Google+ Tribuna Estudantil - O Jornal do HD: 2026

sexta-feira, 20 de março de 2026

Um olhar, mil palavras não ditas

 


[Por Senhorita A.]

    20 de março de 2026


Um olhar, mil palavras não ditas


Com os olhos cheios de sangue 

Fui te vendo morrer aos poucos 

Aquele seu brilho dourado...foi vendido por migalhas 

Não via o quanto era asno?

Sentia o cheiro de sua alma apodrecendo, todos com medo de olhar

Enquanto eu encarava cada detalhe me lembrando como era antes de tanta podridão. 


Meu sol… se tornou apenas uma bola quente. Teria de sofrer por quanto tempo mais!?

Pare de desviar o olhar! Porque sei exatamente o que eles querem me contar! 

Eles querem falar de quando não falei o suficiente...de quando falei de mais...

E de quando aceitei o seu silêncio.

Com os olhos negros de medo 

Eu te vejo afundando em algo em que já estive 

Sentindo algo que já senti 

Morrendo...por algo que já matei

Mas, com os olhos brilhando de esperança, 

me vejo em você.

Sabendo que um dia você voltará a brilhar 

Mesmo que eu não esteja aqui pra ver 

Então, a minha Luz será a sua Luz 

E nossos caminhos serão iguais...

Espero que seus olhos me contem detalhe por detalhe quando isso acontecer 


 



[Por Milota xp]

    20 de março de 2026



Cada olhar que eu sinto 

em mim, cada sorriso

sinto você mais perto

eu te desejo e te venero.

Quando estou longe

te quero perto, quando 

perto te quero mais perto

Esses olhos castanhos 

como melhorar, sorriso

como assim nuvens.

Uma luz que ilumina

na escuridão, meu 

sol da manhã minha

Lua da noite.

E se eu te perguntasse,

se eu for sua, você seria meu 

por inteiro?


quarta-feira, 18 de março de 2026

Aniversário do Tribuna Estudantil

 

[Por Paula Campos]

    18 de março de 2026


Carta aberta

Barbacena, 18 de março de 2026


Caros leitores, há exatos 18 anos, o jornal Tribuna Estudantil era publicado pela primeira vez.

Há exatos 18 anos, os alunos da Escola Estadual Henrique Diniz ganharam a possibilidade de compartilhar sua arte com a comunidade escolar e (por que não?) com o mundo.

Muito tempo passou, muita coisa mudou. O mundo mudou! A internet e suas redes sociais avançaram desgovernadamente, possibilitando a facilidade de publicação de textos, desenhos, fotos, vídeos… Os alunos, então, não precisariam mais do jornal. Seria o fim do Tribuna? Não foi.

Mas por que ele não acabou? Por ser inovador para a época? Por que eu, fundadora e coordenadora do projeto, não desisto fácil? Por ter o jornal ganhado o respeito e o carinho dos alunos? Tudo isso e muito mais.

Certa vez, uma aluna querida, escritora do jornal, antes de se formar no Ensino Médio, veio conversar comigo, agradecer pela oportunidade de publicar seus textos e implorar para que eu continuasse com o projeto e não o deixasse morrer. Toda vez que penso em desistir, eu me lembro dela. E persisto. Afinal, o jornal não é meu. Ele é dos alunos, feito para e por eles. 

Quando olho para o passado, sinto orgulho e gratidão! Orgulho de mim, por ter tido a ideia, ter implantado o projeto e por me dedicar ao jornal, mesmo com todas as dificuldades do cotidiano, e gratidão a todos que desde 2008 colaboram com o jornal.

Alunos que escrevem e desenham para o Tribuna Estudantil, vocês são a alma do projeto! Sem vocês, nada disso seria possível. Se você não escreve nem desenha, mas lê, curte, comenta… é para você que o material é feito e publicado. Professores, funcionários, direção e pais, agradeço pelo apoio e incentivo durante esse longo período.

Há exatos 18 anos, os alunos e a escola ganharam um jornal. Há exatos 18 anos, a nossa escola apareceu de um jeito diferente, inspirando muitas pessoas a exporem seus talentos. Há exatos 18 anos, nós todos trazemos visibilidade para a Escola Estadual Henrique Diniz, do bairro Boa Vista, da cidade de Barbacena, do estado de Minas Gerais.

Nós somos o jornal! 

Parabéns para nós!

Feliz aniversário, Tribuna Estudantil!


Muito obrigada a todos por ele existir.



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Profª Paula Campos - coordenadora do TE


sexta-feira, 6 de março de 2026

“Meus Pequeninos”

 

[Por Milota xp]


“Meus Pequeninos”



Eu vejo o que o mundo não nota,

o coração miúdo, a fé ainda em broto,

o passo curto, a voz que mal se impõe,

mas que ecoa inteira dentro de Mim.


Meus pequeninos não são fracos —

são sementes.

Carregam o céu nos olhos curiosos

e a verdade nas mãos sem malícia.


Quando choram, Eu me inclino.

Quando riem, o Meu céu se alegra.

Ensinem-lhes o amor, não o medo;

o caminho, não o peso.

Não desprezem sua simplicidade:

é nela que Meu Reino repousa.

Quem se faz pequeno para amar

já entendeu o que os grandes esquecem.


Eu os guardo no silêncio da noite,

conto seus passos, recolho suas quedas.

Aos Meus pequeninos, dou abrigo,

e neles renovo o mundo.


Pois quem toca um pequeno com ternura,

toca Meu próprio coração.