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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Olá, serianáticos!




Olá, serianáticos!


Olá, serianáticos! Esta coluna é exclusiva para você que é viciado em séries, como eu. Toda semana, irei falar sobre uma série diferente, suas curiosidades e também vou dividir minha opinião com vocês.
Para começar, escolhi a série norte-americana Riverdale. O primeiro episódio foi exibido pela Warner Bros no dia 26 de janeiro de 2017 e, desde então, vem conquistando fãs em todo o mundo. O que quase ninguém sabe é que a série é baseada nos quadrinhos Archie, que eram febre na década de 60, cujo sucesso foi tão grande que os personagens viraram animação na TV, conhecida como Archie e sua turma. O rapaz ruivo e seus amigos inseparáveis Betty, Veronica e Jughead, assim como o trio Josie e as gatinhas foram indispensáveis na série atual, Riverdale.
Ok, mas o que é Riverdale? É uma cidade do interior, com 50 habitantes, onde ocorrem mais crimes que no Rio de Janeiro. Exageros á parte, se não houver crimes hediondos, intrigas e reviravoltas, não é Riverdale.
A primeira temporada gira em torno da família mais rica da cidade, os Blossom. Jason, o filho, morre num trágico acidente no rio (mais tarde, na verdade, descobrimos que ele foi assassinado). E, então, quem matou Jason Blossom? Você acha que sabe, depois fica confuso, cria teorias e, no final, é que menos se espera. A segunda já tem um suspense mais sombrio, um serial killer, que se intitula Black Hood, se revela na cidade. E, mais uma vez, Archie e seus amigos querem desvendar o mistério “quem é Black Hood?”. Já a terceira temporada começou com uma pegada sobrenatural e ainda não teve um final solucionado, deixando os fãs se perguntando quem ou o que é o Rei Gárgula e o que tem de tão surreal no jogo de RPG Griffos e Gárgulas.
A série está ativa e recentemente a CW confirmou a quarta temporada, para a alegria de muitos. As duas primeiras temporadas estão disponíveis na Netflix e a terceira deve chegar ao catálogo em outubro.
E aí? Ficou curioso? Poucos dramas teens tiveram tamanho sucesso num pequeno espaço de tempo e é provável que você também se renda a ele. Então, não perca tempo, assista a Riverdale e crie suas próprias teorias.

Irmãos em perigo


Por Stephany Dyovana do Nascimento Dias, 3.1

 

Irmãos em perigo


N
uma noite chuvosa, em pleno Mar Mediterrâneo, dois irmãos lutavam contra as ondas. O mais velho, com 12 anos, e o mais novo, com sete; Peter e Alvim.
As ondas trouxeram um tubarão enorme. O ser batia a cauda na jangada, quase a derrubando. O tubarão mostrava os dentes para os meninos e eles não tinham saída; a jangada se partiu, graças à enorme cauda do animal.
Os meninos caíram na água e se abraçaram, já imaginando o final; o tubarão se aproximou deles, abrindo a boca, eles fecharam os olhos, ele iria mordê-los. Mas os meninos abriram os olhos, perceberam que estavam no quarto, deitados na cama, o colchão estava suado e os olhos deles, assombrados. Peter se deitou novamente dizendo a seu irmão:
- Ufa, era só um sonho!
Voltaram a dormir e, na porta do quarto, um par de olhos os observava.

