“Meus Pequeninos”
Eu vejo o que o mundo não nota,
o coração miúdo, a fé ainda em broto,
o passo curto, a voz que mal se impõe,
mas que ecoa inteira dentro de Mim.
Meus pequeninos não são fracos —
são sementes.
Carregam o céu nos olhos curiosos
e a verdade nas mãos sem malícia.
Quando choram, Eu me inclino.
Quando riem, o Meu céu se alegra.
Ensinem-lhes o amor, não o medo;
o caminho, não o peso.
Não desprezem sua simplicidade:
é nela que Meu Reino repousa.
Quem se faz pequeno para amar
já entendeu o que os grandes esquecem.
Eu os guardo no silêncio da noite,
conto seus passos, recolho suas quedas.
Aos Meus pequeninos, dou abrigo,
e neles renovo o mundo.
Pois quem toca um pequeno com ternura,
toca Meu próprio coração.
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