Douglas de Oliveira Junior, 1.2
segunda-feira, 9 de julho de 2018
terça-feira, 5 de junho de 2018
O poema no vazio
Alguém
O
poema no vazio
Nada mais faz sentido,
Nem as árvores,
O canto dos pássaros...
Como se o “brilho” estivesse
apagado.
Inspiração não me falta.
Estou engasgada com palavras,
Respirando poesia.
Quisera eu viver o que escrevo!
Viver a inspiração dos versos,
Ou simplesmente falar o que
sinto.
Ser lida de tal forma
Para ser compreendida
Nem eu mesma me leio
Nem eu mesma me entendo
Nem eu mesma me aprofundo
Não sou suficiente.
O que seria suficiente?
Talvez alcançar metas
Alegrar pessoas...
Viver!
Mas estaria eu vivendo para
agradar
Ou agradando para viver?
Minha poesia habitou no vazio
No vazio de minh’alma.
Minh’alma necessita de versos
Meus pulmões necessitam de
inspiração
A dor precisa ser sentida
Minha poesia, precisa ser vivida.
Hipocrisias
Vitória Maria Gava Ferreira, 1.2
Hipocrisias
Nunca vai acontecer...
Aconteceu
Não vou mais fazer...
Fez
Nunca vou gostar dela...
Gostou
Amou
Se iludiu, se decepcionou
Minha mãe sempre disse que o
“não” tem poder
Não vou tocar violão
Tocou
Admita! Todos nós já fomos
hipócritas um dia
Não!
Já.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
A fênix opressora
Victor
A
fênix opressora
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F
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inal de ano, que era para eu estar contente,
eu estava no fundo do poço, com o corpo coberto de cinzas, só me levantando aos
poucos e me queimando por dentro de aprendizado por ter errado. E, do ano velho
para o ano novo, eu ressurgi como uma fênix, queimando aqueles que me queimaram
apenas com um olhar devastador de superioridade e iluminando o caminho daqueles
que mostravam que são leais a mim. Passei a enxergar em tudo que era ruim, uma
coisa boa; e em toda coisa boa, uma coisa ruim. Virei uma fênix opressora dos
meus próprios medos e pesadelos.
A capacidade independe da condição física
Jéssica Andreia da Silveira, 3.12
A
capacidade independe da condição física
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Q
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uase um quarto da população
brasileira é preenchido por pessoas que possuem alguma deficiência. Esse é um
número relativamente grande, mas há muitos que desprezam as diferenças. E ainda
se fala em inclusão. Hoje, há cota em empresas, porém não são preenchidas
conforme o esperado.
A estrutura sociocultural dos
povos criou a divisão do conceito, marcado em décadas. Há grupos que tratam a
deficiência como um problema, assim como a Alemanha nazista onde o líder,
Hitler, pregou o extermínio não só de judeus, mas também de deficientes.
Em nosso país, a falta de
estrutura gera dependência, o indivíduo é incapaz de sustentar-se, delimitando
o contato social. Não há apenas barreiras físicas como a falta de acesso, mas
também de aceitação por parte daqueles que tratam diferente algo de mesma
capacidade.
As cotas empresariais e
estudantis trazem à nossa cultura uma oportunidade intelectual e financeira
àqueles que se viam incapazes.
Esse ano, faleceu o reconhecido
pesquisador da ciência Stephen Hawking que, mesmo convivendo com a doença
denominada ELA, deixou bem claro que a capacidade intelectual não depende de
forma alguma de sua condição física.
O apoio a cotas deve ser mantido,
fazendo com que a estimativa de pessoas incluídas cresça percentualmente.
Oportunidade para que esses adentrem e construam sua identidade social,
cumprindo seu papel como cidadão, trazendo, por consequência, um país mais
igualitário. Reforçando também os investimentos que são necessários para uma
interação de governo, população, em que essa inclusão seria porta de muito
aprendizado intelectual dessas pessoas.
A vida
Thamíris Abadia Bernini Souza e SIlva, 3.11
A vida
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A
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vida não é um mar de rosas, mas é um
aprendizado contínuo. A cada dia vivido, novas experiências que fazem com que a
gente se torne uma pessoa humilde, compreensiva e nos fazem enxergar em nós
mesmos os nossos defeitos e nossas qualidades, para que melhoremos.
A cada dia, uma nova batalha
dentro de si. Na vida, nada é fácil, mas nada é impossível.
Um dia a mais ou a menos
Náira Maria da Silva Malta, 1.4
Um
dia a mais ou a menos
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M
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aria, quarenta e três anos, mãe solteira de três filhos: Ana, de dezessete
anos; Davi, de doze anos; e Alice, de
apenas seis anos. Levanta às 5h30min para ir à luta; para ela, um dia normal
como todos os outros.
_ Bom dia, Davi! Levanta-se para
ir à escola.
_ Bom dia, mãe!