Arte

Elislaine de Oliveira, 3.1


Arte

Matheus Vinícius Julião, 2.13


Arte

Milene Carolina da Silva, 2.13


Arte


Aline Helen Vitória da Silva, 3.1


Regulamento 2019


Tribuna EstudantilO Jornal do HD – Regulamento

Paula C. F. Campos
1.        Público-alvo: ensino fundamental II e ensino médio.
2.        Abrangência: primeiro e terceiro turnos
3.        Formato: jornal-mural, blog (tribunaestudantilhd.blogspot.com.br)e Instagram (tribunaestudantil)
4.        Edição e publicação:
4.1.      Jornal-Mural:
4.1.1.    Os textos e artigos serão impressos de forma independente (folhas avulsas) e afixados no mural em espaço pré-determinado correspondente à seção a que pertencem (informes da escola, texto livre, colunas, artes, etc.).
4.1.2.    Vencido o prazo máximo de publicação, os textos serão necessariamente retirados do jornal-mural.
4.2.      Internet:
4.2.1.    Corresponderá obrigatoriamente e exatamente ao conteúdo do jornal mural impresso, sendo os textos publicados em um site e com espaço a comentários. Os textos publicados neste veículo, no entanto, não serão retirados do ar.
4.2.2.    Os autores cujos desenhos ou textos forem mais comentados positivamente na página da internet terão maior espaço no jornal mural (convite a escrever para uma coluna, abertura para se fazerem reportagens, etc.).
4.3.      Todo material será publicado de acordo com a ordem de entrega à comissão do jornal. No intuito de favorecer a diversidade do jornal, não serão publicados dois materiais ou mais do mesmo aluno na mesma categoria do jornal, salvo no caso de não existir materiais de outros alunos disponíveis para publicação.
5.        Revisão: os textos a serem publicados estarão sob revisão de professores ligados ao jornal.
6.        Ideias iniciais para conteúdo:
6.1.      Informes da escola: espaço aberto a comunicados da direção, da secretaria e dos professores, redigidos pela redação do jornal aos alunos.
6.2.      Textos livres:
6.2.1.    Serão publicados simultaneamente no jornal-mural e na internet por um prazo mínimo de sete dias e máximo de dois meses, dependendo da repercussão dos artigos e do número de publicações.
6.2.2.    Os temas livres podem ir além da esfera escolar, envolvendo assuntos e/ou situações do cotidiano, da História, da Ciência, de tecnologia, da cidade de Barbacena, do Brasil e do mundo.
6.2.3.    Serão vetados textos discriminatórios, ofensivos, vexatórios e não condizentes com o ambiente instrutivo escolar e familiar.
6.2.4.    Também serão vetados textos que incorram em plágio comprovado, situação esta que, em caso de reincidência, acarretará no banimento do aluno de todas as atividades do jornal até o final do ano letivo corrente.
6.3.      Colunas:
6.3.1.    Espaço aberto aos alunos que se interessarem em escrever textos periódicos sobre determinado tema. Para a publicação de uma coluna, o aluno deverá contribuir com ao menos um texto a cada 15 dias.
6.3.2.    Fica estabelecido que os prazos para publicação das colunas no jornal-mural serão de no mínimo 15 dias e no máximo 30 dias, sendo a continuidade da coluna determinada pelo interesse e pelos comentários do público.
6.3.3.    Caso o aluno não entregue novas contribuições para sua coluna num prazo máximo de 30 dias, sua coluna será reavaliada pela coordenação do jornal. Os textos das colunas serão submetidos ao mesmo crivo dos textos livres.
6.3.4.    Colunas destinadas a projetos desenvolvidos pela escola poderão ter participação de diversos alunos envolvidos nos mesmos, mediante análise prévia da coordenação do jornal.
6.4.      Classificados:
6.4.1.    Seção de utilidade pública do jornal, na qual os alunos poderão, sem custo, anunciar compra, troca e venda de produtos do seu interesse.
6.4.2.    Não serão permitidos anúncios de itens proibidos pela escola (bebidas, cigarro, etc.).
6.5.      Reportagens:
6.5.1.    O espaço de reportagens será cedido aos alunos que mais se destacarem no contexto editorial do jornal (maior repercussão em textos livres, colunas mais comentadas e participativas, etc.) ou em eventos especiais (torneios, feiras, excursões, etc.).
6.5.2.    Serão publicadas por um prazo mínimo de sete dias e máximo de dois meses. Os textos das reportagens serão submetidos ao mesmo crivo dos textos livres.
6.5.3.    Será incentivada a formação de equipes fixas de reportagens, formadas por no máximo cinco alunos, com intuito de fazerem as coberturas de eventos escolares.
6.6.      Arte: poderão ser publicadas tirinhas, caricaturas e manifestações artísticas no jornal, desde que respeitando os critérios já mencionados para a publicação de textos livres. Os prazos para publicação da arte no jornal-mural será de no mínimo 7 dias.
7.        Conselho Editorial: os textos que não forem aprovados pelo jornal por não estarem de acordo com os critérios estabelecidos para a publicação serão devolvidos.
8.        Assinatura dos textos: As colunas, as reportagens e os classificados deverão ser assinados com o nome completo do aluno e a turma a qual ele pertence, no entanto, os alunos poderão utilizar pseudônimos (registrados junto à coordenação do jornal) para assinar os demais textos.
9.        Certificados: os alunos que participarem do jornal ganharão, ao final do ano letivo, um certificado de participação assinado pela direção da escola e pela coordenação do jornal.
9.1.      Tipo A: Concedido aos alunos com publicação de, no mínimo, três textos livres.
9.2.      Tipo B: Concedido aos alunos que mantiverem uma coluna durante todo o ano.
9.3.      Tipo C: Concedido aos alunos que atuarem como repórteres.
9.4.      Tipo D: Concedido aos alunos que publicarem, ao menos, três desenhos, charges, caricaturas ou tirinhas.
10.     Contato e entrega de material: O material deverá ser enviado para o e-mail tribunaestudantil.hd@gmail.com ou entregue à coordenação do jornal.
11.     As situações não previstas neste regulamento serão avaliadas e divulgadas pela coordenação do jornal e direção da escola.

