou de ver. Aos Domingos, era
feira, missa, almoço na casa da vó, cheirinho de frango ou carne assando no
forno, cervejinha para acompanhar o "tira-gosto", refrigerante aos
que não bebiam, com direito à sobremesa, seus netos e bisnetos correndo de um
lado para o outro, passando pela casa, gritando, fazendo farra e enchendo nossa
avó de felicidade e orgulho de toda a família que criou.
Assim era a rotina, até que,
infelizmente, ela faleceu, deixando-nos cheios de saudade, mas também de
gratidão por termos tido a oportunidade de conviver e aprender com ela.
Atualmente, a família, ou parte dela, encontra-se na casa, uma vez por mês, em
um almoço de domingo.
Por isso e por vários motivos que
não caberiam em palavras, afirmo que a casa da minha avó é o maior
"bem" que possuo, pois foi lá que presenciei e aprendi a mais
verdadeira e pura forma de amor, de união, de afeto, de fé e, sobretudo, a
lição de que são nos detalhes mais simples que se encontra a verdadeira
felicidade.
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