_Bom dia, Ana e Alice! Está na
hora de acordar!
_ Bom dia, mamãe. Disse Alice com
a voz mais doce que Maria podia ouvir.
Enquanto Maria prepara o simples
café da manhã, ouve barulhos que não são incomuns na periferia em que habita.
Diz Alice:
_ Mamãe, estou com medo. Alguns
meses atrás, quando ouvimos esses disparos, papai foi morar com Papai do Céu e
até hoje tenho saudades.
_ Não se preocupe, meu amor. Vai
ficar tudo bem.
Depois de meia hora de um
confronto intenso entre policiais e bandidos, eles conseguem sair de casa: Ana
e Davi para a creche e Maria para o trabalho.
_ Boa aula para vocês, meus
filhos.
Como Alice ficava o dia inteiro
na creche, sua mãe lhe diz:
_ Filha, não saia com ninguém da
creche sem ser eu, tudo bem? Mamãe ama muito você.
_ Tudo bem, mamãe. Também amo
você.
Um abraço forte e Maria segue
para o seu trabalho. Maria é uma pessoa carismática, distribui amor por onde
passa. São 12h30min, horário de almoço de Maria, tudo está normal, como
qualquer outro dia. Com muita lentidão a hora passa e chega o momento de buscar
Alice na creche. Com muita alegria em seus olhos e, principalmente, no sorriso
inocente, Alice diz:
_ Que bom que você veio, mamãe.
Já estava com saudade.
E então Maria sorri.
Para chegar até sua casa, são
dois metrôs e um ônibus. Chega então à primeira estação de metrô. Há muito
movimento, pessoas voltando do trabalho, algumas indo ao trabalho, outras indo
encontrar pessoas amadas, pessoas tristes, felizes, indesejadas, enfim, vários
tipos de pessoas e pensamentos em um só metrô. Maria sente um aperto enorme em
seu peito, não sabe o que fazer, pensa somente em seus filhos Ana e Davi. Pega
seu telefone e liga desesperadamente para eles.
O telefone chama uma, duas...
sete vezes. E ela só escuta:
_Sua ligação está sendo
encaminhada para a caixa postal.
Depois de tentar sete vezes para
Ana e cinco para Davi, ela então decide deixar sua mensagem na caixa postal:
_ Filha, estou preocupada com
você e seu irmão. Assim que ouvir essa mensagem, por favor, me liga.
Conforme chega perto de casa, algumas
lágrimas inevitavelmente caem e então Alice pergunta:
_ Mamãe, por que você está
chorando?
_Não é nada, filha. Só estou
preocupada com seus irmãos, mas ficará tudo bem.
_ Tá bom. Diz Alice com voz de choro.
Chegou, Maria entrou rapidamente,
pois queria ver o quão bem seus filhos estavam e era apenas preocupação normal
de mãe após 12 ligações não atendidas. Infelizmente, não foi nada que ela
desejava ser, havia sangue para todos os lados: chão, sofá cortina...
{Gritos, choros} _ Ana, acorda,
filha. Davi, por favor. Não façam isso com a mamãe! Por favor, por favor! _
Gritava repetidamente.
A partir do momento em que Maria
viu aquela cena, ela teve certeza de que o céu poderia brilhar todas as manhãs,
que os pássaros poderiam cantar, mas que eles nunca mais acordariam felizes como acordavam todos os dias. Maria só quer
paz, poder voltar ao trabalho tranquila, para que outra família não chore
alguma perda.
Eram cinco até uns meses atrás,
três disparos em menos de sete meses acabaram com aquela família. Agora eram
somente Maria e Alice, tentando achar uma paz neste mundo onde vidas são
tiradas sem nenhum motivo. Era para ser apenas mais um dia normal, mas foi o
pior dia da vida de Maria: dois filhos mortos, uma mãe que chora e a sociedade
que vira as costas.
A qualquer picotador de almas
Por Vitória Maria Gava Ferreira, 1.2
A
qualquer picotador de almas
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P
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erdi meu dom de falar, aquele entusiasmo por
que tanto zelava. Com raiva, amor e ironia, te dedico esta humilde carta. E se
pudesse dizer, te contava, por que há tempos fiquei com medo de olhar as
estrelas. E como eu queria te escrever mil versos de amor, te representar em cem
cores de aquarela, te entregar o broto da rosa, o coração da mais pura e
singela, mas não! Minha indecisão! A pressão e sua opinião fazem cada vez mais
cair pétala por pétala da flor de que nem restaram pétalas. Cortarei essas
páginas... corações de papel. Se o caderno não acabar, meu destino será o céu.
Me poupe, meu amor. A vida não me deu opção e, se faltar amor, não falta
inspiração.
Arte
Anna Clara de Oliveira Linck, Bruna Maria Assis da Silva, Carolina Vanessa do Nascimento, Laila Fernanda da Silva, 3.12
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