Comissão do jornal:
·          Revisão: Profª Paula e demais professores de Português
·          Edição: Profª Paula
·          Coordenação: Profª Paula
·          Apoio: Corpo docente e direção

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Boas-vindas


Sejam todos bem-vindos ao ano letivo de 2019! Estamos de volta ao trabalho, aos estudos e, lógico, ao Tribuna Estudantil! A partir do dia 12 de fevereiro (terça-feira), a coordenação do jornal já receberá material novo. Façam seus textos e desenhos e entreguem-nos. Todos os alunos desde o 6º ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio podem contribuir. Qualquer dúvida, procurem a professora Paula Campos (turno da manhã) ou o diretor, Maicon (turno da tarde).

Que seja um ótimo ano para nós!

quarta-feira, 21 de novembro de 2018


Raísa Estevão, 2.6


M
ais um dia que a coragem me faltou e não consegui; não consegui sentir seu perfume, não consegui ouvir a sua voz de perto e ver ser sorriso, apreciar a sua beleza. Por quê? Qual o motivo do meu corpo se arrepiar e meus movimentos não obedecerem ao comando do cérebro? Não controlo minhas ações e emoções quando o vejo. Nunca houve sequer uma conversa entre nós, mas, se ele me notasse, perceberia que meu olhar fala mais que mil palavras...

Verdade oposta


Íris Caroline Rosa, 2.8

Verdade oposta

F
ake News são as notícias falsas colocadas em sites, às vezes elas são modificadas para ganhar eleitores e visualizações. Muitas vezes são para manipular as pessoas, principalmente em época de eleições.
Hoje o mundo inteiro tem acesso à internet e muitos a usam como fonte de notícias. Em 2013, eram 47% e aumentou para 72% em 2016. Fake News são usadas também para enganar e obter ganhos financeiros ou políticos e estão ligadas ao sensacionalismo.
Elas foram usadas contra Marielle Franco e diziam que a mesma era casada com um traficante da maior facção central da cidade. Esta notícia foi usada contra ela para que ela perdesse eleitores no meio político.
As notícias falsas não atingem só as pessoas públicas, mas também atingem cidadãos comuns, que podem ser levados a consequências graves, como a morte.

Notícias falsas


João Vitor da Silva, 2.8

Notícias falsas

H
Ouve um aumento da comunicação via internet e a circulação de notícias falsas vem aumentando bastante. Nem sempre as notícias que as pessoas recebem no seu aplicativo de comunicação são verdadeiras.
O nome que se dá a essas notícias falsas é Fake News, como não existe um meio de fiscalização para ver se essas notícias são falsas ou verdadeiras, o número vem aumentando.
As pessoas nem se preocupam em analisar essas notícias e já saem repassando para os demais. Quando se vê, milhares de pessoas já sabem essas notícias falsas.
Há um grande problema com Fake News porque é algo inventado e propagado muitas vezes por maldade. É preciso de esforço das pessoas para detectá-las. Assim que elas receberem essas notícias, elas devem analisar, pensar, ver se a notícia é falsa, para só então repassá-las.  

Arte

Yasmin do Nascimento Oliveira, 1.5


Arte

Priscila Siqueira, 1.5


Arte

Priscila Siqueira, 1.5

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Biografia


Laís Felipe de Moraes, 3.13

Biografia

A
ristóteles caminhou despretensiosamente por Atenas centenas de vezes. É ele o dono da ideia fadada ao esquecimento de que somos seres sociais, políticos, diferentemente do conceito deturpado de política dos dias de hoje. Aguardando a deixa perfeita para seu discurso recheado, sim, de pretensões, definira tal valor como intrínseco em todos os seres humanos.
Em 2016 fui convidada a me candidatar ao cargo de vereadora jovem. Houve eleições pela escola e ganhei o primeiro lugar, sendo acompanhada por mais duas pessoas. Nós ganhamos cadeiras na Câmara Municipal de São João del-Rei e nos reuníamos todas as sextas com o propósito de criar preposições de lei para a cidade.
Sentados como adultos, nós, treze adolescentes de diferentes escolas e realidades, desenvolvemos atas, propostas de lei e discussões vitais para nosso crescimento. Elegemos presidente, vice e secretário, tivemos cerimônias de iniciação e encerramento, aparecemos na TV e sentimos na pele o que nossa presença e intervenção poderiam alcançar se fossem constantes.
A iniciativa não só me fez ver a complexidade de se formular uma lei, mas também a falta de maleabilidade de um país emaranhado em burocracia. Diante da infeliz crise vivenciada pelo Brasil, a falta de compromisso e empenho das personalidades elegidas na cidade é denunciada quando propostas beirando a inutilidade tomam o espaço de iniciativas realmente transformadoras.
Em um país onde não se estimula a produção, o investimento e a autonomia, a política vira crime. O jogo e a corrida presidencial não envolvem o eleitor, apático, indisposto a se tornar um criminoso. Porém, garanto que a experiência inesquecível que adquiri ao ceder curtas horas do meu dia me sentando e encarando a realidade não me tornaram passível de prisão, e sim de extrema liberdade – sentimento de que todos os cidadãos deveriam usufruir.

Meu patrimônio: fonte de motivação


Júlia Maria Mendes Oliveira – 3.12

Meu patrimônio: fonte de motivação        

A
história de cada indivíduo é marcada e formada através dos vários momentos vivenciados, sejam eles bons ou ruins, como também por bens materiais e imateriais que nos remetem algum valor importante. Como exemplo, esta casa é um bem material e patrimônio privado de meus avós maternos, seus quatorze filhos que ali foram criados e seus netos.
Localizada na cidade de Santa Bárbara do Tugúrio, no interior do estado de Minas Gerais, foi construída em meados da década de 1960 e atualmente não há moradores. Traz consigo a sua grande importância tanto física quanto abstrata e sentimental, visto que marcou o início da vida de minha mãe e seus irmãos.
Inicialmente era feita de barro e sapé, depois adquiriu telhas de barro e paredes de tijolos. Embora seja antiga, humilde, precária e desagradável aparentemente, estão guardadas em cada centímetro quadrado de sua estrutura lembranças de uma simples família que se encontrava às margens da sociedade, sobrevivendo aos extremos da pobreza na zona rural, assim como nas realidades denunciadas em livros naturalistas.
Esta é uma casa onde cresceram guerreiros, pessoas que superaram das mais difíceis adversidades. Mesmo com as boas recordações não "pesando" tanto quanto as ruins, ambas são cicatrizes de experiências que contribuíram com a forte personalidade das duas gerações originadas: filhos e netos.
O patriarca da família muito valoriza este edifício e não permite de modo algum que seja destruído, pois é motivação para todos nas ocasiões em que a vida testa nossas identidades como vencedores. Este lugar é, para nós, sinônimo de superação.

Biografia


Karine de Oliveira Gomes, 2.8

Biografia

A
o chegar à adolescência, indo à fase adulta, "Ele" achava que tudo se resumia ao simples prazer. Prazer esse que eu diria que seria mais curiosidade. Curiosidade essa que sairia caro; não só no sentido material, mas também no sentido afetivo e psicológico. Essa curiosidade não passava de uma mera ilusão. Tudo começa com influências "negativas". O querer conhecer algo diferente não passava de uma droga. "Ele" começa pela maconha. Mas antes disso, ao conhecê-lo, minha mãe sempre falava que "Ele" tinha seu trabalho, mas ao se ver diante da recompensa do seu trabalho, "Ele" gastava com as drogas. Falo drogas, porque não ficou só na maconha, passando pela cocaína e chegando ao crack. Droga essa que fez com que afetasse o convívio entre eles.  Ficamos então eu e minha mãe. O que fazer agora? Minha mãe, muito especial - quando digo especial não é só no sentido de ser mãe, mas no sentido de ser mãe-pai, trabalhando para que não deixasse faltar o mínimo para nós - sempre foi muito correta em relação as suas atitudes. Não posso me esquecer de falar de Deus, que sempre esteve conosco e junto de minha avó paterna. Avó essa que nunca desistiu de seu filho. Filho que se desviava cada vez mais, deixando que a vida lhe escapasse entre os dedos, mas novamente Deus estava presente. Foi quando surgiu um lugar que para "Ele" era uma prisão, mas, para sua família, e principalmente sua mãe, era o lugar que poderia ajudá-lo a se libertar dessa dependência e sair dos prazeres mundanos que havia destruído não só sua vida, mas a vida das pessoas que o amavam. Um lugar ao qual "Ele" decidiu ir por conta própria depois de muitas tentativas. Esse lugar era uma clínica para dependentes químicos. O tempo passou... Permanecera lá por nove meses, tempo esse que simbolizou para nós um renascimento. Foi quando o nomearam para monitor da clínica, ficando na cidade de Juiz de Fora monitorando essa clínica por dois anos. Então decidiu recomeçar sua vida ao lado de sua família, aos meus 12 anos "Ele" me procura para que eu possa ajudá-lo a se reconciliar com minha mãe, conversaram e assim "Ele" voltou para junto de nós. Essa atitude da minha mãe fez a diferença em nossas vidas. Iríamos recompensar o tempo que ficamos afastados. Hoje voltou com seu trabalho e está junto de nós. Esteve presente em minha festa de 15 anos, pois havia perdido muitas datas importantes. O “Ele” citado é meu pai. A clínica que citei, que para muitos é um lugar visto como prisão, foi o passaporte para liberdade do meu pai e um lugar de extremo significado para mim. Esse é meu bem histórico.

Biografia


Karen Letícia Ferreira Neto

Biografia

M
eu nome é Karen, moro em Barbacena – MG e o maior bem que possuo em minha vida é a casa de minha falecida e saudosa avó.
Meus pais construíram nossa casa no mesmo terreno, nos fundos da casa de meus avós paternos. Eles trabalhavam o dia todo e, com isso, eu e minha irmã ficávamos com nossos avós. Com meu avô convivi pouco tempo, pois ele faleceu quando eu tinha quatro anos de idade. Já com a minha avó, tinha contato todos os dias, praticamente o dia todo. Senhorinha de oitenta e poucos anos de idade, com muita fé e amor incondicional, minha avó manteve a família sempre unida. A casa dela sempre foi, além de abrigo de boas lembranças, a nossa base de ensinamentos. Sempre, apesar de toda e qualquer dificuldade, lá estava ela, feliz e carinhosa... Às oito horas da manhã, lá estava ela, trajando pijaminha flanelado de cores meigas, com cheirinho de café fresco sendo passado no coador de pano na cozinha, e, enquanto isso, ela tratava de seus bichinhos de estimação com o mesmo afeto com o qual tratava nós, humanos. Ao longo do dia, sua rotina não muito agitada devido à idade: fazer almoço, organizar a casa, “crochetar” na varanda, ver TV (mais precisamente terços e novelas), cafezinho às dezessete horas, banho, um pouquinho mais de TV, e depois dormir. Uma vida tranquila, pacata, porém, muito boa.
E lá estava eu, acompanhando tudo de perto, participando de grande parte de sua rotina.
Sextas-feiras e domingos eram seus dias preferidos. Tinha prazer em deixar a casa toda arrumadinha para receber a parte "mineira" da família. Era tradição: sexta tinha a macarronada especial – receita feita pelo meu avô anos e anos, e depois pelas minhas tias, minha mãe e minha irmã, como uma forma de manter meu avô ali presente e a família unida, como ele sempre gostou de ver. Aos Domingos, era feira, missa, almoço na casa da vó, cheirinho de frango ou carne assando no forno, cervejinha para acompanhar o "tira-gosto", refrigerante aos que não bebiam, com direito à sobremesa, seus netos e bisnetos correndo de um lado para o outro, passando pela casa, gritando, fazendo farra e enchendo nossa avó de felicidade e orgulho de toda a família que criou.
Assim era a rotina, até que, infelizmente, ela faleceu, deixando-nos cheios de saudade, mas também de gratidão por termos tido a oportunidade de conviver e aprender com ela. Atualmente, a família, ou parte dela, encontra-se na casa, uma vez por mês, em um almoço de domingo.
Por isso e por vários motivos que não caberiam em palavras, afirmo que a casa da minha avó é o maior "bem" que possuo, pois foi lá que presenciei e aprendi a mais verdadeira e pura forma de amor, de união, de afeto, de fé e, sobretudo, a lição de que são nos detalhes mais simples que se encontra a verdadeira felicidade.

Arte


Priscila Siqueira, 1.5


quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Lembranças


Sarah Lourdes, 1.1

Lembranças


F
alar do passado é falar de lembranças, boas ou ruins. Elas fazem parte da nossa história, são tantas lembranças, e cada uma delas nos ajudam a construir a nossa história. Nem sei por onde começar as minhas lembranças... Por onde começar? Claro, da minha infância. Bom, maior parte da minha infância foi em Alfredo Vasconcelos. Praticamente me mudei pra lá ainda era bebê, foi lá que eu cresci, tive as melhores lembranças e as piores. Mudei pra lá tinha 8 meses, mas não me recordo disso. Lembro das brincadeiras na rua com os meus amigos, ficávamos até tarde da noite na rua brincando. Bola, pique esconde, soltando pipa. Como lá não tinha muitas meninas fiz muita amizade com meninos, e um deles é o Victor ele era meu melhor amigo, brincávamos de tudo e brigávamos. Nos dois somos filhos únicos então ele era como um irmão para mim. Se pudesse voltar nesse tempo, nessas lembranças boas, que saudade da minha cidade. Mas como nem tudo são flores, existem as lembranças ruins... Foi em Alfredo Vasconcelos que eu perdi a pessoa mais importante da minha vida: meu pai. Eu era muito nova quando aconteceu, tinha 5 anos mas me lembro bem. Éramos muito grudados, ele era tudo pra mim! Lembro das vezes que eu e ele "fugíamos" da minha mãe, íamos para cachoeira. Lembro de quando ele começou a me ensinar a nadar, da vez que eu quase me afoguei. Mas quando eu tinha 5 anos perdi isso tudo. Aos meus 4 anos meu pai foi diagnosticado com câncer no intestino, já estava num estágio bem avanço. Um ano depois eu o perdi... Eu era muito novinha não entendia bem, mas lembro da vez em que fui visitar ele no hospital. E tenho a minha última lembrança dele, foi no meu aniversário de 5 anos ele já estava muito doente, o médico já tinha falado para minha mãe que era só mais um mês. Minha mãe não queria que a minha última lembrança dele fosse em um hospital, então, ela organizou uma festa de 5 aninhos pra mim. Não gosto muito de ver as fotos da festa, meu pai já estava muito magro, muito doente. Não é esta lembrança que eu quero ter dele, quero lembrar daquele cara sempre com o sorriso no rosto, brincando comigo. Mas continuando, no dia 30 de maio de 2008 eu perdi o meu papai, o meu herói. Tenho a lembrança como se fosse ontem minha mãe chegando sem ele, parece que eu já estava sentido no meu coração. Perguntei para ela: "cadê o meu papai?" E ela me disse: "Seu papai virou uma estrelinha no céu". No dia do velório dele eu não estava entendo bem, então fiquei com o meu melhor amigo. Já no dia do enterro, minha mãe achou melhor eu não ir, lembro que fiquei com o meu padrinho e chorava, falava: "eu quero o meu papai, deixa eu vê ele". Como a cidade é pequena, todo mundo sabia do ocorrido. A minha antiga diretora, minha querida Tia Imaculada foi até minha casa, me deu muito apoio. Lembro de uma vez estava na escola e ouvi as minhas coleguinhas comentando "O pai dela morreu". Vou parar por aqui, porque já estou chorando. Só tenho a dizer que a vida é assim, cheia de lembranças boas ou ruins. Mas são elas que constroem a nossa história.